al gore se une a empresa de investimentos em tecnologia ecológicavoltar

14/11/2007
Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e prêmio Nobel da Paz deste ano por sua luta contra a mudança climática, se unirá à empresa especializada em investimentos em tecnologia ecológica Kleiner Perkins Caufield & Byers (KPCB). A KPCB anunciou na segunda-feira (12) que Gore se unirá à empresa como especialista na área de energias alternativas. Gore, que ganhou este ano além do Nobel da Paz o Prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional, na Espanha, doará 100% de seu salário - cujo valor não foi divulgado - à fundação Aliança pela Proteção do Clima, que ele mesmo preside. O ex-vice-presidente e candidato democrata à Presidência dos EUA em 2000 apresentou no ano passado ’Uma Verdade Inconveniente’, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2007. A KPCB já prestou auxílio a empresas como Sun Microsystems, Compaq, Amazon.com e Google, e nos últimos anos se transformou em uma das principais investidoras em energia alternativa. Espera-se que Gore, que já faz parte de conselhos de administração de grupos como Apple e Google, se torne um parceiro ativo na firma (JB Online, 13/11/07)) Avião solar rende tecnologia para energia renovável eficaz Um ano antes de seu vôo de estréia, o primeiro avião movido a energia solar já deu frutos na área de energia sustentável. Graças à necessidade de economizar peso, a aeronave Solar Impulse conseguiu reduzir pela metade o peso das células solares, além de melhorar a eficiência das baterias de lítio. Um dos líderes do projeto e um dos pilotos do avião, André Borschberg, apresentou ontem em palestra em São Paulo o desenho final do protótipo da aeronave, revelado há uma semana na Suíça. Ele veio ao Brasil a convite da Solvay, multinacional suíça que é uma das patrocinadoras do Solar Impulse. O protótipo deverá ter uma asa com 80 metros de envergadura quase toda coberta por painéis solares, "que são como filmes plásticos finos", segundo Borschberg. A estrutura será feita de fibras de carbono e plásticos especiais; apenas o mínimo indispensável de metal será usado, na fiação elétrica. A idéia de construir o modelo -e usá-lo para dar a volta ao mundo- foi do explorador suíço Bertrand Piccard, o outro piloto. Ele percorreu o mundo em balão em 1999, e imaginou como seria fazer a viagem sem emitir poluição. "É um símbolo do que precisa ser feito", diz Borschberg. Voar comercialmente com energia solar, porém, é algo ainda impensável e tecnologicamente distante. Cada metro quadrado de painel solar produz só 30 Watts de energia por dia, segundo Borschberg. Com 200 m2, a energia "é a mesma de uma árvore de Natal com duzentas lâmpadas de 30 watts". A energia coletada de dia é armazenada nas baterias para uso de noite, e a velocidade do avião oscila de 50 km/h a 100 km/h

Fonte: Folha de S.Paulo, 14/11/07