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13/09/2017
Brasil deve colher 238,7 milhões de toneladas de grãos

1-Brasil deve colher 238,7 milhões de toneladas de grãos 

 

A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos 2016/17 é de 238,7 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento de 27,9% em relação à safra 2015/16, ou seja, 52,1 milhões de t. A área plantada é de 60,9 milhões de hectares, um crescimento de 4,4% na comparação com a safra 2015/16.
A produção do milho primeira safra é de 30,46 milhões de t, ou seja, um crescimento de 18,3% em relação à safra anterior. A colheita do milho segunda safra está em finalização, com estimativa de produção total de 67,25 milhões de t. A safra de soja, grão mais produzido no país, chegou a 114 milhões de t.
Houve uma redução de 9,5% na área semeada do trigo. Sua produção deve chegar a 5,19 milhões de t. No Paraná, a colheita teve início e está em torno de 2% da área. Já no Rio Grande do Sul, as lavouras estão em transição da fase vegetativa (60%) para a fase reprodutiva (40%).
Para o algodão, as condições climáticas proporcionam uma boa safra para este ano. A colheita está próxima do término, com produção de 1,53 milhões de t de pluma e 2,3 milhões de t de caroço. No caso do arroz, condições climáticas favoráveis ao longo de todo o ciclo resultaram em 12,33 milhões de t de produção.
O feijão primeira safra tem produção de 1,36 milhão de t, sendo 850,4 mil t de feijão-comum cores, 319,5 mil t de feijão-comum preto e 190,7 mil t de feijão-caupi. Na segunda safra de feijão, a produção chegou a 1,2 milhão de t, sendo 575,8 mil t de feijão-comum cores, 445 mil t de feijão-caupi e 180,2 mil t de feijão-comum preto. A colheita da terceira safra está em andamento, com previsão de produção de 836,3 mil t em face do aumento de área (17,2%) e de produtividade (26%), sendo 750,7 mil t de feijão-comum cores, 77,6 mil t de feijão-caupi e 7,9 mil t de feijão-comum preto.
Os dados relativos a esses produtos e demais grãos estão no 12º Levantamento da Safra 2016/2017 de Grãos, divulgado nesta terça-feira (12) pela Conab. A Companhia faz o acompanhamento da safra brasileira de grãos há 40 anos. A metodologia empregada envolve trabalhos de campo, tecnologias relacionadas ao sensoriamento remoto, posicionamento por satélites, sistemas de informações geográficas e modelos estatísticos, agrometeorológicos e espectrais (Assessoria de Comunicação, 12/9/17)

 

2-IBGE baixa em agosto a estimativa para a safra agrícola de 2017

 

Previsão agora é de produzir 240,9 milhões de toneladas de grãos no ano, contra 242,1 milhões de toneladas esperadas em julho.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) baixou em agosto sua previsão para a safra agrícola de 2017. O órgão revisou nesta terça-feira (12) a estimativa para a produção em 240,9 milhões de toneladas, recuo de 0,5% ante julho, quando a expectativa era de produzir 242,1 milhões de toneladas.

Frente à safra de 2016, o número representa uma alta de 30,4%, ou 56,2 milhões de toneladas a mais.
A produção de café, no entanto, foi revisada para cima. A estimativa é de produzir 2,9 milhões de toneladas, ou 47,8 milhões de sacas de 60kg no ano, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior.
Em agosto, destacaram-se a produção do feijão 3ª safra (que cresceu 5,4% ante julho), café canephora (3,9%), cebola (1,1%) e café arábica (0,4%).
O IBGE ainda espera recordes na produção da soja (115,0 milhões de toneladas) e do milho (98,4 milhões de toneladas) neste ano. Junto com o arroz, esses grãos representam 93,7% de toda a estimativa de produção para 2017.

Na comparação com 2016, a expectativa de produção subiu 19,6% para a soja, 16,2% para o arroz e 54,7% para o milho.
Impacto no PIB

A agropecuária ficou estagnada entre abril e junho, na comparação com os três meses anteriores (0%). No primeiro trimestre, o setor haviacrescido 13,4% no primeiro trimestre, ajudando a sustentar a economia no azul. Foi a maior alta em mais de 20 anos, graças à safra recorde.
No ano passado, a agropecuária encolheu 6,6%, a maior retração dos três setores do PIB, prejudicado pela colheita fraca de cana-de-açúcar, soja e milho. Juntas, estas culturas somam quase 60% da produção agrícola do país (G1, 12/9/17)

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