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11/08/2017
FS Bioenergia planeja mais um aporte em etanol de milho

1-FS Bioenergia planeja mais um aporte em etanol de milho

 


Mal saiu do forno o investimento da FS Bioenergia em uma usina que produz etanol exclusivamente a partir de milho em Mato Grosso e a empresa prepara-se para um novo aporte. Com a planta de Lucas de Rio Verde operando desde o fim de junho, a FS – joint venture entre a gestora americana Summit Agricultural Group e a companhia mato-grossense de grãos Fiagril – deve iniciar a duplicação da unidade já no primeiro trimestre de 2018. E ainda planeja, em até cinco anos, ter ao menos mais uma usina de etanol de milho no Estado.
Para fazer a duplicação, a empresa prevê um aporte de R$ 250 milhões, a ser desembolsado ao longo de 18 meses. Para a construção da fábrica atual, a primeira no país a usar apenas milho para produzir etanol e que será inaugurada amanhã, foram investidos R$ 450 milhões.
A expectativa da FS é alcançar uma receita de R$ 1 bilhão por ano quando a duplicação terminar. Com a estrutura atual, a empresa espera faturar entre R$ 520 milhões e R$ 550 milhões por ano.
Mais de 70% da receita da usina deverá ter origem na venda de etanol, segundo Rafael Abud, vice-presidente e diretor financeiro da FS. A outra parte será proveniente de "coprodutos": óleo de milho para biodiesel, três tipos de DDG (Distillers Dried Grains), que são farelos de milho extraídos da produção de etanol, e energia elétrica a partir de biomassa (principalmente à base de eucalipto).
A usina é vizinha de um frigorífico e de uma fábrica de rações da BRF, e de uma planta de biodiesel da Fiagril, que poderão ser alguns dos clientes de seus coprodutos, de acordo com o executivo.
O novo aporte não significa afobamento, diz Henrique Ubrig, presidente da FS. "É prudente concluir essa primeira fase, entender o que estava no projeto e o que está acontecendo na prática", afirma. A construção da nova estrutura começará assim que a planta atual alcançar sua plena capacidade e o financiamento for resolvido.
Ainda em agosto a FS espera ocupar 100% da capacidade atual da usina. Isso significa moer 50 mil toneladas de milho mensais. Neste momento, essa taxa está em 75%. Ubrig acredita que, em setembro, a usina já gerará caixa – o que, se mantido nos meses seguintes, será em parte utilizado para bancar a duplicação.
Os recursos próprios da FS, porém, não devem garantir todo o investimento na expansão. Uma fonte adicional de recursos está sendo estudada – pode ser um financiamento com bancos, no mercado de capitais, ou novo aporte dos sócios. Ante um cenário de restrição de crédito no país, a FS não descarta recorrer a bancos estrangeiros. "Só tomaremos muita cautela com a alavancagem financeira", ressalva Ubrig.
O endividamento não deve ser muito maior que o dobro do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), mas essa correlação dependerá da "engenharia financeira" do novo aporte, afirma. "Em fase pré-operacional, se é mais conservador. Mas podemos ser mais arrojados."
Em um horizonte de até cinco anos, a FS quer erguer ao menos mais uma usina de etanol de milho em Mato Grosso, mas ainda avalia a melhor localização. Se Sinop, por exemplo, está no coração da produção do cereal do Estado, Rondonópolis tem a facilidade de acesso ferroviário ao Sudeste, maior consumidor de etanol do país. "Vai depender da direção do mercado de etanol e das políticas, como o RenovaBio", observa Ubrig.
Do investimento de R$ 450 milhões recém-concluído, 40% foi levantado com um investidor americano do agronegócio – cujo nome a FS não revela – e será pago em cinco anos. Os demais recursos foram aportados pelos sócios da joint venture, quase na mesma proporção da fatia de cada um no negócio: 75% da Summit e 25% da Fiagril.
Inicialmente, ambos teriam participações iguais na joint venture. Mas, com a dificuldade de convencer os bancos a financiar uma empreitada sem precedentes em um país tradicional pelo etanol de cana, os americanos decidiram garantir recursos – desde que tivessem participação maior.
Segundo Ubrig, ao menos inicialmente o negócio não deve gerar dividendos. Pela própria característica de atuação do Summit, que administra vários fundos com atuação no setor, o objetivo é gerar valor na fábrica. Eventualmente, a Summit pode vender o negócio no futuro, mas com um patrimônio mais robusto.
A eventual saída da Summit do capital da FS no futuro pode levar também à saída da Fiagril, que tem se voltado a participações minoritárias. Recentemente, a companhia mato-grossense vendeu uma fatia majoritária na Fiagril Ltda para empresa do chinês Pengxin Group. "Mas tudo vai ser sempre muito conversado", garante Ubrig (Assessoria de Comunicação, 10/8/17)

 

2-Usina recebe aval para iniciar testes com cogeração de energia

O Ministério de Minas e Energia liberou a FS Bioenergia, em Lucas do Rio Verde (MT), para início da operação em teste de geração de eletricidade via cogeração, de acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

Inaugurada oficialmente nesta semana, a FS Bioenergia é uma junção entre as empresas Fiagril e Summit Agricultural Group e fabricará etanol exclusivamente a partir de milho, em um Estado que é líder nacional na produção do grão. A eletricidade é gerada com subprodutos do cereal.

Conforme a companhia, em plena atividade serão produzidos anualmente aproximadamente 210 milhões de litros de etanol, com exportação de eletricidade para o Sistema Nacional de 60 mil megawatts.

A liberação, também válida a partir desta quinta-feira, partiu da Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração e envolve a unidade geradora UG1, de 18 mil kilowatts (Reuters, 10/8/17)

 


3-FS Bioenergia mira o Norte via BR-163

A FS Bioenergia quer vender o etanol que produz para consumidores do Norte do País e do norte de Mato Grosso. Para isso, deverá encarar a BR-163, que volta e meia tem o acesso interrompido por lamaçais ou protestos.

Inicialmente, o maior volume fornecido deve ser de etanol anidro, já que o hidratado é pouco competitivo ante a gasolina na região. “Adiante, olhamos mecanismos que viabilizem o consumo de hidratado”, disse Rafael Abud, vice-presidente da FS.

O etanol à base de milho tem desempenho igual ao produzido a partir de cana nos veículos.

Mato Grosso é autossuficiente em etanol e ainda vende 300 milhões de litros de anidro e 25 milhões de hidratado a outros Estados por safra, de acordo com o Sindalcool-MT.

O Estado tem três usinas que produzem tanto com cana como com milho. A Destilaria Libra, em São José do Rio Claro, utiliza ambos concomitantemente. A Usina Porto Seguro, em Jaciara, e a Usimat, em Campos de Júlio, usam o cereal só na entressafra da cana.

A planta da FS é a primeira do Brasil a utilizar apenas milho. Nos EUA, quase todo o etanol é feito apenas do grão em 200 plantas.

A empresa pretende usar a BR-163 para chegar ao porto de Miritituba, no Pará, mas traça alternativas ante eventuais problemas, como via Porto Velho.

A localização da usina da FS é estratégica pela proximidade da matéria-prima. A empresa já negociou mais da metade do milho que irá processar nesta safra por, em média, R$ 16,50 por saca.

Se considerado o último preço do etanol anidro em Mato Grosso, de R$ 1,66277 o litro, é possível estimar que a FS tenha uma margem bruta de etanol de R$ 0,65 por litro (Assessoria de Comunicação, 10/8/17)

 

 4-Maggi e Temer inauguram fábrica de etanol de milho

  

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acompanha o presidente Michel Temer, nesta sexta-feira (11), na abertura da colheita de algodão, em Lucas do Rio Verde (MT), às 8 horas. O Brasil está entre os cinco maiores produtores e exportadores mundiais de algodão em pluma e o Mato Grosso responde por cerca de 67% da produção nacional.

Em seguida, às 9 horas, o presidente e o ministro participam da inauguração da FS Bionergia, no município. A empresa foi criada para produzir etanol e coprodutos de milho.
Serviço:
Abertura da colheita de algodão
Horário: 8 horas
Local: Fazenda Boa Vista, Linha 11, Setor 6 – Lucas do Rio Verde (MT)
Inauguração da FS Bionergia
Horário: 9 horas
Local: Rodovia MT 449, Km 50 – Lucas do Rio Verde (MT) (Assessoria de Comunicação, 10/8/17)

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Comentários

  • euclides de oliveira pinto neto

    12-08-2017 | 21:34:10

    O foco da empresa será o mercado internacional. A previsão é que o Brasil substitua a produção de etanol a partir da cana de açucar, substituindo os USA na liderança, em virtude da carência hidrica nas regiões americanas produtoras de milho. Além dessa conceituação básica, já que o Brasil detem quase 15% das reservas mundiais de água doce, com larga margem a ser aproveitada, as previstas estruturas logísticas na região tornarão os custos muito mais baixos para estes agregados, que possuem alto custo logístico em relação ao valor da comoditie. Solução racional e que trará novas opções de investimento, interessantes para todos os envolvidos.