pesquisa alerta para desemprego no campovoltar

14/11/2007
Pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, alertam para o futuro do trabalhador temporário na cana-de-açúcar. Em estudo recém-divulgado, eles revelam que a mecanização não apenas no corte da matéria-prima do etanol, como também no processo de plantio, vai afastar a contratação dessa mão-de-obra, apesar do crescimento da área plantada. Conforme os resultados do estudo, como a operação de plantio também se encontra em processo de mecanização, o setor sucroalcooleiro vai reduzir ainda mais o emprego na época de entressafra, entre dezembro a março, período destinado ao cultivo da cana. Segundo o estudo doIEA, a mão-de-obra ocupada nas principais atividades agrícolas no Estado de São Paulo cresceu 6,2%, para 1,117 milhão de pessoas, em novembro de 2006, em relação ao mesmo período anterior (1,052 milhão). O trabalho foi elaborado pelos pesquisadores Celma Baptistella, Maria Carlota Vicente, Carlos Fredo e Vera Lúcia Francisco, todos do IEA. Foram estimados 628,7 mil trabalhadores não-residentes nas propriedades rurais (56,3% do total) em novembro de 2006. As categorias mais representativas são os trabalhadores volantes, com 37,5% (235,75 mil), seguidos dos assalariados (administrador, mensalista, diarista e tratorista), com 28,8% (181,28 mil) e dos proprietários, com 25,3% (158,89 mil). As estimativas sobre ocuopação de mão-de-obra em atividades rurais não-agrícolas (industriais, administrativas e serviços), em novembro de 2006, indicaram ligeiro acréscimo (1,0%) em relação a novembro de 2005. As médias anuais de ocupação foram de 106,7 mil e 116,9 mil pessoas em 2005 e 2006, respectivamente. A principal empregadora tem sido a atividade industrial, atingindo 78,1% (76,9 mil) do total ocupado em novembro de 2006

Fonte: Agroind, 14.11.07