Supersafra de grãos aumenta e deve atingir 238 milhões de toneladasvoltar

11/08/2017
Supersafra de grãos aumenta e deve atingir 238 milhões de toneladas

1-Supersafra de grãos aumenta e deve atingir 238 milhões de toneladas 

 

Com um aumento de 27,7% ou 51,6 milhões de toneladas, a safra de grãos 2016/17 deve chegar a 238,2 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. Os números da 11ª e penúltima estimativa da safra atual foram divulgados nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foram responsáveis por esta supersafra, além de pequena ampliação de área em 4%, as condições climáticas favoráveis e o aumento da produtividade média de todas as culturas, à frente soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica. A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha. A soma de todas as culturas pode chegar a 60,7 milhões de hectares, um pouco acima dos 58,3 milhões de ha da safra 2015/2016.
Em relação à soja, produção e área permanecem próximas ao do último levantamento. O crescimento da cultura deve ser de 19,5% e chegar a 114 milhões de toneladas, com ampliação de 2% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. Já para o milho total, a produção deve alcançar 97,2 milhões de toneladas, 46,1% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,5 milhões de toneladas para a primeira safra e de 66,7 milhões para a segunda. A área total deve alcançar 17,5 milhões de hectares, com um crescimento de 9,7%. Mais de 88% dos grãos produzidos no país se deve às duas culturas.

No caso do feijão total, a produção deve atingir 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares. O primeira safra, que já está colhido, detém uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,3% superior ao produzido em 2015/2016. Já o da segunda safra, que também está finalizado, deve alcançar 1,22 milhão de toneladas. O feijão terceira safra deve produzir 750 mil toneladas, sendo 665 mil do tipo cores, 77 mil do caupi e 7,9 mil toneladas do preto. Com relação ao algodão pluma, o crescimento é de 18,2%, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas, mesmo com a estimativa de queda de 1,7% na área cultivada.
Culturas de inverno
Está prevista a redução de 13,6% na área de trigo, estimada em 1,83 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha da safra passada. Com isso, a produção deve recuar 22,8% e chegar a 5,2 milhões de toneladas frente às 6,7 milhões de t de 2016. Ao contrário do trigo, a aveia eleva a área em 13,3%, podendo alcançar 330,4 mil hectares, com uma produção estimada em 846,8 mil toneladas.
A pesquisa foi realizada no período de 23 a 29 de julho em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país (Assessoria de Comunicação, 10/8/17)

 

2-IBGE prevê em julho novo recorde para a safra agrícola de 2017

 

Nova estimativa é de que sejam produzidas 242,1 milhões de toneladas este ano, um avanço de 31% frente a 2016; supersafra ajudou a melhorar o PIB do 1º trimestre.

 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou mais uma vez, em julho, sua previsão de recorde para a safra agrícola de 2017. O órgão revisou nesta quinta-feira (10) sua estimativa para a produção em 242,1 milhões de toneladas, um avanço de 31,1% frente a 2016.

O volume estimado em julho é 0,7% maior que a previsão feita no mês anterior, quando o IBGE projetou uma safra de 240,3 milhões de toneladas para o ano.
As culturas da soja (115,0 milhões de toneladas) e do milho (99,4 milhões) são as grandes responsáveis pelo aumento de 57,4 milhões de toneladas em relação a 2016, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. O arroz, a cevada, o feijão e o sorgo também se destacaram em julho.
Por sua vez, o café, que teve uma queda 7% na produção frente a 2016, surpreendeu com uma safra melhor que o esperado, prevista em 2,8 milhões de toneladas, ou 47,2 milhões de sacas de 60kg.
O clima chuvoso beneficiou as lavouras em todo o país, ao contrário de 2016, quando houve escassez de chuvas, principalmente no Cerrado, disse o pesquisador do IBGE, Carlos Antonio Barradas, em comunicado do órgão.
O aumento dos preços também estimulou a produção, segundo Barradas. “Os preços elevados dos principais produtos da agricultura brasileira, nas épocas do plantio da atual safra (safra verão e 2º safras), notadamente soja, milho, arroz e feijão, incentivaram os produtores a ampliarem a área plantada e a investirem em mais tecnologia de produção”.
Destaque no PIB

Nos três primeiros meses de 2017, a safra recorde tirou a economia de um ciclo de oito trimestres seguidos de queda, enquanto a indústria cresceu abaixo do esperado e serviços estagnou. O PIB da agropecuária cresceu 13,4% no primeiro trimestre, o maior alta em mais de 20 anos. Esse avançou puxou a alta de 1% da economia brasileira no primeiro trimestre.
No ano passado, o setor encolheu 6,6%, a maior retração dos três setores do PIB, prejudicado pela colheita fraca de cana-de-açúcar, soja e milho. Juntas, estas culturas somam quase 60% da produção agrícola do país.
O bom resultado da agropecuária não deve ficar restrito ao primeiro trimestre. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) estimava no começo de junho em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017. A consultoria MB Associados calculava um avanço de 8% em 2017 (G1, 10/8/17)

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