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23/01/2014 - 06:49:37 - Versão para impressão

MT: Sindicatos se unem contra Usinas Itamarati

Sindicatos que representam trabalhadores do setor de produção de açúcar e álcool do município de Nova Olímpia (200 km de Cuiabá) se encontram na capital em busca da mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a fim de pedir intervenção contra a Usinas Itamarati S/A, que está demitindo trabalhadores em massa desde o início do ano.

Somente na semana passada, foram mandados embora 170 funcionários do setor rural (colheita). No início deste ano, já haviam sido mandados embora 21 empregados da indústria (fabricação de açúcar e álcool).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fabricação do Álcool (Sintiálcool), as demissões foram sumárias, sem aviso prévio aos trabalhadores. No último dia 14 de janeiro, a empresa reuniu-se com a entidade para propor o pagamento parcelado dos débitos trabalhistas, o que é ilegal, alegando não ter dinheiro em caixa para a quitação total do montante.

Entre os demitidos,há funcionários com até 30 anos de casa. E que agora estão sem saber o que fazer, segundo explica o presidente do Sintiálcool, Jacil Benedito de Ambrósio. “Os trabalhadores estão sem nada, apavorados, sem saber o que fazer. São trabalhadores com longo tempo de serviço prestado e que não estão sendo respeitados. A empresa deveria pelo menos ter respeitado o direito do trabalhador, tentar junto com o sindicato uma solução que não os prejudicasse tanto”.

Os operários estão indignados com o que consideram uma grande falta de respeito por parte da empresa e pretendem protocolar na semana que vem ação contra a empresa, em nome do Sintiálcool, do Sindicato Rural e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Mato Grosso (FETAGRI), exigindo o pagamento integral da dívida.

Com capacidade de produção de 5,5 milhões de sacas de açúcar e 250 milhões de litros de álcool por ano, a Itamarati alega que irá diminuir sua folha de pagamento de R$ 6 milhões para R$ 4 milhões.

“Eles não chegaram nem a se reunir com os trabalhadores, não dialogaram, apenas disseram que essa é a única coisa a ser feita. Em alguns casos, a proposta é de parcelar os débitos em até 22 parcelas. Isso é absurdo e não vamos aceitar que uma empresa deste porte aja assim com os trabalhadores”, comentou o José Ronaldo de Santana, um dos diretores do Sintiálcool.

Segundo a entidade, há boatos de que serão demitidos mais 100 trabalhadores da indústria e 300 da zona rural. Uma das maiores produtoras de açúcar e de álcool do Estado, a Usinas Itamarati contava com cerca de 2.300 trabalhadores, sendo 450 na indústria (Circuito MT, 21/1/14)

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