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17/08/2012 - 07:16:35 - Versão para impressão

Cana: Trabalhadores cobram estratégia e anunciam onda de ações contra Dilma- Ronaldo Knack


A extinção de 4.350 postos de trabalho na microregião de Sertãozinho (Folha de S.Paulo, 15/8/12), que equivalem a diminuição de 21,7% dos 20 mil empregos gerados pelas cerca de 600 indústrias da cidade, acendeu a luz vermelha e deve provocar uma onda de ações com o objetivo de chamar a atenção da opinião pública contra o claro objetivo da presidente Dilma em arrefecer a produção brasileira de agroenergia e de biocombustíveis.
Em entrevista gravada ao TV BrasilAgro, na tarde desta última quinta-feira e que será veiculada pela STZ TV (www.stztv.org.br) neste domingo e disponibilizada na tarde desta próxima segunda-feira no www.brasilagro.com.br, os sindicalistas Élio Cândido (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos) e José Carlos Rullo (presidente do Sindicato dos Motoristas e Tratoristas) teceram duras críticas à presidente Dilma Rousseff.
Eles também não pouparam críticas à Única (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), ao afirmarem que falta “estratégia, interesse, determinação e nacionalismo” aos dirigentes da entidade que representa as usinas do Centro Sul. Os sindicalistas garantem que a entidade está dividida no seu comando e joga contra os interesses do setor e do país.
“Com sua postura míope e desagregadora a Única está prejudicando os 80 mil fornecedores de cana, as 4 mil indústrias de máquinas, equipamentos, bens de capital, insumos, serviços e tecnologia que dependem do setor sucroenergético e, pior, prejudicando diretamente os 2,5 milhões de trabalhadores que estão vinculados diretamente à cadeia produtiva do setor”, alertam.
As ações de protesto dos trabalhadores pode ser iniciada já nesta próxima semana. Há quem defenda a ocupação de agências do Banco do Brasil em toda a macro região de Sertãozinho e também a sede da diretoria em Ribeirão Preto. Produtores culpam o BNDES e o Banco do Brasil pela inviabilização de todos os planos anunciados pelo governo para a renovação e ampliação dos canaviais.
Outra alternativa seria impedir a saída de caminhões carregados de etanol das usinas da região que se destinam à Paulínia, onde o anidro é misturado à gasolina e o hidratado aos postos de todo o Estado de São Paulo. Por absurdo que possa parecer, o hidratado produzido na região de Sertãozinho é transportado à Paulínia e depois retorna para os postos da região, representando um alto custo de logística.
Lideranças sindicais que representam todos os elos da cadeia produtiva sucroenergética estão sendo convocadas para reunião preparatória das ações que serão discutidas e implementadas com o objetivo de exigir o imediato anúncio das políticas públicas represadas pelo Palácio do Planalto.
O movimento remete ao ‘Grito pelo Emprego e pela Produção’, organizado por sindicalistas e produtores de cana em abril de 1999. À época, os usineiros também foram deixados de lado e acusados das ‘trapalhadas’ que interromperam a interlocução com o governo federal FHC, cujo ministro Chefe da Casa Civil era Pedro Parente, atual presidente da Bunge Brasil e do Conselho de Administração da Única.
Pra fechar o comentário desta semana, alguém precisa avisar ao ministro trapalhão Edison Lobão, das Minas e Energia, que ele está sendo induzido em erro por seus assessores ao repetir que a mistura do anidro à gasolina pode ser aumentada para 25% ainda este ano.
Bastaria que ele indagasse aos mesmos assessores, notadamente ao da área de biocombustíveis, de onde é que deve sair o etanol anidro para esta mistura já que não há produção nacional e a seca nos EUA está prejudicando a produção de etanol de milho daquele país (Ronaldo Knack é fundador do BrasilAgro, o primeiro colocado no ranking das mídias do setor sucroenergético, segundo pesquisa da Junior FEA/RP-USP)

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