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18/12/2013 - 07:01:53 - Versão para impressão

2013 ruim e 2014 ano Político, resta torcer pelo novo governo em 2015 - Adriano Pires


O mundo vem passando por uma nova revolução energética, revolução essa, mais uma vez, capitaneada pelos Estados Unidos. Os números anunciados pela Agência Internacional de Energia (AIE), revelam a dimensão do que vem ocorrendo no setor de energia do mercado americano. Em 2015, os Estados Unidos vai superar a Rússia como principal produtor de gás natural, em 2017 ultrapassará a Arábia Saudita na produção de petróleo e em 2035 se tornará exportador de petróleo. Qual é a política energética que está por trás desse extraordinário sucesso?

O principal pilar da política energética norte americana é o respeito às regras de mercado. Ao contrário do que praticamos no Brasil, nos Estados Unidos os preços da energia flutuam de acordo com o mercado. Essa política americana mostra que preços competitivos de energia só são alcançados quando as políticas de governo respeitam as leis de mercado, leis essas que acabam por incentivar o uso eficiente da energia e a segurança de abastecimento.

Enquanto isso, no Brasil o governo se utiliza das empresas estatais de energia como instrumento de política econômica e para promover práticas populistas. Na realidade, atualmente, no Brasil quem governa as duas principais empresas estatais, Petrobras e Eletrobras, é o Ministério da Fazenda, cuja única preocupação é com o controle da inflação.

Até quando vamos ter de conviver com a utilização das estatais como meros instrumentos de política econômica? Até quando vamos ver o governo desrespeitando completamente os interesses dos acionistas minoritários das estatais? Até quando as agências reguladoras continuarão a não ter autonomia e independência? Até quando o governo iludirá a sociedade brasileira com seus planos improvisados e atrapalhados de curto prazo? Até quando as discussões sobre o setor de energia, tão importante para o crescimento da economia e para a geração de emprego, ficarão restritas a um debate exclusivamente político, deixando questões técnicas e econômicas completamente de lado? Até quando vamos conviver com o retrocesso, ficando à margem da revolução energética? (Adriano Pires é diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura)

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