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16/07/2012 - 07:14:16 - Versão para impressão

Deve haver novo aumento de combustível, diz Lobão


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que deve haver novo aumento de combustível ainda esse ano. Mas dessa vez, com impacto direto ao consumidor ainda este ano. “Nós podemos, creio eu, imaginar que ainda esse ano possa haver uma revisão desses preços de combustíveis já na bomba”, disse Lobão. O aumento do diesel de 6% anunciado pela Petrobras passa a vigorar na segunda-feira.
O Blog apurou que o novo reajuste deve ser de cerca de 7%. Esse percentual completa o reajuste de 15% do reajuste pedido pela Petrobras no quando definiu o Plano de Negócios da estatal. Em junho, a Petrobras aumentou o preço da gasolina em 7,8% e do diesel em 3,9%.
Mas na ocasião, para que esse aumento não chegasse aos postos, o governo anunciou uma medida: zerar a alíquota da Cide, o imposto dos combustíveis. Com isso, abriu mão da arrecadação para evitar alta nos preços da gasolina e do diesel para o consumidor. Segundo fontes do governo, avaliação é de que a inflação está controlada, mesmo com a queda dos juros. Portanto, o reajuste na bomba pode ser feito.
Leia trechos da entrevista:
“A Petrobras tem reivindicado frequentemente uma revisão dos preços dos combustíveis da bomba. Faz nove anos que não se faz nenhuma alteração a não ser atraves da Cide. Ou seja, não repercute no bolso do consumidor. E a Petrobras está a braços com um investimento gigantesco para a exploração do pré-sal. A Petrobras está fazendo a maior encomenda que existe hoje no mundo inteiro. Ela vai investir 250 bilhões de dólares em apenas cinco anos”, disse Lobão, para depois completar:
“Ou seja, 50 bilhões de dólares por ano. Encomendou 49 navios de transporte, petroleiros. Isso é um custo elevadíssimo. Está recebendo diversas plataformas de petróleo e diversas sondas. Isso tudo impõe à Petrobras despesas gigantescas. Nós compreendemos perfeitamente a situação da Petrobras. Sabemos que o preço do combustível está baixo, comparando-se com os preços internacionais. E precisamos dar um jeito de socorrer a Petrobras dentro da realidade, sem prejudicar o consumidor.”
Lobão concluiu:
“Não se aumenta o preço do combustível na bomba para que o consumidor não tenha repercussão negativa através da inflação. Mas são nove anos, quase dez. O brasil está vivendo um momento de inflação muito baixa, graças a Deus, mas de qualquer maneira, há sempre um resíduo inflacionário todo ano. Isso tudo acumulado durante 9 ou 10 anos dá um baque muito grande nas receitas da Petrobras” (Gerson Camarotti, G1, 13/7/12)

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