12/09/2025

27 anos para Bolsonaro: A farsa que o Brasil já esperava – Por Paula Sousa

27 anos para Bolsonaro: A farsa que o Brasil já esperava – Por Paula Sousa

Bandeira do Brasil Traços de pincel- Foto Pinterest

 

A condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão não foi uma surpresa. Foi apenas a confirmação do que todos nós, que acompanhamos o cenário político brasileiro, já sabíamos: o STF e a esquerda queriam tirar Bolsonaro da vida pública de qualquer jeito — custasse o que custasse, mesmo que fosse preciso rasgar a Constituição, atropelar o devido processo legal e transformar o Supremo em tribunal de exceção.

 

Não se trata apenas de punir um homem. Trata-se de mandar um recado: "Ousou se opor ao sistema, pagará com sua liberdade."

 

Bolsonaro não tem antecedentes, nunca foi condenado antes. Mesmo assim, recebeu a pena máxima possível, em regime inicialmente fechado. O recado é claro: não é justiça, é vingança.

 

O julgamento foi conduzido com uma pressa incomum — a dosimetria, que deveria ocorrer no dia seguinte, foi antecipada para que os jornais estampassem as manchetes: "Bolsonaro condenado a 27 anos." Por quê? Para abafar o voto de Luiz Fux, que expôs as fragilidades e o viés político desse processo.

 

As “provas” são dignas de piada. Camisetas de apoiadores foram usadas como indício de liderança de organização criminosa. Discursos de crítica ao próprio Alexandre de Moraes foram tratados como “tentativa de golpe”. Ou seja: criticar autoridades virou crime.

 

E não para por aí: generais como Augusto Heleno receberam 21 anos de prisão; Braga Netto, 26 anos; Torres e Garnier, 24 anos. Todos tratados como criminosos perigosos, como se tivessem assaltado bancos ou cometido homicídios.

 

A mensagem que fica é que o alvo nunca foi só Bolsonaro. O alvo é o povo brasileiro que não se curva ao autoritarismo, que quer menos Estado, mais liberdade, direito à autodefesa e um país sem censura.

 

Mas atenção: a esquerda pode ter vencido essa batalha, mas não venceu a guerra. Ideias não são presas. Ideias não são silenciadas. Devemos pressionar o congresso para votar a anistia ampla e geral. A partir de 2027, com um STF renovado, esse julgamento político pode e deve ser anulado e os verdadeiros culpados — os que rasgaram a lei para manter o poder — deverão responder por seus atos.

 

Até lá, é hora de resistência. Vamos voltar às ruas quantas vezes for preciso. É hora de nos preparar para 2026 e garantir que a direita volte ao poder. O jogo ainda não acabou (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 12/9/25)