A Carta da Violência Psicológica - Por Paula Sousa

A Carta da Violência Psicológica - Por Paula Sousa
01/10/2025

Imagem Reprodução Blog Ong Recomeçar

 

Nos últimos anos, estamos assistindo a um espetáculo grotesco onde a palavra de uma mulher, ainda que frágil, contraditória e sem provas, pesa mais que qualquer fato.

 

O caso mais recente é o do deputado Lucas Bove, acusado por sua ex, Cíntia Chagas, de violência psicológica.

A própria Delegacia da Mulher já concluiu que não houve violência física nem ameaça. O laudo psicológico mostrou que o “dano” alegado era mínimo, praticamente inexistente.

 

Ainda assim, o caso não foi imediatamente arquivado, porque hoje basta um “desconforto” relatado pela mulher para que um processo siga adiante.

 

O histórico de Cíntia Chagas

 

É importante lembrar: Cíntia já tem histórico desse tipo de comportamento. Em 2019, ela se casou com Luiz Fernando Garcia, de quem se divorciou em 2021.

 

O relacionamento terminou com as mesmas alegações de “agressivo” e “controlador”, acusando-o de violência psicológica. Só que dessa vez deu errado: Cíntia foi condenada pela Justiça a pagar R$ 17 mil de indenização ao ex-marido por falsas acusações.

 

O modus operandi é sempre o mesmo: acusa, joga a narrativa da vítima, vaza informações seletivas para a mídia, destrói a reputação do homem e, quando desmascarada, apela para a carta coringa da “violência psicológica”.

Um conceito elástico, que pode significar absolutamente qualquer coisa — de uma briga de casal até um simples incômodo.

 

No caso de Lucas Bove, as conversas vazadas mostram claramente que os dois eram ciumentos, que havia brigas comuns de relacionamento, mas não violência. A delegada foi objetiva: não havia nada que configurasse ameaça ou agressão física.

 

Ciúmes, política e manipulação

 

O jornalista Ricardo Feltrin trouxe ainda outro ponto à tona: a acusação contra Bove surgiu em meio a uma campanha política. Cíntia teria morrido de ciúmes da vereadora Zoe Martinez, apoiada por Bove. Assim que o deputado se separa, em questão de horas já aparece na campanha de Zoe, o que teria enfurecido Cíntia.

 

E mais: segundo Feltrin, Cíntia só formaliza a acusação de violência psicológica depois que vê Bove numa missa ao lado de Pietra Bertolasi. Logo em seguida, o processo vaza para toda a imprensa — Léo Dias e companhia.

 

É claro que não foi coincidência. Foi estratégia. E, quando o deputado resolveu se manter em silêncio para não ser acusado de “misógino”, ela passou a usar até mesmo a ideia de “violência judicial” — como se processar uma mulher duas vezes fosse crime. A inversão de valores é tão absurda que chega a ser risível.

 

A nota oficial do deputado

 

Em nota oficial publicada em 30/9/2025, o deputado lembrou que a Justiça já reconheceu a falta de credibilidade das falas da ex-mulher e destacou que a autoridade policial foi taxativa: não houve agressão física nem ameaça. Além disso, anunciou que tomará medidas contra os vazamentos recorrentes de informações sob segredo de justiça.

 

É a palavra firme de quem confia na Justiça, contra a manipulação barata de quem tenta usar o sistema como palco para vingança pessoal.

 

A carta da “violência psicológica”: Qualquer coisa serve?

 

Hoje, quando todas as acusações anteriores ruíram, Cíntia insiste na narrativa da violência psicológica. Um tipo de acusação tão subjetiva que pode ser qualquer coisa: um olhar, uma discussão, um comentário atravessado.

 

Uma delegada viralizou nas redes sociais declarando que, para esse tipo de denúncia, não se exige prova, basta o relato da mulher.

É por isso que medidas protetivas são concedidas sem boletim de ocorrência, sem testemunhas, sem ameaça concreta. Um simples “me sinto desconfortável” já é suficiente para expulsar um homem da própria casa.

 

Existe também a “violência financeira”, que é quando o homem não fala o quanto ganha.

 

Quando as falsas acusadoras não conseguem provar agressões reais, partem para as acusações “subjetivas”.

 

Por essas e outras que os homens estão desistindo de se relacionar hoje em dia.

 

O caso Johnny Depp x Amber Heard

 

Esse roteiro não é novidade. O mundo viu a mesma estratégia no caso Johnny Depp e Amber Heard. Ele foi cancelado, perdeu contratos milionários e teve a vida destruída porque Amber se colocou como vítima de violência.

 

Quando as provas surgiram, ficou claro: ela era a agressora. Mas o estrago já estava feito. É esse modelo que Cíntia tenta replicar contra Lucas Bove.

 

A farsa que prejudica as verdadeiras vítimas

 

Enquanto acusações frágeis como essas ganham espaço, casos reais de violência acabam desacreditados. Basta lembrar de Mari Ferrer, de Marcius Melhem, de Anna Hickmann — todos cercados de narrativas que não se sustentaram ou se perderam em manipulação midiática.

 

Cada falsa acusação enfraquece as mulheres que realmente sofrem violência. É por isso que a postura de Cíntia Chagas é tão nociva: não apenas destrói reputações de homens inocentes, mas mina a credibilidade de vítimas reais.

 

A indústria da acusação e o Estado misândrico

 

Vivemos hoje em um sistema misândrico, que parte do princípio de que todo homem é culpado até que prove sua inocência. A Lei Maria da Penha, virou arma de vingança. Pior: a cultura feminista infiltrada nas faculdades de Direito transformou parte da magistratura e da advocacia em militantes de causa, não em operadores da lei.

 

Não é exagero dizer que há uma indústria da acusação, alimentada por manchetes sensacionalistas, advogados oportunistas e militância feminista. Quem paga a conta são os homens, diariamente alvo de falsas denúncias que destroem suas vidas.

 

Conclusão

 

O caso de Lucas Bove mostra, mais uma vez, como falsas acusações se tornaram um instrumento poderoso nas mãos de mulheres ressentidas ou manipuladoras. O deputado foi inocentado de violência física, de ameaça, de qualquer agressão. Resta apenas a narrativa subjetiva da “violência psicológica”, usada como último recurso para manter viva uma farsa.

 

Assim como Johnny Depp expôs Amber Heard, é hora de expor também a lógica que sustenta essas denúncias infundadas.

 

Se a Justiça não tiver coragem de reconhecer a verdade, continuaremos vendo homens destruídos por acusações frágeis, enquanto a palavra “vítima” perde cada vez mais o seu valor. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 1/10/2025)