A Farsa da Soberania: Lula entrega terras raras aos EUA – Por Paula Sousa

O deputado federal Carlos Zarattini (PTSP), um dos aliados de Lula, classificou como “crime de lesa-pátria” a venda da Serra Verde, maior mineradora brasileira de terras raras, para os Estados Unidos. Imagem Reprodução Instagram
Soberania, no vocabulário do Palácio do Planalto, é um conceito elástico: serve para inflamar discursos em comícios, mas desaparece quando a conta da sobrevivência política precisa ser paga. É fascinante — e ao mesmo tempo estarrecedor — observar Lula bradar contra Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, acusando-os de "entregar" as terras raras do Brasil aos americanos, enquanto ele mesmo assina os recibos dessa mesma entrega sob os holofotes da diplomacia de conveniência.
A hipocrisia não é apenas um traço desse governo; é o seu método de operação. Enquanto o presidente posa de nacionalista, a realidade dos bastidores conta uma história de submissão. O caso da mineradora Serra Verde é a prova cabal desse estelionato. Lula não apenas permitiu a entrega de 100% da produção da única mineradora de terras raras em operação no país para os Estados Unidos; ele supervisionou a venda da própria empresa.
Onde estava a "soberania" nesse momento? Escondida atrás de um empréstimo de 565 milhões de dólares que serviu, ao que tudo indica, como o preço para livrar seu aliado, o ministro Alexandre de Moraes, das sanções da Lei Magnitsky.
Tratar recursos estratégicos como moeda de troca para proteção jurídica de amigos é a definição clássica de entreguismo. O que Lula chama de "negociação internacional" é, na prática, a venda de pedaços da nossa infraestrutura para manter o poder doméstico intacto. É o velho jogo de usar o patrimônio do povo para pagar o resgate de um sistema político que se vê acuado.
Essa atitude é apenas a ponta do iceberg de um projeto que, há décadas, trabalha sistematicamente contra a autonomia nacional. Sob a batuta do PT, o Brasil foi transformado em um balcão de negócios. O discurso de "nacionalismo" é a máscara perfeita para quem, durante anos, facilitou a entrada de interesses estrangeiros — seja da China, da Europa ou dos EUA — enquanto a indústria nacional era sufocada por impostos, burocracia e insegurança jurídica.
Não há soberania em um país que, após anos de gestão petista, se vê incapaz de produzir sua própria tecnologia, dependente de importações para o básico e com seu setor mais pujante — o agronegócio — sendo sabotado por ideologia. O governo ataca o campo, a nossa menina dos olhos, com uma mão, enquanto com a outra assina acordos que comprometem nossos recursos minerais estratégicos.
A acusação de Lula contra a oposição é um exercício clássico de projeção psicológica: ele acusa os outros de serem "vendilhões da pátria" justamente para desviar o foco de sua própria trajetória, marcada pela entrega sistemática das riquezas do solo brasileiro para garantir o apoio externo e a estabilidade de seus projetos de poder.
O Brasil não é soberano porque, para o projeto lulista, o país nunca foi o objetivo final, mas sim o combustível. A soberania brasileira é, hoje, apenas um slogan vazio, servindo de cortina de fumaça para um governo que, quando acuado, não hesita em vender o futuro do Brasil para salvar a própria pele.
(Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 22/4/2026)

