14/06/2026

A Incompetência e a irresponsabilidade do PT no governo – Por Paulo Junqueira

A Incompetência e a irresponsabilidade do PT no governo – Por Paulo Junqueira

Imagem Reprodução Instagram

 

“Enquanto o PIB per capita mundial cresceu 56,8% entre 2010 e 2024, o Brasil seguiu na contramão e registrou uma queda de 9,5% no mesmo período, segundo levantamento com base em dados do FMI e do Banco Mundial.

 

O resultado evidencia a dificuldade do país em aumentar a renda média da população e melhorar a produtividade da economia. Em 2024, o PIB per capita brasileiro ficou em US$ 10,6 mil, bem abaixo da média global de US$ 19,4 mil.

 

Especialistas apontam que o baixo crescimento da produtividade, os elevados juros, a carga tributária e a dependência de estímulos fiscais ajudam a explicar o desempenho abaixo da média mundial.

 

Na prática, isso significa menos avanço no poder de compra das famílias, crescimento econômico mais lento e dificuldade para elevar a qualidade de vida dos brasileiros.” – Instagram

Por Paulo Junqueira

A avalanche de anúncios oficiais do governo federal tentando vender a imagem de um governo responsável e operante contrasta com a realidade quando se compara a base e estudos divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial comparando o PIB per capita do Brasil, que de 2010 a 2024, caiu 9,5% enquanto que a média global subiu 56%.

 

Ou sejam o PIB per capita do Brasil é menor que a média mundial desde 2020.

 

A mesma base comparativa mostra que o desempenho ano a ano no governo Bolsonaro, 2019 a 2022, confirma o crescimento que chegou a 5,8%:

•        2019: +1,2%

•        2020: -3,3% (ano de auge da pandemia)

•        2021: +5,0%

•        2022: +3,0%

 

No mesmo período, a média mundial cresceu 7,1%:

 

•        2019: Crescimento de 2,6%

•        2020: Queda de 2,8% (auge da pandemia)

•        2021: Crescimento de 6,3% (forte recuperação econômica)

•        2022: Crescimento de 3,2%

 

Dados compilados pela equipe de Dados do jornal O Tempo mostram que o Brasil fechou o ano de 2024 com um PIB per capita de US$10.616,00 (em valores nominais). Este valor sobe para US$22.333,00 quando ajustado pela Paridade do Poder de Compra (PPC), indicador que compara o padrão de vida e o custo de vida entre diferentes países. O PPC ajusta as moedas com base na quantidade real de bens e serviços que podem ser comprados localmente, e não apenas pela taxa de câmbio oficial.

PIB per capita dos Estados Brasileiros

No mundo, o PIB per capita médio em 2024 ficou em torno de US$19.439,00 em valores nominais, 83% acima do resultado brasileiro, e US$27.942,00 quando ajustado pela PPC, 25% superior ao PIB per capita do Brasil ajustado pela PPC.

 

“A diferença é abismal. O Brasil tem crescido a taxas muito inferiores. Isso tem um reflexo no crescimento da renda per capita, que tem crescido muito abaixo desses países. Apenas em 2024 o Brasil retornou a média de 2013, e, hoje, o Brasil está 2,4 pontos percentuais da renda per capita de 2013. Ou seja, 12 anos depois o país não avançou”, afirma o economista-chefe da Federação das Indústrias de Minas Gerais – Fiemg, João Pio

 

João Pio explica que o Brasil, com uma economia impulsionada pelos gastos do governo, não consegue elevar o seu nível de produtividade, e tanto o crescimento do PIB quanto de renda per capita ficam baixos. A produtividade do país, aponta, é praticamente estagnada. Tem caído no setor de serviços, patinado na indústria, e avança apenas na agropecuária, um setor que não tem um impacto do mesmo tamanho na economia.

 

O economista da Fiemg aponta que o Brasil necessita ter ganhos de produtividade para melhorar a capacidade de crescimento da economia, por meio de um crescimento sustentado e sustentável. Sem isso, em algum momento o País passará novamente por uma crise econômica, com inflação alta, e o Banco Central terá de estipular juros altos.

 

“A consequência é que nós não conseguimos atender os anseios da população, nosso bem estar não avança. O principal efeito da estagnação econômica e da produtividade do País é não ter uma melhora na vida dos brasileiros. Como uma sequência do modelo que a gente tem de crescimento, não de forma sustentada, por meio de impulso fiscal, um efeito é gerar crises econômicas. Então vivemos momentos de ciclos e com juros elevados”, avalia Pio.

 

O professor de Economia do Ibmec Brasília, Renan Silva, pondera que o endividamento das famílias tem se deteriorado há muito tempo, desde 2005. E já naquela época havia indícios de que o endividamento da população brasileira iria se tornar crônico. Uma boa parcela dessa situação financeira, e que também prejudica o crescimento do PIB, é uma aplicação inadequada da tributação.

 

“O Brasil é muito mal classificado em relação à nossa renda per capita com os impostos que são pagos. Os impostos também são inadequados, e houve uma escalada de impostos a partir de 2004, então você tem esse tripé que justifica esse crescimento baixo: inflação, juros e impostos”, comenta Renan Silva.

“Lula quebra o Brasil para se reeleger”

Imagem Instagram

O editorial do Estado de S.Paulo com o título acima e publicado na última 3ª feira, mostra que Lula usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas, lembrando as malfadadas pedaladas fiscais de Dilma. Mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega.

 

Segundo o economista Marcos Mendes, em relatório da XP Investimentos somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas. Em comparação, a malfadada PEC 126/2022, a chamada “PEC da gastança”, liberou R$ 168 bilhões de gastos no ano seguinte por fora do teto dos gastos, o que já foi um escândalo. Pelo visto, o governo Lula perdeu a pouca vergonha que ainda tinha.

 

Há uma ficção em curso no Brasil chamada “novo arcabouço fiscal”, que substituiu o finado teto de gastos. Segundo essa ficção, o País está com suas contas em ordem porque o novo arcabouço fiscal está sendo obedecido à risca. Pois bem, de acordo com o relatório de Marcos Mendes, somente 4% dos R$ 215 bilhões aprovados afetam os indicadores do arcabouço. Não, caro leitor, o senhor não leu errado: mais de R$ 200 bilhões em despesas extras ou renúncias de arrecadação simplesmente não aparecem nas contas públicas.

 

Mendes lista três truques usados pelo governo para maquiar as contas. O primeiro são as linhas de crédito subsidiadas, que não impactam a despesa primária e, portanto, não consomem espaço do arcabouço. É o caso, por exemplo, do subsídio para a compra de caminhões.

 

Como esses gastos saem do Orçamento, mas continuam “pertencendo” ao Tesouro (são empréstimos), não são considerados despesas. Na prática, no entanto, esses recursos nunca voltam para o Tesouro, sendo reutilizados para outros “pacotes de bondades”. O resultado é o aumento da dívida pública, apesar de não serem uma despesa primária.

 

O segundo truque é o uso de fundos públicos para financiar programas de incentivo. Esses recursos, que saíram do orçamento no passado, poderiam ser usados para abater a dívida, diz Mendes. E, obviamente, estes gastos não afetam as métricas do arcabouço.

 

Um exemplo escandaloso foi a transferência do “dinheiro público esquecido” pelos correntistas diretamente para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), usado para turbinar o Desenrola. Esses recursos deveriam passar pelo Tesouro, para daí serem encaminhados ao FGO, mas isso afetaria o resultado primário, o que impactaria as medidas do arcabouço fiscal. Nem pensar.

 

Por fim, o terceiro truque é abrir crédito extraordinário, gasto que fica de fora do arcabouço. As subvenções aos combustíveis, segundo o economista, provavelmente seguirão esse caminho.

 

Hoje, sem espaço de manobra, com o Orçamento tomado por decisões populistas do passado e do presente, o governo Lula lança mão dos mesmos expedientes do governo Dilma. O final dessa história já conhecemos. Mas Lula poderá dizer, lembrando Quércia, que quebrou o Brasil, mas reelegeu-se”.

 

Expansão de gastos só aumenta

 

O levantamento do economista e pesquisador do Insper, Marcos Mendes, aponta que o Executivo adotou ou patrocinou 33 medidas de estímulo e expansão de gastos em 2026, com impacto de R$ 215 bilhões (cerca de 1,6% do PIB).

 

Essa expansão fiscal é composta por aumento de despesas e redução de receitas, apresentando as seguintes características:

 

•        Controle das contas: As medidas superam as receitas adicionais previstas pelo governo, que somam R$ 109 bilhões.

•        Fuga das regras fiscais: Cerca de 96% desse impacto total (R$ 206 bilhões) ocorre "por fora" do cálculo oficial do arcabouço fiscal. Apenas R$ 9 bilhões entram na contabilização para a meta de resultado primário.

•        Mecanismos utilizados: As manobras incluem linhas de crédito subsidiadas, uso de fundos públicos (como o repasse de recursos esquecidos para financiar programas) e abertura de créditos extraordinários.

Fatos & Perspectivas

Lula é “incoerente no exterior” e “impopular no Brasil”, diz revista britânica The Economist. Fac-símile da capa da Revista The Economist 29/6/25

 

Trump x Lula 1 - Lula reclama do protecionismo do governo Trump. É o roto reclamando do rasgado. A política de desenvolvimento do governo brasileiro – e não só a do presidente – mantém o sistema produtivo brasileiro entre os mais fechados do mundo.

 

Trump x ... 2 - O próprio Lula insiste em reforçar mecanismos de defesa das montadoras e garante perdões ou tratamentos fiscais favorecidos, entre os quais o Refis, para quem deixa de pagar impostos. Não deixa de ser paradoxal que o presidente Lula, crítico histórico da abertura comercial, agora assume posições que têm mais a ver com o regime de livre comércio.

 

Trump x ... 3 - Alguém deveria advertir o chefe do desgoverno brasileiro que Donald Trump é presidente dos EUA e que 60% da carga digital do Brasil está hospedada em datacenters no estado da Virgínia nos EUA. Isso inclui sites, aplicativos, comércio eletrônico, operações bancárias, Pix e até serviços públicos como o SUS. Logo, sua fanfarronice pode ter represálias...

 

Lula x Agro 1 – A senadora Tereza Cristina (PP-MS) relata que durante a sessão que aprovou o PL 5.122/2023, que cria uma linha de refinanciamento para dívidas dos agricultores, houve esforço para construir um entendimento com a equipe econômica, mas que o governo não se sensibilizou diante da situação enfrentada pelos produtores rurais.

 

Lula x ... 2 - Segundo a senadora, o setor vive um momento de forte pressão econômica, marcado pela queda nos preços das commodities, juros elevados, valorização do real frente ao dólar e perdas provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul.

 

Juros 1 - As taxas de juros não vão cair tão cedo. No máximo, o Banco Central talvez dê uma gorjeta pequena na reunião da semana que vem, quando decide a Selic: corte mínimo e basta. No mais, o caldo entornou, em uma situação já muito grave. O país não parece ligar muito, segundo artigo de Vinicius Torres Freire na Folha de S.Paulo.

 

Juros 2 - A taxa real de juros que o governo federal paga para financiar seus déficits e para rolar os juros que vencem foi nos últimos 12 meses a mais alta desde 2007. A dívida pública aumenta de modo acelerado e sem limite. A despesa foi a 7,2% do PIB, o equivalente a R$ 1 trilhão nos últimos 12 meses, valor este transferido para os rentistas que transformaram os bancos brasileiros nos mais rentáveis do mundo.

 

Brasil x UE 1 - A UE avisou o Brasil sobre a possibilidade de vetos à importação de carnes, mas o governo não fez as mudanças para se adaptar às restrições, mesmo tendo capacidade para isso. Desta forma, o embargo foi efetivado, segundo relato do porta-voz da UE para comércio, Olof Gill, que diz acreditar que o atrito não deve afetar o acordo entre o bloco europeu e o Mercosul.

 

Brasil x ... 2 - Logo, a “Nota de Repúdio” intempestiva e assinada pelo presidente sub judice da Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles não passou de uma opinião pessoal, considerada por muitos como “patética” e que não representou nem a verdade e muito menos a opinião dos autênticos e legítimos produtores rurais paulistas.

Propaganda enganosa 1 - E, por falar em Faesp/Senar-SP, a entidade que, por determinação de seu presidente sub judice segrega os produtores rurais de Ribeirão Preto e Araraquara por estranho, vergonhoso e inaceitável revanchismo, continua pagando por anúncios veiculados pela emissora de rádio CBN de Ribeirão Preto.

 

Propaganda...2 - Nos anúncios a Faesp/Senar-SP orienta os produtores rurais destes municípios que formam o maior cinturão de produção canavieiro e citrícola paulista e brasileiro a procurarem os seus sindicatos rurais para se informarem sobre cursos e atividades de formação e requalificação profissional.

 

Propaganda...3 - Apesar dos produtores rurais destes municípios pagarem a Taxa Senar – Alíquotas de 0,2% para Produtores Rurais Pessoas Físicas e 0,5% para Pessoas Jurídicas – sobre cada documento fiscal emitido, nenhum centavo retorna aos sindicatos rurais que, propositadamente, são boicotados por ordem expressa do presidente sub judice Tirso Meirelles!

 

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 15/6/26)