31/03/2026

Adeus Lula: O fim de uma era catastrófica – Por Paula Sousa

Imagem Reprodução Instagram

 

A mídia tenta empurrar um espetáculo de ilusionismo que já não engana mais ninguém. De um lado, temos um presidente que, aos 80 anos, tenta provar que ainda é um "garoto" postando vídeos de corridas matinais e exercícios físicos. Do outro, uma realidade implacável: as pesquisas mostram que o povo brasileiro, especialmente os mais jovens e os que carregam o piano da economia, está assinando o divórcio de um modelo político que cheira a mofo.

 

O problema não é o RG do presidente. Ficar velho faz parte do jogo da vida. O problema é que o PT e seu líder máximo envelheceram como vinagre: ficaram azedos, ultrapassados e parados no tempo. Enquanto o mundo discute inteligência artificial, economia digital e liberdade individual, o governo tenta governar o Brasil de 2026 com o manual de instruções de 1980.

 

A corrida patética pela juventude

 

Recentemente, o entorno de Lula entrou em pânico. Ao verem a popularidade do senador Flávio Bolsonaro subir como um foguete, a solução dos "gênios" do marketing foi colocar o presidente para correr diante das câmeras. É uma cena que beira o ridículo. Eles acham que, se o povo vir o Lula dando "pulinho" ou fazendo esteira, vai esquecer que ele defende ideias que já morreram e foram enterradas ou, esquecer que seu nome esteve envolvido nos maiores escândalos de corrupção da história.

 

A estratégia de marketing da vitalidade é um tiro no pé. Sabe por quê? Porque a juventude não se prova com vitalidade, se prova com visão de futuro. Flávio Bolsonaro não precisa fazer dancinha ou correr maratonas para parecer jovem; ele simplesmente representa uma geração que entende como o mundo funciona hoje. O contraste é imediato e brutal. Não há filtro do Instagram ou edição de vídeo que esconda o fato de que o atual governo é um "Opala velho" tentando disputar uma corrida de Fórmula 1.

 

O divórcio com quem produz

 

A última pesquisa da Paraná Pesquisas trouxe um dado que deveria tirar o sono de qualquer governante: o Lula perdeu a mão com quem trabalha. Os números são claros como água. Se você é uma pessoa "economicamente ativa" — ou seja, se você acorda cedo, rala, paga boleto e gera riqueza —, as chances de você preferir o Flávio Bolsonaro são enormes.

 

O governo Lula se tornou o refúgio dos "não produtivos". Ele mantém sua força entre quem depende do Estado, seja através do Bolsa Família ou de cargos públicos, mas está sendo chutado por quem carrega o Brasil nas costas. E o motivo é simples: o PT odeia a classe média e o setor produtivo. Para eles, o cidadão que quer prosperar é apenas uma fonte de impostos para sustentar a máquina pública inchada e ineficiente.

 

O governo conseguiu a proeza de perder até a juventude de 16 a 24 anos. Aquela parcela que a esquerda sempre achou que era "dona". Por que eles saíram? Porque o jovem quer comprar seu videogame, sua blusinha na Shopee, seu celular para trabalhar e estudar, e o governo respondeu com o quê? Com o "imposto da blusinha". O Lula pediu para ser odiado pelos jovens e conseguiu.

 

O "pacote de bondades" ou o bilhete para o abismo?

 

O desespero do Planalto é tão grande que a única saída que eles enxergam é o velho e conhecido populismo barato. O plano agora é gastar 400 bilhões de reais em um "pacote de bondades". A lógica é de um cinismo assustador: "Se o povo não gosta de mim, eu vou comprar o voto dele".

 

Eles querem aumentar o Bolsa Família para níveis estratosféricos e abrir as torneiras do crédito para a classe média, achando que as pessoas são bobas. O brasileiro já aprendeu que o "dinheiro de graça" do governo hoje é a inflação e a dívida de amanhã. A estratégia do PT é quebrar o Brasil para tentar ganhar uma eleição. Eles estão jogando o futuro dos nossos filhos no lixo apenas para manterem seus privilégios e o controle do poder.

 

A pesquisa mostrou que 60% dos que recebem Bolsa Família votam no Lula. Mas adivinhe? Entre quem não recebe, a vantagem do Flávio Bolsonaro é uma lavada. O governo transformou um programa de assistência social em um curral eleitoral institucionalizado. Isso não é política social; é dependência programada.

 

O medo do quarto mandato

 

Outro dado que chocou o sistema foi o "fator medo". Em uma pesquisa sobre o futuro do país, os eleitores confessaram ter mais medo de um quarto mandato de Lula do que da eleição de Flávio Bolsonaro. Isso é revolucionário.

 

Pense bem: Lula é uma figura carimbada, está na política há 50 anos, já foi presidente várias vezes. Flávio Bolsonaro é visto como um "novo" no Executivo. Pela lógica comum, o desconhecido deveria causar medo. Mas o povo brasileiro já conhece o Lula tão bem, já viu tanta corrupção, tanta ideia errada e tanto atraso, que o "conhecido" se tornou o maior perigo. O sistema tenta pintar a oposição como o "caos", mas o eleitor olha para a geladeira, olha para o imposto e percebe que o caos já está sentado na cadeira da presidência.

 

O sistema tenta se salvar

 

Até os bancos da Faria Lima já sentiram o cheiro de queimado. Estão encomendando pesquisas com o Haddad no lugar do Lula, tentando ver se o "post preparado" consegue salvar o projeto de poder do PT. Dizem que a corrupção não "gruda" no Haddad. Pode ser. Mas a fama de "taxador" gruda como chiclete no sapato. O povo não quer um "Lula gourmet"; o povo quer liberdade econômica e menos Estado.

 

Enquanto o ex-guerrilheiro José Genoino reclama que o "sistema" se moveu contra o Lula, a verdade é que o Lula é o sistema. Eles estão no poder, ou orbitando o poder, desde 2003. Eles controlam a máquina, as verbas e as narrativas. O que está acontecendo não é um golpe do sistema, é uma revolta popular contra um sistema que faliu.

 

A conclusão é inevitável

 

O PT parou no tempo. Suas ideias de intervenção estatal, gastos desenfreados e divisão da sociedade entre "nós contra eles" não funcionam mais em um mundo conectado pela informação descentralizada. A internet quebrou o monopólio da verdade que a Rede Globo e os intelectuais de esquerda detinham. Hoje, qualquer trabalhador com um celular na mão vê a mentira do marketing e a realidade do preço no mercado.

 

As corridas de Lula no Alvorada são a metáfora perfeita de seu fim de carreira: ele corre, corre, corre, mas não sai do lugar. O Brasil quer andar para frente. Queremos tecnologia, mérito, gestão eficiente (como a de Tarcísio de Freitas em São Paulo) e respeito ao dinheiro público.

 

O "pai dos pobres" envelheceu e se tornou o "pai dos impostos". O carisma murchou e sobraram apenas o narcisismo e a sede de poder. A história é implacável: ideias velhas não constroem um país novo. O desespero que bate hoje no Planalto não é apenas por causa de uma pesquisa; é o medo de quem percebeu que o tempo acabou e que o Brasil, finalmente, resolveu seguir em frente sem eles.

 

O Flávio vem aí, não porque ele é um salvador da pátria, mas porque ele representa o contraste real contra um governo que se tornou um fardo para quem produz. Preparem os cronômetros, porque a contagem regressiva para o fim dessa era já começou. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 31/3/2026)