Agro só se ajoelha em devoção a Deus e abomina corruptos e descondenados

“Essa declaração reflete uma postura de forte ligação com valores religiosos, patriotismo e uma crítica severa a figuras políticas associadas à corrupção ou que tiveram condenações anuladas ou revistas pela Justiça. No cenário político e social brasileiro, o setor do agronegócio frequentemente expressa posicionamentos que valorizam a propriedade privada, o conservadorismo e a segurança jurídica, alinhando-se muitas vezes a discursos de combate à corrupção e de valorização da fé” – IA Google
A afirmação de que os governos do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva somam o maior número de casos ou os maiores valores de corrupção da história brasileira é um tema de intenso debate político e jurídico, cercado por diferentes metodologias de análise.
Por um lado, investigações como a Operação Lava Jato e o Mensalão revelaram esquemas bilionários e sistêmicos que levaram à condenação de dezenas de altos dirigentes do partido e empresários. Por outro lado, historiadores e cientistas políticos apontam que a corrupção no Brasil é estrutural e histórica, argumentando que períodos anteriores (como a Ditadura Militar ou o governo Collor) careceram de órgãos de fiscalização autônomos para investigar desvios com a mesma profundidade.
Argumentos que sustentam a afirmação
- Cifras bilionárias: A Operação Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras iniciados nos governos petistas, é considerada pelo Departamento de Justiça dos EUA e pela Polícia Federal como uma das maiores investigações de corrupção e suborno do mundo. Os prejuízos estimados e os valores recuperados alcançaram dezenas de bilhões de reais.
- Esquemas sistêmicos: Casos como o Mensalão (compra de apoio parlamentar exposta em 2005) e fraudes subsequentes demonstraram redes institucionalizadas de desvio de dinheiro público para a manutenção de poder político.
- Condenações de cúpula: Ao longo das últimas décadas, múltiplos tesoureiros do partido, ex-ministros (como José Dirceu e Antonio Palocci) e o próprio ex-presidente Lula foram condenados pela Justiça — embora as sentenças de Lula tenham sido posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por falhas processuais e de competência.
Percepção internacional e atualidade
O Brasil enfrenta dificuldades históricas e estruturais em seu ecossistema ético. No Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional (Vide texto abaixo), o país tem registrado pontuações baixas na última década. Relatórios recentes da entidade apontam retrocessos institucionais e novos escândalos que atravessam diferentes gestões — incluindo os esquemas de emendas parlamentares (como o orçamento secreto), as fraudes recentes envolvendo o INSS e o Banco Master, mostrando que o desafio de combater o desvio de recursos públicos permanece vivo e independente de partidos políticos.
Índice de percepção da corrupção

Imagem IA Copilot
No Índice de Percepção da Corrupção 2025, o Brasil obteve 35 pontos, ocupando a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.
O resultado mantém o país em um patamar historicamente baixo, reforçando uma trajetória marcada por fragilidade institucional, baixa efetividade dos mecanismos de integridade e dificuldades persistentes de controle da corrupção no setor público.
Em comparação com:
- a média global, o Brasil permanece abaixo do desempenho médio;
- países com nível de renda semelhante, o desempenho brasileiro é inferior;
- sua própria série histórica, o país não apresenta recuperação consistente desde os piores resultados registrados na última década.
Tendência histórica
Desde 2012, início da série do IPC, o Brasil oscila dentro de uma faixa restrita, sem conseguir sustentar avanços estruturais capazes de alterar sua posição relativa no ranking internacional.
Na série histórica, o Brasil pontuou melhor em 2012 e 2014 (com 43 pontos), em 2013 (42 pontos) e 2016 (40 pontos). As piores pontuações do país foram registradas em 2024 (34 pontos) e 2018 (35 pontos), e em 2023 (36 pontos). Desde 2015, o Brasil esteve estagnado abaixo da média global dos países(Da Redação, 21/9/26)
Em SC, Lula diz que agro deveria "se ajoelhar" a ele diante de recursos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse neste sábado (19), durante agenda em Florianópolis, que o agronegócio deveria "se ajoelhar" para ele diante dos recursos que seu governo destinou ao setor no país.
Na ocasião, Lula chamou Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, no palanque e sugeriu que ele fizesse uma reunião com "o pessoal do agronegócio" do estado para perguntar "por que eles não gostam" deles.
"Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora", disse o petista nesta manhã.
Em discurso, o chefe do Planalto apresentou números de ações que disse ter feito em prol do setor no estado.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento em Florianópolis (SC). Foto Reprodução-Youtube PT
"São 118 mercados que o Lulinha que eles não gostam abriu para eles venderem os produtos deles", disse.
"Por que eles são bolsonaristas? Porque não pode ser pela educação, pela saúde", questionou, criticando a ação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) frente a pandemia de Covid-19.
Durante o evento, o presidente chegou a dizer que quer vencer as eleições neste ano "para manter" Jair Bolsonaro na cadeia.
"A ideia do outro [Flávio Bolsonaro] é "eu quero ganhar as eleições pra tirar o meu pai da cadeia', e eu quero ganhar pra manter ele na cadeia", afirmou.
Além de Gelson Merísio, o evento de campanha de Lula contou com a presença da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja; dos candidatos ao Senado por Santa Catarina Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT); e de Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora (CNN, 19/9/26)

