23/02/2026

Agrotalk Mind 2026 marca novo capítulo do agronegócio brasileiro

Agrotalk Mind 2026 marca novo capítulo do agronegócio brasileiro

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Programação une debates estratégicos sobre os desafios do agronegócio, lançamento de livro e expressões artísticas no coração cultural de São Paulo.

Referência cultural no Brasil, o Theatro Municipal de São Paulo será o cenário do AgroTalk Mind, marcado para o dia 23 de fevereiro. O encontro irá debater os desafios do agronegócio global nos cinco continentes e, nesta edição, integrará arte e agronegócio pela primeira vez em um espaço histórico.

Além do painel com autoridades políticas e líderes do agronegócio, o espaço centenário receberá as obras de Humberto Espíndola, reconhecido por levar a indústria rural ao centro das artes visuais. Considerado como um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira com temática ligada ao agronegócio, o renomado artista plástico foi pioneiro da consagrada série “Bovinocultura”. Nela, a figura do boi é utilizada como símbolo para provocar reflexões sobre economia, política, identidade nacional e o papel estratégico do campo no desenvolvimento do Brasil.

Com projeção internacional, Espíndola já teve suas obras exibidas em importantes museus e galerias ao redor do mundo, incluindo as Bienais de Veneza, do Equador e do México, além de exposições nos Estados Unidos. Atualmente, sua produção integra a programação do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA), na Argentina.

Entre suas principais obras está “Boi Bandeira”, avaliada entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão. A pintura foi escolhida para estampar a capa do livro “Da Porteira para o Mundo – volume 2”, idealizado por Aryane Garcia, CEO da AGX Estratégias e criadora do AgroTalk Mind, reforçando a conexão entre arte, campo e pensamento estratégico sobre o futuro do setor.

A mostra artística acontece em paralelo ao painel principal do evento, que será mediado pelo jornalista da CNN Brasil, Caio Junqueira, e contará com a participação de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Fernanda Magnotta, especialista em política dos Estados Unidos; Victor Veiga, ex-ministro da Educação; Criss Días Sanabria, adida comercial do Paraguai no Brasil e na Bolívia e José Alberto Limas Gutiérrez, cônsul do México em São Paulo.

“Quando aproximamos arte e agronegócio, ampliamos a narrativa sobre o campo brasileiro. Ele não é apenas produção, mas também identidade, cultura e visão de futuro. Levar o AgroTalk Mind ao Theatro Municipal simboliza esse diálogo entre universos que raramente se encontram, mas que juntos ajudam a contar melhor a história do Brasil”, afirma Aryane.

Sobre a AgroTalk Meeting

O AgroTalk Meeting é uma plataforma pioneira que discute o futuro do agronegócio no Brasil, com foco na integração do setor agropecuário com cadeias produtivas globais, como agricultura, tecnologia, educação, construção civil, economia e terceiro setor. A plataforma promove eventos como AgroTalk Business, AgroTalk Experience, Agrotalk Mind e AgroTalk Show, e a obra literária “Da Porteira Para o Mundo”, sobre produtores rurais que moldaram a economia brasileira nos últimos 60 anos (Assessoria de Comunicação, 20/2/26)



Sustentabilidade ganha centralidade no agro brasileiro com acordo Mercosul–UE

Aryane Garcia, idealizadora do Agro Talk Mind 2026. Foto Reprodução Blog The Date News

“Mais do que ampliar mercados, o acordo Mercosul–UE obriga o agro brasileiro a repensar sua estratégia de desenvolvimento e sustentabilidade”, diz Aryane Garcia, idealizadora do AgroTalk Mind 2026

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, firmado após mais de duas décadas de negociações, inaugura uma nova etapa na relação econômica entre os blocos. Ao envolver um mercado superior a 700 milhões de consumidores, o tratado reposiciona o Brasil no centro de uma das agendas comerciais mais relevantes do cenário global e traz impactos diretos para o agronegócio nacional.

Na prática, o acordo amplia o acesso preferencial ao mercado europeu para produtos como carnes, açúcar, etanol e grãos, ainda que sob regimes de cotas. Ao mesmo tempo, impõe exigências rigorosas relacionadas à rastreabilidade, padrões sanitários, bem-estar animal e sustentabilidade ambiental. Esse movimento acelera uma transformação já em curso no agro brasileiro: a transição de um modelo baseado em volume para uma lógica cada vez mais orientada por valor agregado, transparência e conformidade regulatória.

“Esse novo cenário impõe desafios relevantes, sobretudo para pequenos e médios produtores, que precisam arcar com custos elevados de adaptação tecnológica e regulatória. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para quem consegue investir em inovação, certificações e governança produtiva”, afirma Aryane Garcia, CEO da AgroTalk Meeting, plataforma que promove a integração do agronegócio às principais cadeias produtivas globais, como agricultura, educação, tecnologia, cultura, economia e turismo. 

A especialista também está à frente do AgroTalk Mind, um dos principais encontros do agronegócio no país, que coloca em debate temas estratégicos para o setor. A próxima edição acontecerá no dia 23 de fevereiro no Theatro Municipal de São Paulo e vai discutir os impactos do acordo entre o Mercosul e UE, com presenças confirmadas de Fernanda Magnotta - professora de política dos EUA e analista internacional; Victor Godoy Veiga - ex-ministro da Educação; Roberto Rodrigues - ex-ministro da Agricultura e Criss Días Sanabria, adida comercial do Paraguai no Brasil e na Bolívia.

Segundo Aryane Garcia, o reposicionamento do agronegócio brasileiro passa não apenas pela abertura de mercados, mas também por organização setorial, acesso a crédito, assistência técnica e políticas públicas voltadas à construção de uma competitividade mais equilibrada.

Estudo divulgado em 2024 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o acordo pode gerar efeitos positivos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo a análise, o PIB do país pode registrar crescimento acumulado de 0,46% entre 2024 e 2040, o que representa um acréscimo médio anual estimado em US$ 9,3 bilhões. As projeções foram elaboradas a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e estendidas prospectivamente pelos pesquisadores.

Além das implicações econômicas, o acordo carrega impactos sociais e políticos importantes. A intensificação das exportações pode impulsionar geração de emprego e renda em regiões agrícolas estratégicas, mas também aprofundar assimetrias entre grandes produtores e agricultores familiares. Soma-se a isso a crescente pressão internacional sobre temas ambientais, como uso da terra e preservação de biomas, colocando o Brasil no centro de um debate global que conecta comércio, clima e responsabilidade social.

Para a especialista, o momento exige uma leitura ampliada. “Este não é apenas um tratado comercial. Trata-se de um marco que obriga o Brasil a repensar sua estratégia de desenvolvimento rural, sua relação com a sustentabilidade e a forma como insere seus produtores no mercado internacional. Sem planejamento e educação, os ganhos tendem a se concentrar; com visão estratégica, o acordo pode se tornar um catalisador de modernização e inclusão”, afirma.

À medida que o acordo Mercosul–União Europeia avança em seus processos de ratificação e implementação, o Brasil entra em uma fase decisiva de adaptação às novas regras do comércio internacional. A efetividade dos ganhos econômicos e sociais associados ao tratado dependerá, sobretudo, da articulação entre setor produtivo, políticas públicas e mecanismos de governança capazes de garantir competitividade, sustentabilidade e inclusão no campo (Assessoria de Comunicação, 20/2/26)

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