Amigo de Ortega e Petro, Lula confirma o alerta de Rubio - Por Paula Sousa
O teatro político brasileiro é excelente em criar enredos mambembes, mas poucos atores dominam tão bem a arte da dissimulação quanto Luiz Inácio Lula da Silva. Há anos o petista vende ao mundo a imagem do velhinho paz e amor, o paladino institucional que veio salvar o país das garras do autoritarismo. No entanto, quando a máscara cai diante dos microfones, a realidade cobra seu preço.
Ao subir no palanque da Convenção Nacional do PDT ao lado de figuras desgastadas como Carlos Lupi — o ex-ministro da Previdência fulminado por esquemas de descontos ilegais nas aposentadorias do INSS —, Lula resolveu peitar o Secretário de Estado americano, Marco Rubio. Com a delicadeza de um paquiderme, sugeriu abertamente o enforcamento de traidores da pátria, que segundo ele e o seu submisso Itamaraty, atende pelo sobrenome Bolsonaro.
Não se trata de uma força de expressão infeliz ou de um mero deslize retórico de quem abusou do destilado antes do discurso. A insinuação da eliminação física de oponentes, em especial contra o senador Flávio Bolsonaro, é um método repetido com requintes de deboche. Quando um chefe de Estado defende a pena de morte no pescoço de rivais — uma punição proibida pela Constituição Federal —, ele não apenas nega o Estado Democrático de Direito tão incensado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Ele faz exatamente aquilo que acusava seus adversários de fazerem: prega a violência política deslavada e o discurso de ódio em praça pública, prevendo vitória no primeiro turno enquanto acena para a estaca do carrasco.
A rota de fuga da verdade e a investigação da Seção 301
Para entender a sanha punitiva da esquerda, é preciso voltar um pouco no tempo. Não foram apenas os deputados Flávio e Eduardo Bolsonaro que cruzaram o Atlântico para denunciar o descalabro autoritário. Vários parlamentares foram aos Estados Unidos mostrar ao mundo a sistemática perseguição que a direita brasileira sofria, um arbítrio institucional que avançava à beira do abismo mesmo durante a complacente gestão de Joe Biden. Contudo, a roda do mundo girou, e com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o castelo de cartas desmoronou com estrondo.
Uma minuciosa investigação sob a Seção 301 do governo norte-americano foi conclusiva ao comprovar o óbvio: o Brasil pratica comércio desleal com os Estados Unidos, persegue empresas e cidadãos americanos com decisões judiciais arbitrárias e ilegais, fraqueja no combate à corrupção e acumula denúncias estarrecedoras de trabalho escravo.
A resposta do Tio Sam veio rápida na forma de uma tarifação pesada de vinte e cinco por cento sobre produtos nacionais. Diante da tragédia econômica iminente, qual foi a reação do Palácio do Planalto? Lula não enviou um único diplomata de peso, preferindo o isolamento acovardado e a bravata ideológica. O único político que se prontificou a interceder pelo país, buscando mitigar os impactos da sobretaxa para o setor produtivo nacional, foi o próprio senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro.
"Marco Rubio escancarou a farsa em suas redes sociais: o Brasil foi tarifado porque Lula negociou de má-fé, colocando o próprio ego inflado acima do bem-estar dos brasileiros e de qualquer diplomacia mínima."
O próprio Marco Rubio não poupou palavras e escancarou a farsa em suas redes sociais: Lula é o único e exclusivo responsável pelas tarifas cobradas. O petista preferiu o bate-boca de sarjeta a sentar à mesa de negociação como um estadista maduro. Como bem destacou a imprensa internacional e os analistas mais atentos, o governo americano enxergou em Lula alguém absolutamente não confiável, um líder movido por um narcisismo cego que prefere penalizar a indústria e o agronegócio do seu país a admitir que a sua retórica mofada caducou.
O espelho de Ortega e Petro: O golpe em marcha
A diplomacia do petismo nunca enganou quem tem dois neurônios funcionais. A proximidade com o tirano nicaraguense Daniel Ortega e com o colombiano Gustavo Petro expõe a engrenagem totalitária que se gesta na América Latina. As lições vêm de longe. Conforme resgatado em ampla cobertura do portal G1 em novembro de 2021, Lula teve a pachorra de comparar a longevidade no poder do ditador Daniel Ortega — que prendeu sete pré-candidatos à presidência para se reeleger sem incômodos — com o mandato democrático da ex-chanceler alemã Angela Merkel.
A farsa foi desmascarada ao vivo durante a clássica entrevista ao jornal espanhol El País, quando a própria imprensa questionou a analogia absurda, lembrando ao petista que nem Merkel nem o espanhol Felipe González jamais colocaram seus opositores no cárcere para ganhar eleição.
Pois agora, o circo pegou fogo de vez. Na Nicarágua, Ortega não guarda mais aparências e avança na consolidação do golpe, banindo eleições, cassando a oposição e perseguindo padres e freiras. Na Colômbia, Gustavo Petro, o mandatário conhecido por defender a legalização de drogas e relativizar o narcotráfico, repete o figurino de tiranete: após a derrota estrondosa de seus aliados nas urnas, renega o resultado eleitoral e tenta impor pela força a continuidade do seu grupo político.
Ortega e Petro aplicam o golpe à vista de todos, valendo-se exatamente do mesmo vocabulário que Lula adora empregar: a falsa defesa da democracia, o combate obsessivo aos "traidores da pátria", a perseguição à liberdade de expressão e a tentativa implacável de censurar as redes sociais.
A velha confissão de um vício autoritário
O risco de o Brasil trilhar o mesmo caminho da Nicarágua e da Colômbia não é fruto de paranoia da oposição; é uma promessa histórica gravada na trajetória do próprio Lula. Em uma entrevista antológica que o marketing petista tenta esconder a todo custo, o atual presidente revela a sua verdadeira face sem qualquer pudor: declarou categoricamente que a eleição não é tudo e que a votação popular é "apenas uma vírgula dentro de um sistema democrático".
Para quem enxerga a urna como uma simples vírgula descartável, a alternância de poder torna-se um mero detalhe estético a ser suprimido quando o projeto totalitário exige.
As proféticas palavras de Marco Rubio, repercutidas pela Revista Oeste, ecoam hoje com precisão cirúrgica: a extrema-esquerda radical guarda em sua gênese uma natureza odiosa, ressentida e destruidora. Ao idealizar um mundo cinzento, sem coragem, sem Deus e desprovido de valores nobres, a militância comunista ataca as fundações da civilização ocidental simplesmente porque não consegue construir nada de igual valor.
Lula, com suas bravatas de enforcamento e afagos a ditadores genocidas, assinou ao vivo o recibo do diagnóstico de Rubio. A pátria que ele finge defender é apenas o palco para o seu ego desmedido; e o povo brasileiro, como de costume na cartilha socialista, é quem paga a conta do tarifaço e do autoritarismo (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 22/7/2026)

