25/09/2026

Brasil chega 46 milhões de hectares tratados com bioinsumos no 1º semestre

Brasil chega 46 milhões de hectares tratados com bioinsumos no 1º semestre

Imagem gerada por IA

 

Área tratada cresceu 18,3% em um ano, enquanto mercado movimentou R$ 1,8 bilhão; país registrou 61 novos bioinsumos ativos até setembro.

 

A área tratada com bioinsumos alcançou 46 milhões de hectares no primeiro semestre de 2026, alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado brasileiro de produtos biológicos movimentou R$ 1,8 bilhão entre janeiro e junho, segundo levantamento do CropData, portal de dados da CropLife Brasil.

 

O avanço da área tratada ocorreu em ritmo superior ao crescimento do valor movimentado pelo setor, indicando uma expansão da utilização dos produtos biológicos nas lavouras. A aplicação dos bioinsumos acompanha o calendário agrícola e ganhou ritmo a partir de junho, período marcado pelas compras para o plantio da soja e pela preparação para a safra 2026/27.

 

De acordo com Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil, o crescimento da área tratada mostra uma maior presença dos produtos biológicos no manejo agrícola. “A área tratada cresceu quase o dobro do valor, sinal de que o biológico está chegando a mais hectares, combinado ao defensivo químico no manejo integrado. Essa combinação amplia as ferramentas do produtor e ajuda no controle de pragas e doenças”, afirma.

 

Entre os segmentos, os bioinseticidas concentraram a maior parcela das vendas no primeiro semestre, com R$ 858,2 milhões, o equivalente a 47% do mercado. O segmento também respondeu por 16,4 milhões de hectares tratados, ou 35% da área total contabilizada no período.

 

O desempenho dos bioinseticidas está relacionado principalmente ao cultivo do milho segunda safra, período em que aumenta a demanda por ferramentas de controle de pragas. Já os bionematicidas, biofungicidas e inoculantes tendem a ganhar espaço a partir de junho e ao longo do segundo semestre, acompanhando o ciclo de compra e aplicação dos insumos utilizados nas principais culturas.

 

Registros

 

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil somou 61 bioinsumos com registro ativo. Do total, 44 são produtos à base de agentes microbiológicos, nove utilizam agentes macrobiológicos e oito são classificados como bioquímicos.

 

O levantamento aponta ainda que o prazo médio para registro é de aproximadamente 20 meses para produtos biológicos e de 16 meses para produtos classificados como biológicos ou orgânicos. Os números indicam uma desaceleração no ritmo de concessão de novos registros.

 

Os dados sobre o mercado foram elaborados pela consultoria Move Analytics, a partir de informações oficiais e bases estatísticas do Ministério da Agricultura e Pecuária. O levantamento considera os registros ativos disponíveis na base do Agrofit (CNN, 24/9/26)

 



Vendas de bioinsumos cresceram 9,6% no primeiro semestre

Foram registrados 61 novos produtos biológicos no país neste ano, de janeiro a 24 de setembro — Foto CrofpLife  Divulgação

 

Comercialização ganhou ritmo a partir de junho, com antecipação das compras para o plantio da soja.

 

O segmento de bioinsumos agrícolas registrou um crescimento de 9,6% durante o primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento do CropData, portal de dados da CropLife Brasil, os negócios somaram R$ 1,82 bilhão de janeiro a junho. De acordo com o relatório, as vendas foram impulsionadas pelo aumento de 18,3% da área tratada, que soma 46,2 milhões de hectares.

 

O primeiro semestre do ano contempla o período caracterizado como entressafra para as vendas de bioinsumos, entre janeiro e maio. As vendas ganham ritmo a partir de junho, com a antecipação das compras de insumos para o plantio da soja.

 

O levantamento aponta que os bioinseticidas responderam por 47% do valor das vendas no período, somando R$ 858,2 milhões - crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse segmento possui grande participação no cultivo de milho safrinha.

 

Já os bionematicidas somaram R$ 542,8 milhões em vendas, aumento de 11,8%. Esses produtos são adotados no combate a nematoides fitoparasitas e têm adoção aproximada de 35% na cultura da soja. As vendas acompanham o calendário de plantio, ganhando força a partir de junho.

 

Biofungicidas totalizaram R$ 311,5 milhões, com crescimento de 19,8%. Na cultura da soja, a adoção desse segmento é de 24%. As vendas também são alavancadas a partir do mês de junho.

 

Por fim, o mercado de inoculantes apresentou retração de 21,5% nas vendas, totalizando R$ 107 milhões. A tecnologia reduz a dependência dos fertilizantes nitrogenados e possui adoção superior a 90% na cultura da soja.

 

Novos registros

 

Foram registrados 61 novos produtos biológicos no país neste ano, de janeiro a 24 de setembro. O número equivale a 38% do total registrado durante o ano passado. O segmento de agente microbiológico totalizou 44 novos registros (72% do total) (Globo Rural, 24/9/26)