Brasileiros exigem mudanças que o PT não pode fazer – Por Paulo Junqueira

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“...Passaria incólume a relação multimilionária do escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o Banco Master, bem como a comunicação do ministro do Supremo com Vorcaro horas antes de ele ser preso, e seu banco, liquidado. Público e aposentados do INSS teriam sido privados de saber do furto de R$ 6,3 bilhões por quadrilhas enquistadas no Executivo federal.
Não teriam visto a luz do dia os indícios de conexão entre o desfalque e um filho do presidente da República.
Não que as tentativas de abafar os escândalos e suas repercussões tenham cessado. O ministro Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilos, decretada pela CPI do Crime Organizado, da empresa de Dias Toffoli que recebeu pagamentos de um fundo ligado a Vorcaro.
Seu colega Flávio Dino aliviou a barra de Fabio Luis Lula da Silva ao derrubar a quebra de seus sigilos, decidida pela CPI do INSS. Não há assinatura petista no pedido de CPI para investigar Toffoli e Moraes no Senado.” – Trecho parcial extraído do editorial “PF e imprensa implodem pacto de silêncio” da Folha de S.Paulo deste domingo (15)
“Quando um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) mobiliza o aparato persecutório do Estado contra um jornalista em razão de uma reportagem incômoda, já não se pode dizer que o Brasil seja um país democraticamente saudável. Pois foi o que fez o sr. Alexandre de Moraes ao ordenar busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que ousou publicar em seu blog que o ministro Flávio Dino faz uso privado de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão. Em qualquer democracia digna do nome, isso é inaceitável
Se Moraes quis dar um recado a jornalistas que têm perscrutado o mau comportamento de ministros do Supremo – sobretudo agora, quando a Corte vê esvair sua credibilidade em meio à crise deflagrada pelo envolvimento de alguns dos seus ministros com o Banco Master –, gastou tinta à toa. A imprensa profissional não se deixará intimidar pelo STF” – Trecho parcial extraído do editorial “A imprensa não se deixará intimidar” do O Estado de S.Paulo neste domingo (15)

Por Paulo Junqueira
Poucas e raras vezes vivemos, nos últimos tempos, a sensação de alívio e da missão de relevância cumprida pela nossa imprensa como o que temos visto, ouvido e lido nas últimas horas com revelações bombásticas e arrasadoras sobre as atividades vergonhosas e criminosas cometidas por “autoridades” que ainda ocupam cargos nos três poderes da República, o Judiciário, o Executivo e o Legislativo.
As denúncias se sucedem e deixam a sensação da “terra arrasada", que reúne o estado emocional da destruição total, vazio e desolação associado a crises profundas com a exaustão emocional e contextos de colapso social/político. Convivemos com um cenário onde as ações irresponsáveis ou crises geram um sentimento de desamparo e fim da solidariedade e traz reflexões sobre a brutalidade humana e a falta de perspectiva, onde "a vida teima em não viver".
Os principais pontos de tensão, frequentemente citados por analistas e oposição, envolvem:
- Ajuste Fiscal e Orçamento Engessado: O governo enfrenta dificuldades em realizar o ajuste fiscal necessário devido a um orçamento altamente "engessado", onde boa parte das despesas é carimbada, limitando a margem de manobra para cortes de gastos e investimentos. A dívida pública projeta-se próxima a 80% do PIB, o que gera pressão dos investidores por disciplina fiscal.
- Segurança Pública e Polarização: A segurança pública é apontada pela população como um dos principais problemas do país (45% em pesquisas recentes). A oposição aponta que o governo tem dificuldades em conter a criminalidade, enquanto as pautas de segurança no Congresso geram impasses.
- Regulação de Redes Sociais e Liberdade de Expressão: As tentativas do PT e aliados de regular plataformas digitais, muitas vezes sob a justificativa de combater o extremismo, são vistas por setores da sociedade como ameaças à liberdade de expressão, gerando insegurança jurídica.
- Conflitos Institucionais: Disputas entre o poder executivo/lideranças do PT e o Congresso Nacional (Câmara e Senado) podem comprometer a aprovação de pautas cruciais, como as Leis Orçamentárias, especialmente em um ano eleitoral (2026).
- Reformas Estruturais Pendentes: Embora reformas importantes tenham sido feitas, analistas indicam que "travas" persistem para um crescimento excepcional, exigindo mudanças que vão além da agenda tradicional do partido.
O cenário para 2026 indica uma desaceleração da economia, com projeções de PIB de 1,8% a 2,3%, o que coloca à prova a capacidade do governo de manter o crescimento e o nível de emprego.

Marcos Jank. Foto Reprodução Blog Revista Veja
Marcos Jank, curador do São Paulo Innovation Week e professor do Insper, em entrevista ao O Estado de S.Paulo, vê o agro como setor com uma agenda de inovação que ajudou o Brasil a se destacar no mercado global.
Ele lembra que “nas primeiras fases do desenvolvimento do agro, isso vinha de dentro do setor, com novas variedades de soja e os novos processos. Daqui para a frente, as maiores inovações vão vir de fora do agro. Será de fora para dentro. Virá de todo esse universo de inteligência artificial, de big data e de nanotecnologia”, afirma.
Ele destaca que “a produtividade da agricultura brasileira saltou de 2,5% ao ano para 3,2% ao ano nos últimos 25 anos. A dos Estados Unidos, por exemplo, é 1% ao ano, e a média mundial é 1,5%. Estamos crescendo mais que o dobro dos Estados Unidos ou da Europa em produtividade, porque a gente consegue fazer sistemas integrados de produção. Não é mais como nos anos 70, que era basicamente soja ou boi”.
Ressalta também que “começou a surgir então soja, milho, algodão, café, cana de açúcar, celulose, bovinos, suínos, aves, leite, tudo isso integrado ao sistema. Nosso sistema é o mais eficiente do mundo porque ele utiliza muito bem a fotossíntese. O Brasil hoje é o quarto maior produtor mundial e o terceiro maior exportador”.
E mostra que “se olharmos só na categoria das commodities, que são esses produtos cotados em bolsa, nós já somos o número um, passamos os Estados Unidos. Então, somos um player realmente global nessa área. Exportamos para 200 países e temos um papel muito importante na segurança alimentar global”.
Explicando o que fez a exportação do agro brasileiro saltar de US$ 20 bilhões em 2000 para US$ 170 bilhões ao ano hoje foi essencialmente a nossa eficiência. “O Brasil avançou com tecnologias próprias e no caso dos trópicos, tivemos de adaptar essas tecnologias. Por isso, foi tão importante a ida de pesquisadores brasileiros aos Estados Unidos e à Europa nos anos 70 para aprender um modelo de produção intensiva”.
E justifica afirmando que “eles trouxeram para cá o que estava sendo feito nos países temperados e adaptaram aos trópicos de forma muito melhor, porque nós temos mais fotossíntese. Nós temos a obrigação de produzir mais, porque nós temos muito mais sol e temos condições climáticas para plantar o ano inteiro”.
É inegável que temos as tecnologias de georreferenciamento, de agricultura de precisão, de nanotecnologia, de biotecnologia, de inteligência artificial, de blockchains, de data lakes e de big data. “Nas primeiras fases do desenvolvimento do agro, o desenvolvimento vinha de dentro do setor, com novas variedades de soja e os novos processos. Daqui para a frente, as maiores inovações vão vir de fora do agro. Será de fora para dentro. Virá de todo esse universo de inteligência artificial, de big data e de nanotecnologia. Isso é algo que está se consolidando no mundo inteiro”, acrescenta.
Por fim lembra que “vivemos uma integração muito interessante com bioenergia. Nos anos 70, numa crise semelhante ao que estamos vendo no Oriente Médio, decidimos utilizar o etanol na mobilidade no Brasil, e assim surgiu o carro a álcool, que depois virou o carro flex, e surgiu também a mistura de etanol na gasolina”.
Fatos & Perspectivas

Foto Reprodução Sérgio Lima/Poder360
- Nossas orações e votos para o pronto restabelecimento do presidente Jair Messias Bolsonaro e nossa solidariedade a ele e à sua família. Que todos tenham muita fé para superar as injustiças que foram impostas e que seus detratores sejam julgados e paguem pelos erros que cometem e continuam cometendo!
- O primeiro grande eco da crise imposta pelo desgoverno que aí está sobre o agronegócio veio do resultado da Coopavel, uma das maiores feiras do setor promovida em fevereiro na cidade de Cascavel (PR). De acordo com a Abimaq, a feira registrou um recuo de 15% nas intenções de compra de seus associados

Expodireto Cotrijal 2026. Foto Reprodução Blog Jornal do Comércio
- Ao final da Expodireto Cotrijal, outro grande evento do setor do agro e promovida na última semana na cidade gaúcha de Não-Me-Toque, “o ambiente do evento foi mais cauteloso e não se repetiu a euforia dos anos anteriores”, segundo Nei César Manica, presidente da feira.
- Pelos sinais emitidos nos dois eventos tudo indica que a Agrishow 2026 deve seguir na mesma linha, ou seja, produtores rurais deixando de investir em razão da política de juros altos implementada pelo presidente Lula e a incompetência do ministro Carlos Favaro em defender os interesses do principal setor da economia nacional.
- O Brasil hoje é o maior importador de fertilizantes do mundo. Importamos entre 85% e 90% do que precisamos. Por isso, dependemos de países que estão no foco da geopolítica atual. Nosso maior fornecedor é a Rússia, depois a China e temos grandes fornecedores no Oriente Médio, principalmente de ureia, muito importante na fertilização de solos.
- “O que vai caracterizando o agro brasileiro é o largo emprego de tecnologia avançada, em genética, em preparo e conservação do solo, em novas formas de semeadura e plantio (como o plantio direto) manejo da produção e do armazenamento. O setor vai empregando cada vez mais equipamentos avançados, drones e maquinário movido por aplicativos. Enfim, o agro é tech.
- Os avanços não ficam por aí. Essa mudança de mentalidade modernizadora se espraia para o setor de serviços nas cidades do interior, que apoiam essa atividade. E não se restringem aos serviços de mecânica, informática ou de construção civil. Permeia também o ensino, o comércio e os serviços pessoais, como até mesmo o dos cabeleireiros e manicures” – Por Celso Ming, jornalista
- O desembolso de crédito rural pelas linhas tradicionais do Plano Safra tiveram queda de quase 13% de julho de 2025 até fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo período da temporada anterior. Os financiamentos concedidos a pequenos, médios e grandes produtores foram de R$ 227,4 bilhões, uma desaceleração. Queda é mais acentuada nas operações de investimentos, de quase 22%.
- A estética do mofo X A ruptura digital 1: Flávio Bolsonaro sintetiza o futuro, e o PT ainda faz propaganda do passado. A recente entrevista de Paulo de Tarso da Cunha Santos, marqueteiro histórico do PT, à BBC News Brasil, é o atestado de óbito de uma estratégia que sobrevive de mofo e ressentimento.

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- A estética do mofo...2: Essa afirmação, vinda de quem criou o "Lula Lá", não é uma concessão generosa, mas o reconhecimento de que o atual presidente está encurralado por sua própria obsolescência.
- A estética do mofo...3: Enquanto o Palácio do Planalto insiste em fórmulas de comunicação que remetem ao século passado, a realidade das ruas e a fluidez do mundo digital impõem uma sentença implacável: o lulismo tornou-se um dialeto morto.
- A estética do mofo...4: Ele opera na lógica da transmissão unidirecional — o palanque, o rádio, a televisão controlada —, enquanto a informação hoje é descentralizada, distribuída e indomável. Lula é um líder analógico em uma era de redes neurais.
- A estética do mofo...5: Como Quaest, Datafolha e Atlas, os últimos movimentos de Donald Trump apontam para uma reversão de expectativas a favor de Flávio Bolsonaro e contra Lula, que atravessou 2025 como favorito, mas chegou a 2026 sob dúvidas que evoluíram para temores no Planalto. Enquanto Flávio cresce, Lula não só estacionou como enfrenta um turbilhão de notícias negativas.

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- “Faz um ano que espero pelo corte dos juros”, diz Luiza Trajano à CNN. Presidente do conselho de administração do Magazine Luiza ressaltou que Selic elevada é prejudicial, principalmente, aos pequenos negócios. E aos médios e grandes também, vide o pedido de recuperação extra-judicial da Raízen, maior produtora mundial de cana-de-açúcar, no montante de R$ 65,1 bilhões.
- O filme brasileiro "O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, não ganhou nenhuma estatueta no Oscar 2026. Apesar da alta expectativa e aclamação, o longa saiu derrotado nas categorias em que concorria, incluindo Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.

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- O governo federal preparou uma campanha para celebrar o sucesso do filme no Oscar 2026, com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, preparando vídeos para cenários de vitória ou derrota. O longa, que recebeu R$ 800 mil da Ancine para marketing.
- A campanha buscava capitalizar o impacto positivo do cinema brasileiro, após o governo enfrentar semanas de desgaste político. A ação refletia um esforço de "marketing internacional" para impulsionar a imagem do país através da cultura.
(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 16/3/26)

