12/05/2026

Carne bovina: Trump deve assinar ordens executivas para redução das tarifas

Carne bovina: Trump deve assinar ordens executivas para redução das tarifas

A inflação da carne, especialmente a bovina, preocupa a Casa Branca, que colocou o assunto em sua agenda. Foto Kevin Dietsch/AFP

 

O objetivo do governo americano é segurar a disparada do preço do alimento e enfrentar problemas de abastecimento, apurou o Estadão/Broadcast

 

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, deve assinar duas Ordens Executivas para redução temporária das tarifas de importação sobre carne bovina, relatam ao Estadão/Broadcast Agro pessoas que acompanham as tratativas. A medida deve entrar em vigor na data de assinatura dos decretos, com validade de 200 dias, até 10 de novembro, prevê a minuta que circula nos bastidores.

 

A suspensão tarifária deve abranger a proteína vermelha proveniente de todos países exportadores, o que inclui Brasil, Austrália, Argentina, Nova Zelândia e Uruguai. Com a medida, também estará suspenso o sistema de cotas tarifárias, que limitam a quantidade de carne a ser exportada isenta de tarifa de importação.

 

As medidas de Trump já foram comunicadas por interlocutores da Casa Branca à indústria e a importadores locais. De acordo com pessoas a par do assunto, as Ordens Executivas do governo americano tendem a ser publicadas no fim do dia. Passados os 200 dias, as tarifas atuais voltam a vigorar, caso a medida não seja prorrogada.

 

O objetivo do governo americano é segurar a disparada do preço da carne bovina no mercado doméstico e enfrentar problemas de abastecimento. Os Estados Unidos atravessam um ciclo pecuário baixista, com o menor rebanho dos últimos 75 anos.

 

Frigoríficos brasileiros aguardam a medida após o preenchimento da cota de 65 mil toneladas isenta de alíquota ainda em janeiro deste ano, com os demais embarques sujeitos à alíquota de 26,4%.

 

Representantes do setor avaliam que, embora a medida seja geral, o Brasil é o país que tem capacidade de atender à demanda americana (Estadão, 12/5/26)