Caso Master vai se aproximando perigosamente do governo Lula
Sede do Banco Master, liquidado pelo BC, protegida por tapumes em razão de manifestações contra o escândalo na instituição financeira. Foto Werther Santana-Estadão
Por Fernando Schuler
Por que o presidente receberia Vorcaro para determinar que o BC simplesmente cumpra a sua função? E o que faz o líder do governo indicando Mantega para o Master?
Em seu comentário nesta terça-feira, 27, o colunista Fernando Schüler fala da aproximação do escândalo do Banco Master do governo federal. Ele questiona, por exemplo, a razão pela qual seria necessário que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizesse uma reunião com Daniel Vorcaro e Gabriel Galípolo para determinar que o Banco Central simplesmente cumprisse sua função.
“Uma reunião, aliás, articulada pelo Guido Mantega, que foi ministro da Fazenda de governos do PT, que tem uma relação histórica com o presidente Lula, que foi contratado pelo Banco Master como economista ou como articulador ou, enfim, não se sabe bem como, por indicação do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner, que funcionou como uma espécie de headhunter de economistas para o Banco Master”, disse ele, completando:
“O fato é que o caso Master vai se aproximando perigosamente, delicadamente no ano eleitoral da esfera de poder do governo federal, não é?”.
Além disso, ele cita a revelação do portal Metrópoles de que o escritório do ministro Ricardo Lewandowski manteve contrato com o banco. “O ministro Lewandowski, manteve durante todo o seu mandato (no ministério da Justiça), praticamente todo o seu mandato, até setembro do ano passado, um contrato, seu escritório de assessoria jurídica institucional estratégica com o próprio Banco Master. O que que significa exatamente isso? Assessoria jurídica e institucional estratégica seria uma assessoria de relacionamento”, conclui (Estadão, 28/1/26)

