Chuvas intensas em janeiro elevam perdas de laranjas e pressionam cotações
Umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares — Foto Pixabay
Recebimento de frutas no mercado físico permanece mais contido.
As chuvas intensas registradas ao longo de janeiro afetaram o mercado citrícola paulista, sobretudo no segmento de mesa, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares, provocando queda de frutos e comprometendo a qualidade e a vida útil pós-colheita da laranja.
Nesse contexto, parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada. Ainda conforme o Cepea, o recebimento de frutas no mercado físico permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria.
Nesta quinta-feira (29/1), o indicador Cepea/Esalq da laranja industrial registrou a cotação de R$ 36,88 a caixa de 40,8 quilos, uma queda diária de 1,99%, mas ainda acumulando alta de 0,96% em janeiro. Para a laranja pera in natura, o preço estava em R$ 41,32 a caixa, recuo diário de 0,36% mas alta de 4,93% desde o início do mês (Globo Rural, 30/1/26)

