17/11/2025

COP30 mostra o fracasso do governo Lula para o mundo - Por Paulo Junqueira

Foto Lula Reprodução  Internet e IA Copilot

“Fracasso, hipocrisia e vergonha nacional: A COP30 está terminando como começou, em meio a promessas grandiosas, caos logístico e um constrangimento global. O evento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou como “a COP da implementação” terminou como a COP do fracasso, um retrato perfeito da distância entre discurso e realidade.

O fiasco foi visível desde o início. Dos quase 200 países convidados, apenas 30 chefes de Estado e de governo estrangeiros compareceram presencialmente, somando aproximadamente 31 líderes com Lula incluído. Foi o menor número em seis anos, desde a COP 25, em Madri, quando apenas 50 líderes se dignaram a participar. Isso representa uma queda catastrófica em relação às edições anteriores: COP 26 (Glasgow, 2021) teve mais de 120; COP 27 (Sharm El-Sheikh, 2022), mais de 100; e COP 28 (Dubai, 2023), o recorde de mais de 150.

O resultado? Nenhum acordo vinculante sobre financiamento climático, NDCs (contribuições nacionais) ou a meta de US$ 100 bilhões anuais para nações vulneráveis. A “Cúpula de Líderes”, nos dias 6 e 7 de novembro, virou um palanque vazio, com discursos ecoando para plateias de ONGs e jornalistas, enquanto os grandes emissores viravam as costas” – Por Carlos Arouck, Jornal da República

 

Por Paulo Junqueira

Antes de comentarmos o fracasso previsível da COP30, onde o governo federal investiu pelo menos R$ 5 bilhões, segundo estimativa do ministro do Turismo Celso Sabino, lamentamos informar que os poderes executivo (Governo Lula) e o Judiciário (STF) continuam, lamentavelmente e por culpa da omissão e covardia do presidente Lula, sancionados pelo governo dos Estados Unidos.

E, mais, seguem para os áulicos do “Sistema & Entorno”, dois comentários a partir das medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump nesta última 6ª feira (14):

“Apesar da redução anunciada para produtos como carne bovina, tomates, café e bananas, as exportações brasileiras continuam enfrentando uma sobretaxa de 40%. E, mais de 73% das exportações brasileiras seguem impactadas pelo "tarifaço". A redução representa uma diminuição de 50% para 40% nas tarifas, um impacto considerado limitado pelos especialistas. É um avanço do ponto de vista de redução tarifária, mas o cenário de incerteza continua" – Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria.

“Melhorou para os nossos concorrentes e piorou para o Brasil. Os nossos concorrentes que acessam o mercado americano ou já têm acordo bilateral firmado, ou só tinham 10%, e eles foram zerados. Nós ainda ficamos com 40%. A decisão deixa o Brasil em situação dramática, porque amplia a vantagem de países como Colômbia, Vietnã e nações da América Central, que agora entram no mercado americano sem tarifa, enquanto o café brasileiro segue penalizado” – Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos.

Voltando à COP30, há meses vínhamos alertando sobre os indicadores ruins na organização daquele que deveria ser o principal evento climático do Planeta neste ano. O que a diplomacia e a mídia internacional destacam é que está havendo frustração daqueles que acreditam que o ruim não poderia piorar.

Quando a ONU definiu Belém como cidade-sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática havia a expectativa de engajamento do governo brasileiro na organização do evento. Não é o que está acontecendo em razão da falta de competência, responsabilidade e até mesmo civilidade das autoridades maiores do País. O único aspecto favorável à esta tragédia anunciada, é que o mundo inteiro conhece um pouco mais sobre um presidente que foi alvo de decisões judiciais em três instâncias por crimes cometidos.

E que, o sistema Judiciário, por uma questão de CEP, decidiu anular estas decisões. E, para piorar, este mesmo Judiciário resolveu e decidiu punir o maior líder político deste País, que é o ex-presidente Jair Bolsonaro, por crimes que não cometeu, haja vista o histórico e esclarecedor voto do Ministro Luiz Fux no julgamento dos incidentes ocorridos em 8 de janeiro.

Haddad prepara seu desembarque do governo Lula

Foto Wilton Junio-Estadão

A mídia analógica e a digital noticiam ser iminente o desembarque do ministro Fernando Haddad do ministério da Fazenda e do controle da economia nacional. Circula no Instagram interessante comentário do professor e também parlamentar Cláudio Branchieri que, parcialmente, reproduzimos aqui:

“Fernando Haddad já foi o pior ministro da Educação que o Brasil teve. Depois, foi o pior prefeito da história de São Paulo. Agora ele já é o pior ministro da Fazenda da história brasileira. É mérito para poucos ser tão ruim. É atrevido quando afirma que a economia saiu da pauta da oposição e que eles (governo Lula) ganharam o debate.

Na verdade, quem pautou a mídia nos últimos dias foi o presidente Lula com sua manifestação em Jacarta na Indonésia quando afirmou que os traficantes são vítimas dos usuários e quando classificou a megaoperação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho como matança e desastrosa. Assim, ele transpôs o debate sobre a economia.

A Selic está em 15%; a Dívida Bruta do Governo sobe para 78,1% do PIB e alcança R$ 9,7 trilhões; o governo central acumula rombo de R$ 100,3 bilhões em 2025. Estamos rezando para que a economia cresça 2,5%. O Brasil registra saída recorde de dólares no 1º semestre. De janeiro a junho, saíram do Brasil pelo câmbio contratado R$ 53,9 bilhões

O desmonte de posições em derivativos ajudou o real no período. Estamos acompanhando o segundo maior fluxo da série histórica de transferência de recursos do País. O recorde anterior era de janeiro a setembro de 2020 na pandemia atingindo R$ 54.5 bilhões.

Com as mudanças do arcabouço fiscal, o País levará 10 anos para voltar ao patamar atual da dívida/PIB. Apenas 8 meses depois de aprovar o arcabouço Haddad mudou a sua meta. Em 2023 não houve meta. Em 2024 eles só cumpriram a meta, porque no ano anterior ela não existia. Pegaram as despesas de 2024 e anteciparam para pagar em 2023 e utilizaram a receita de 2023 que foi jogada para 2024.

Em 2025, o déficit até setembro está em R$ 101 bilhões. Ele precisa deixar um resultado de aproximadamente R$ 30 bilhões. Impressiona sua capacidade de manipular os números e Haddad promete entregar o melhor resultado fiscal do País em 4 anos, “mesmo se considerando tudo o que pagamos do calote do governo anterior (Bolsonaro)”.

Mais uma mentira de Haddad, pois o ex-presidente Jair Bolsonaro não deixou nada para ele pagar. A dívida pública saiu de R$ 7,2 trilhões para R$ 9,7 trilhões neste ano até agora e vai passar de R$ 10 trilhões no final do ano. Em 2026 deve bater R$ 11 trilhões. A dívida pública cresceu 6,4%.

O “Colchão de Liquidez” é um caixa para se ter tranquilidade quando falta dinheiro. Bolsonaro deixou R$ 1,2 trilhões. Hoje o colchão está em R$ 1 trilhão, mas Haddad já gastou R$ 200 bilhões. Bolsonaro também deixou um superávit estrutural de 0,4% e Haddad o transformou em déficit estrutural de 1%.

Em três anos ele entregou o déficit primário de R$ 350 bilhões e a maior taxa Selic dos últimos 20 anos e por isto estamos pagando R$ 1 trilhão de juros por ano. Fernando Haddad pode pensar certo mas quem está errado é o psiquiatra que lhe deu alta...”

Várias:

•        O índice de inadimplência do produtor rural do Brasil subiu para 8,1% no segundo trimestre, alta de 0,3 ponto percentual em relação ao período de janeiro a março e avanço de 1,1 ponto percentual na comparação anual, em meio a problemas de fluxo de caixa e endividamento de parte do setor, informou a Serasa Experian nesta quarta-feira (12).

 

•        “Os indicadores apontam uma piora lenta, porém contínua, na capacidade da população rural de manter-se adimplente”, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta. “O agronegócio enfrenta desafios de fluxo de caixa e endividamento acumulados nos últimos três a quatro anos, exigindo atenção e reestruturação”, acrescentou Pimenta, em nota.

•        A quebra de safra de grãos no ano passado ajudou a impulsionar a inadimplência. Mas o Brasil teve em 2025 uma colheita recorde de soja e milho.

•        “Houve problema, mas não falha”, disse o Rui Costa, ministro chefe da Casa Civil, em resposta ao questionamento feito pela ONU sobre problemas estruturais na organização da COP30.

•        Dinheiro que sobra não é devolvido, diz participante da COP sobre cartão de alimentação. Esse é o único meio de pagamento dentro das áreas oficiais do evento depois que a organização da COP30 decidiu barrar o pagamento com dinheiro ou cartões. No dia 3 de novembro, a organização da COP30 decidiu barrar o pagamento com dinheiro ou cartões dentro das áreas oficiais do evento, exigindo o uso do cartão chamado "cashless", operado pela Cielo.

•        “A ênfase na COP das contradições aponta as frustrações de metas e desmoraliza esforços. Peca pelo viés de confirmação do fracasso. Pouco construtiva e pragmática, prioriza a autoimolação e a vergonha ("naming and shaming", traduzido "expor e envergonhar publicamente" – Conrado Hubner Mendes, Folha de S.Paulo, 13/11/25

•        “Sem combater o "kit ilegalidade" da Amazônia, sem estado de direito, sem autoridade da Constituição, sem política de segurança que entenda de crime organizado e não só de matar gente pobre no morro, o Brasil não atenderá metas climáticas” – Idem

•        Desemprego em 5,6% na mínima histórica não reduz informalidade nem aumenta produtividade. Nível de ocupação informal segue ao redor de 40% dos trabalhadores. Entrega por hora trabalhada cresce só 0,3% em meio fenômeno descrito como apagão de mão de obra.

•        Governo Lula gastou R$ 345 mil para buscar com jato da FAB ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada a 15 anos por corrupção de prisão pela Justiça peruana em uma ação originada da Operação Lava Jato. Gastos envolveram custos logísticos, taxas aeroportuárias e diárias para a tripulação; não foi realizada estimativa prévia do custo da missão.

•        A Raízen divulgou em suas informações trimestrais (ITR) que teve um prejuízo líquido consolidado de R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26. Com isso, a companhia já acumula R$ 4,1 bilhões em prejuízos nesta temporada.

•        A companhia começou a receber uma parte dos recursos da venda de ativos no segundo trimestre, mas a proporção ainda é pequena ante o total acertado. No período de julho a setembro, entraram no caixa da companhia R$ 900 milhões, e a empresa informou que espera receber mais R$ 3,9 bilhões em vendas já realizadas e em negociação “nos próximos meses” (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 17/11/25)