10/07/2026

Cosan diz que foram assinados acordos de R$ 1,85 bilhão sobre terras em MT

Cosan diz que foram assinados acordos de R$ 1,85 bilhão sobre terras em MT
  • Negociações envolvem conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos
  • Áreas pertencem ao grupo Radar e serão vendidas para SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan

 

A Cosan comunicou nesta quinta-feira (9) que foram assinados acordos envolvendo terras do grupo Radar em Mato Grosso com os arrendatários SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan.

 

Após os exercícios concorrentes do direito de preferência pelos arrendatários, a companhia disse que foram assinados acordos para segregação consensual dos imóveis, bem como novos compromissos de compra e venda, respeitadas as mesmas condições comerciais já pactuadas anteriormente, com valor total de R$ 1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$ 586 milhões referentes à participação indireta da Cosan, uma das acionistas do Grupo Radar.

 

O bloco total compreende um conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, com uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares.

 

A conclusão da operação segue condicionada a condições precedentes usuais para esse tipo de operação e deverá ocorrer até 30 de outubro de 2026, segundo comunicado da Cosan.

 

Na quarta-feira (8), a SLC Agrícola divulgou que, pelos termos do acordo com outros arrendatários, adquirirá 8.900 hectares agricultáveis por R$ 669,04 milhões, sendo uma primeira parcela de R$ 255,15 milhões a ser paga na assinatura do acordo, enquanto o saldo remanescente será quitado até 30 de outubro de 2026.

 

 

O valor total da transação contempla a infraestrutura instalada na propriedade negociada, compreendendo silos, unidade de beneficiamento de algodão (algodoeira) e outras benfeitorias operacionais, afirmou a SLC, acrescentando que o valor total da terra nua útil/agricultável é de R$ 639,3 milhões, aproximadamente o valor de R$ 72 mil por ha agricultável.

 

Analistas do Citi destacaram que a mudança no acordo envolvendo a SLC representa uma redução relevante no escopo da operação e no volume de capital empregado, embora com um custo mais elevado por hectare.

 

"Na nossa avaliação, a notícia é positiva (para a SLC) sob a ótica do risco financeiro", afirmaram Gabriel Barra e Pedro Gama em relatório a clientes.

 

"As preocupações anteriores com uma pressão mais intensa sobre o fluxo de caixa e com o aumento da alavancagem da empresa —que inicialmente projetávamos atingir cerca de 2,7 vezes ao final de 2026— agora são parcialmente mitigadas. Com a redução da aquisição, estimamos que a alavancagem possa chegar a aproximadamente 2,3 vezes (excluindo operações de leasing)", avaliaram.

 

Anteriormente, a SLC anunciou que exerceria o direito de preferência para a aquisição da totalidade dos imóveis rurais que compõem o portfólio denominado "Bloco Mato Grosso", do Grupo Radar (Folha, 10/7/26)