Crise do Master avança e desafia controle político – Por William Waack
Imagem Reprodução Blog Juntos
A sensação é a de que não há, no momento, capacidade de controle em nenhum dos Três poderes para estancar a crise e se chegar a um acordão.
Neste momento, o escândalo do Banco Master está se ampliando em duas direções. Com ênfase "neste momento", pois não se pode excluir que conteúdos de celulares do dono do Master façam as coisas mudarem de sentido e direção.
Até aqui, são duas direções: a primeira é o que aconteceu nesta quarta-feira (18), com a liquidação do Banco Pleno, que era mais um dos negócios da turma do Master, o que deixou espetada uma conta de uns R$ 5 bilhões a serem saldadas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
A segunda direção tem a ver com o STF (Supremo Tribunal Federal), que vive uma crise externa e interna ao mesmo tempo, em função do Master.
Externa por motivos já tratados pelo WW, devido à perda de credibilidade e prestígio em um quadro abrangente de crise política, ao mesmo tempo que enfrenta também uma crise interna de desconfiança.
Desconfiança causada pela gravação de uma conversa fechada, que os ministros atribuem a Dias Toffoli, e pela ação policial decretada por Alexandre de Moraes, que investiga vazamentos oriundos da Receita Federal contra colegas do Supremo.
A ação desceu mal. Espera-se que o novo relator das investigações sobre o Master, o ministro André Mendonça, deixe a PF (Polícia Federal) agir como acha que tem de agir.
A sensação é a de que não há, no momento, capacidade de controle em nenhum dos Três poderes para estancar a crise e se chegar a um acordão.
Uma pizza do tamanho do Maracanã, mas, neste momento, é imprevisível (CNN, 18/2/26)

