Eles subestimaram Flávio Bolsonaro e, agora, o pânico tomou conta
O senador Flávio Bolsonaro e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro - Adriano Machado Reuters
Por Paula Sousa
Estamos assistindo ao desmoronamento de um castelo de cartas construído sobre cinismo e arrogância. O "Lula 3", que prometia picanha e amor, entregou imposto sobre o celular do trabalhador, Luz mais cara e um cheiro insuportável de mofo ético. O que as recentes pesquisas AtlasIntel e Bloomberg revelaram — o “empate técnico” com Flávio Bolsonaro na liderança — não é apenas um número: é o grito de socorro de uma nação que não aguenta mais ser governada por uma bolha de sindicalistas e militantes de redação.
A corrupção no DNA: O ciclo se fecha no INSS
Se você acha que o PT mudou, os fatos trazidos pela mídia tradicional em fevereiro de 2026 desenham um quadro diferente. A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, não é "perseguição"; é matemática. Conforme reportado pelo Metrópoles, ex-dirigentes do INSS como Virgínio Oliveira Filho e André Fideles estão em processo avançado de delação premiada.
E o que eles entregaram? O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O esquema de descontos indevidos em aposentadorias, que sangrou R$ 6,3 bilhões dos brasileiros mais vulneráveis, parece ter ramificações na árvore genealógica do Planalto. O ciclo da corrupção é "perfeito": o sindicato ligado ao irmão de Lula, Frei Chico, pede facilidades ao governo; o governo autoriza o desconto no lombo do aposentado; e, como "agradecimento", o sindicato emprega o parente do presidente. É um modelo de negócios familiar que faria qualquer máfia corar.
Enquanto tentam ressuscitar casos prescritos do passado para se dizerem "inocentes", os escândalos do Banco Master e do Banco Pleno mostram que o lulopetismo continua operando com a mesma cartilha. Tentar empurrar essa lama para a direita é como tentar apagar incêndio com gasolina: só serve para alimentar a fúria do povo que vê a economia real derretendo enquanto os amigos do rei são salvos pelo Banco Central.
O sesespero tem nome: Flávio Bolsonaro
A esquerda cometeu o erro fatal de subestimar Flávio Bolsonaro. Acharam que, por ele não ser o "vulcão" retórico do pai, seria uma presa fácil. Erraram feio. Flávio personifica a evolução da direita brasileira: moderado no tom, firme no propósito e cirúrgico na articulação.
O pânico é tão grande que o PT já ligou o modo "jogo sujo". A recente invasão de privacidade nas anotações de Flávio, publicadas pela Folha de S. Paulo, revela o nível de espionagem ao qual ele está submetido. Abriram papéis fechados para tentar criar uma crise com o deputado Pollon (MS), distorcendo avisos de boatos como se fossem pedidos de valores. O tiro saiu pela culatra: a harmonia entre Flávio e seus aliados apenas provou que a direita está mais unida do que nunca.
O senador tem o que Lula perdeu: capacidade de ouvir o centro. Enquanto o PT se isola em pautas como a escala 6x1 — que só interessa a quem nunca assinou uma carteira de trabalho — Flávio dialoga com o interior do país, com os evangélicos e com os conservadores que querem ordem, e não lacração.
A bolha do "amor" contra a realidade das ruas
É patético ver analistas da Veja e da CNN tentando explicar por que Lula está perdendo. Eles culpam o Carnaval, culpam a "comunicação", culpam até a escola de samba Acadêmicos de Niterói. Não conseguem admitir que o problema é o produto: um governo ultrapassado, com ideias econômicas da década de 70 e um líder que parece um disco riscado, pregando apenas para convertidos.
Lula sempre foi um extremista de esquerda que ignora o mercado, ignora o custo de vida e prefere gastar energia com ideologia de gênero e "todes" do que com a segurança pública que apavora as famílias. O povo percebeu que a "esperança" foi substituída pela vingança de um sistema que quer se manter no poder a qualquer custo.
Alerta: O jogo será bruto
Apesar de Flávio estar na frente, não há eleição ganha. O sistema é uma hidra que corta uma cabeça e nascem duas. A esquerda sabe que, se perder em 2026, o projeto de poder do PT acaba para sempre. Por isso, vão tentar de tudo:
- Invenção de inquéritos;
- Fake news produzidas em laboratórios de militância;
- Uso da máquina pública para asfixiar a oposição.
Flávio precisa continuar sendo o "apaziguador" que o Estadão descreveu com rancor indisfarçável. Sua força reside em não cair nas provocações baixas de tipos como Guilherme Boulos. Ele deve se proteger, blindar sua articulação e entender que cada rascunho em cima de uma mesa será usado como arma de destruição em massa pela mídia militante.
Conclusão
O lulopetismo é um câncer que metastatizou no Estado brasileiro, trocando mérito por lealdade partidária e ética por "acordos de delação". A subestimação de Flávio Bolsonaro foi o maior presente que a esquerda deu à liberdade. Agora, o desespero deles é o nosso combustível.
O Brasil não quer mais o passado de escândalos no INSS e bancos quebrados. O Brasil quer a maturidade de quem sabe governar sem precisar gritar. Flávio Bolsonaro está no caminho certo, mas o povo precisa estar alerta: o monstro está acuado, e um monstro acuado é quando ele se torna mais perigoso.
A guerra começou. E, desta vez, a verdade tem pressa. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 26/2/2026)

