22/04/2026

Ensaio de aproximação entre Lula e Trump acabou – Por Caio Junqueira

Ensaio de aproximação entre Lula e Trump acabou – Por Caio Junqueira

Lula e Trump: Brasil e EUA vivem pior momento das relações entre os dois países? – Imagem Reprodução BBC News Brasil- Getty Images

 

O ensaio de aproximação entre os presidentes do Brasil e dos EUA ficou no passado e as eleições brasileiras devem fazer essa relação piorarO ensaio de aproximação entre Lula e Trump ficou no passado.

 

A expulsão pelos EUA de um delegado da PF (Polícia Federal) se soma a uma série de indisposições neste ano e dissipam a já velha, talvez fake, química entre o brasileiro e o americano.  

 

Lula, por onde passou nesses dias na Europa, marcou posição contra Trump, usando suas falas finais da viagem, nesta terça-feira (21) para dizer que pode retaliar os EUA e expulsar oficiais americanos do Brasil como retaliação.    

 

Já Trump ignora o Brasil, mas sua equipe avança com o retorno do tarifaço contra nossa economia.   

 

cenário ruim deve piorar com as eleições brasileiras.

 

Lula tem chances reais de derrota e sua equipe entende que atacar Trump dá voto. Já o republicano nunca escondeu que torce pelo seu principal adversário do petista (CNN, 21/4/26)

 


Subir o tom em críticas a Trump traz pontos de risco para o Brasil

Foto Reprodução CNN

Subir o tom contra Trump pode beneficiar popularidade interna de Lula, mas traz riscos para negociações diplomáticas sensíveis; a análise é de Julliana Lopes, no Hora H.

 

As recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticando Donald Trump, feitas durante sua visita a Portugal, podem trazer consequências diplomáticas para o Brasil.

 

Segundo a analista de Política da CNN Julliana Lopes, durante o Hora H, embora a estratégia possa fortalecer a imagem de Lula internamente, ela apresenta pontos de risco para o país em meio à atual crise global.

 

Lopes relembrou que ao se posicionar contra o tarifaço dos EUA, o petista conseguiu abrir espaço para uma retomada de popularidade, que estava em baixa. Com isso, a postura firme contra as tarifas de Trump e as articulações de Eduardo Bolsonaro deram "novo fôlego à comunicação do Palácio do Planalto.

 

Riscos diplomáticos em jogo

 

Apesar dos potenciais ganhos internos, a analista alerta para os riscos envolvidos na atual conjuntura.

 

"É importante a gente lembrar de pontos de risco quando o Lula sobe o tom em relação ao presidente americano. Entre as questões sensíveis estão as negociações sobre terras raras e minerais estratégicos, fundamentais para o desenvolvimento tecnológico e que envolvem uma competição com a China", detalhou.

 

Outro ponto delicado é a possibilidade de retorno de tarifas americanas sobre produtos brasileiros, ainda que em escala menor que no ano anterior.

 

A analista também mencionou negociações em andamento entre Brasil e Estados Unidos para o combate ao crime organizado na América Latina, com a ameaça americana de mudar a classificação das organizações criminosas, o que poderia colocar o Brasil em posição vulnerável nas relações diplomáticas.

 

"A diplomacia brasileira está atenta aos riscos, mas avalia que, no momento atual, o presidente Lula precisa focar na comunicação interna para recuperar a popularidade perdida nas últimas semanas", concluiu (CNN 21/4/26)