26/01/2026

Escândalos e desgoverno alavancam caos institucional – Por Paulo Junqueira

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                0

Imagem Reprodução Blog Zona Curva

 

“Pressão sobre Toffoli no caso Master pode mudar o Judiciário brasileiro. Ministro tem relação com um resort financiado em parte por um fundo ligado à instituição financeira. Caso pode afetar o futuro da investigação e dar impulso à criação de novas regras para o STF

 

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), está sofrendo intensa pressão para se afastar da relatoria do caso do Banco Master. O motivo é a relação dele com um resort no Paraná que foi financiado em parte por um fundo ligado à instituição financeira.

 

O caso pode afetar o futuro da investigação e dar impulso à criação de novas regras para o funcionamento do Judiciário brasileiro” – Fábio Zanini, Folha de S.Paulo, 24/1/26

 

“Ao mesmo tempo em que estamos sendo engolidos pela corrupção desenfreada no País, quem ainda produz pode se preparar para sair do mercado. Do jeito que as coisas andam, os pequenos e médios produtores não sobreviverão. A política do governo de esquerda que aí está, está transformando 90% da população em pobres e 5% em miseráveis. Sobrarão apenas 5% dos ricos, muito ricos.

A falta de transparência e visibilidade nas ações públicas e o aumento brutal dos impostos, provoca uma inversão de valores, onde ao invés do governo servir ao povo é ele quem é obrigado a trabalhar para sustentar a elite Judicial, o funcionalismo público e os políticos que, com raras exceções, transformaram a roubalheira em epidemia nacional” – Tiago Jacintho, presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente

 

Por Paulo Junqueira

Faltam 251 dias para as eleições de 4 de outubro, quando teremos condições de mudar democraticamente e estruturalmente,  com o nosso voto, os quadros institucionais do País. Até lá, viveremos dias tensos assistindo o aumento do fosso que divide a nação, tendo de um lado o “sistema” que inclui o ativismo judicial sustentando políticos e empresários envolvidos em denúncias de desvios e corrupção e, do outro lado, produtores e trabalhadores inconformados com o status quo e comprometidos com os valores morais e éticos.

Há incertezas sobre a sustentação da atual coalizão governista e setores da esquerda buscam transformar o que chamam de "desilusão" em nova organização e luta para os próximos anos. O cenário político e econômico brasileiro apresenta elementos que sugerem uma crise institucional e de governabilidade, alimentada por uma combinação de fatores econômicos, investigações de corrupção e atritos entre os poderes. A percepção de um "desgoverno" ou de "descalabro" é impulsionada por recordes negativos e tensões políticas.

Em resumo, estes são os fatores que sustentam essa análise:

 

  • Crise Institucional e Tensão entre Poderes: O país enfrenta um momento institucional complexo, com o Judiciário (STF) por vezes ultrapassando limites constitucionais, segundo análises, gerando interferência entre os poderes. A disputa pelo orçamento, envolvendo emendas parlamentares e restrições impostas pelo STF, acirra o conflito entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

  • Percepção de Corrupção e Desgoverno: A percepção de corrupção voltou a ser um problema central no país em 2024, especialmente após a anulação de investigações da Lava Jato. O Brasil registrou uma das piores posições no Índice de Percepção da Corrupção em 2024. O governo atual é descrito por críticos como marcado por recordes negativos, incluindo descontrole fiscal, alta dívida pública, inflação, queimadas recordes e fraude no INSS.

 

  • Crise Econômica e Fiscal: O governo enfrenta um cenário desafiador com déficit zero na meta fiscal, mas com desconfiança do mercado sobre a capacidade de cortes de gastos e equilíbrio das contas. A dívida pública projeta-se em crescimento, atingindo níveis preocupantes.

 

O cenário é descrito como uma "crise de confiança", onde o governo enfrenta dificuldades em apresentar um rumo claro, agenda estabelecida ou unidade política. As tensões políticas são alimentadas pela necessidade do Planalto de enfrentar um Congresso com forte oposição, o que limita a governabilidade. Em suma, as evidências apontam para um contexto onde escândalos, investigações e dificuldades econômicas se somam para criar um ambiente de crise institucional e alta incerteza econômica. (IA Google)

 

A visão de Aldo Rebelo e do cientista político e professor Christian Lohbauer

 

Reproduzimos aqui as manifestações do ex-ministro Aldo Rebelo e do cientista político político e professor Christian Lohbauer feitas no Instagram:

econômica. (IA Google)

 

A visão Aldo Rebelo e do cientista político e professor Christian Lohbauer

 

Reproduzimos aqui as manifestações do ex-ministro Aldo Rebelo e do cientista político político e professor Christian Lohbauer feitas no Instagram:

Ex-ministro Aldo Rebelo. Foto Instagram

 

“A agenda do presidente Lula na economia se reduz a dois objetivos: o primeiro é aumentar despesas para ganhar a eleição. E para cobrir estas despesas a outra agenda é aumentar os impostos. Não há outra agenda e Lula não pensa na retomada da economia, do desenvolvimento, do crescimento.

 

Lula não olha como o Brasil possa se desvincular dos bloqueios que o impedem de crescer e o resultado disso, por exemplo, é que o Paraguai está colhendo os frutos da nossa incapacidade de criarmos um ambiente favorável ao investimento privado. Empresários com quem tenho discutido, sugerem prestarmos atenção pois a fuga de domicílios fiscais em massa vai acontecer se não houver uma mudança no País.

 

Isso já está acontecendo pois as empresas estão exportando para o Paraguai e dali nossos produtos são reexportados para o mundo. Isso em função dessa relação absurda ao não considerar que hoje o investidor não tem outra alternativa. Por que ele vai ficar esperando 30 anos por um licenciamento ambiental se ele pode ir hoje para a Guiana, por exemplo, onde tem disponibilidade de petróleo e gás que o Brasil não tem?

 

Ou ele pode ir para o Paraguai ou para a China ou para qualquer outro país. Por que ele vai ficar aqui? O Brasil precisa levar em conta essa situação”.

Cientista político e professor Christian Lohbaer

 

“Esse caso do Banco Master talvez seja o maior caso de corrupção da história do Brasil, maior até do que a Lava Jato e certamente um dos maiores do mundo. Fala-se de um desvio de quase R$ 50 bilhões, num processo absurdo e que ninguém sabe como isto vai terminar.

 

O que está afligindo as pessoas é ver o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, ocultar provas, dificultar a investigação, adotar posições que dificultam o trabalho da Polícia Federal ao mesmo tempo em que há indícios de familiares seus envolvidos no processo.

 

Há igualmente em tese  outro ministro do Tribunal (Alexandre de Moraes) com escritório de advocacia de parentes envolvidos no processo. Trata-se de questões profundas, institucionalmente difíceis de lidar e que provocam a dúvida de como isto vai terminar, embora seguindo a Constituição, cabe ao Senado da República atuar firmemente, coisa que não está acontecendo há um bom tempo.

 

O que gostaríamos que acontecesse é que estes senhores Dias Toffoli e Alexandre de Moraes tivessem a hombridade de no mínimo pedirem suas aposentadorias antecipadas, ou se declarassem impedidos, pois não estão conseguindo lidar com todos esses problemas nos quais se envolveram juntamente com parentes seus.

 

Seria melhor que se retirassem do Supremo Tribunal Federal ou do processo em si e se defendessem fora da posição que ocupam. Esta seria outra opção que também não será acolhida tão cedo. Então, o que nos parece como única alternativa é acompanharmos esse noticiário tenebroso, lamentável de enfraquecimento das instituições e um sentimento enorme de importância do cidadão trabalhador e empresário de que neste ano teremos eleições e a chance de melhorarmos nossa representação no Senado Federal.

 

É isso que temos que pensar, ou seja, colocar senadores de todos os Estados comprometidos com os nossos ideais. Este ano votamos e renovamos 2/3 do Senado, lembrando que cada Estado tem 3 senadores e serão renovados 2.

 

Serão 54 senadores que podemos trazer para melhorar este quadro de força no Senado e comprometê-los a fazerem o que precisa ser feito, ou seja, convocar a se explicarem esses juízes representantes do topo do Judiciário nacional para se explicarem.

 

De resto é acompanhar esse noticiário tenebroso que a cada dia traz mais uma notícia que envolve juízes, escritórios de advocacia, empresários e financistas responsáveis por escândalos de grande proporção. Vamos ver quanto tempo conseguimos resistir”.

 

Marcha em apoio a Bolsonaro: Acorda Brasil e o protagonismo de Nikolas Ferreira

 Foto Reprodução YouTube

A marcha comandada pelo jovem deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) remete a outras duas marchas históricas: A famosa “Marcha do Sal” liderada por Mahatma Gandhi na Índia no ano de 1930 e a “Marcha sobre Washington” onde Martin Luther King Jr. proferiu seu famoso discurso "Eu Tenho um Sonho" em 28 de agosto de 1963.

Ambas mudaram os destinos dos indianos e dos americanos. E com certeza a marcha pacífica e ordeira comandada por Nikolas Ferreira já está mudando o Brasil. A mídia oficial “chapa branca” analógica e digital preferiu destacar os efeitos de um raio que atingiu manifestantes que estavam na Praça do Cruzeiro esperando a chegada dos caminhantes que percorreram 240 kms de Paracatu (MG) a Brasília (DF).

 Debaixo de fortes chuvas e trovoadas a Marcha de Nikolas Ferreira chegou no começo da tarde à Praça do Cruzeiro em Brasília. Foto BBC News Brasil/Reuters

Esta mídia é contemplada com verbas oficiais da Secom que em 2025 “investiu” R$ 876 milhões em publicidade. Só a Rede Globo foi contemplada com R$ 462 milhões. Para se ter uma ideia do que representa este montante de recursos, três dos cinco  maiores anunciantes na mídia brasileira são a Claro (R$ 339 milhões), Mercado Livre (R$ 243 milhões) e Viva Sorte (R$ 281 milhões.

Há um dado, espertamente omitido pela mídia “chapa branca” que atesta a grandiosidade e o impacto que a Marcha de Nikolas Ferreira já está provocando na política brasileira: Um vídeo produzido pelo jovem deputado federal no último sábado (24) teve nada menos do que 30 milhões de surpreendentes visualizações. Trata-se não apenas de um recorde nacional mas também global!

  

A força ativa do agro paulista

Com Guilherme Piai na Secretaria da Agricultura e Abastecimento e o governador Tarcísio de Freitas o agro paulista ocupou lugar de destaque na produção agrícola e rural do Brasil

 

Em que pese na Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP a falta do espírito democrático, já que o comando da entidade está há mais de meio século nas mãos da “Dinastia Meirelles” – 48 anos de Fábio de Salles Meirelles e desde dezembro de 2023 com a tentativa de colocar como seu sucessor o filho Tirso Meirelles, cuja eleição foi anulada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – o agro paulista continua mantendo seu protagonismo na economia do Estado de São Paulo.

 

Os dados abaixo da balança comercial em 2025 confirmam a força dos produtores rurais paulistas:

Superávit: US$ 23,09 bilhões

Exportações: US$ 28,82 bilhões

Importações: US$ 5,73 bilhões

Participação na Economia Paulista

* 40,5% de todas as exportações do Estado de São Paulo em 2025

* 6,6% das importações estaduais

Destaques do Desempenho

* Segundo maior valor exportado da série histórica do agro paulista

* Resultado positivo mesmo com impacto do tarifaço norte-americano no segundo semestre

Principais Produtos Exportados

Complexo sucroalcooleiro: 31% da pauta, US$ 8,95 bilhões, Açúcar (93%) e etanol (7%)

Carnes: 15,4% (US$ 4,43 bilhões), sendo que a carne bovina representa 85%

Sucos: 10,4% (US$ 2,98 bilhões), sendo que o suco de laranja concentra 97,9%

Produtos florestais: 10,3% (US$ 2,97 bilhões)

Celulose (55,8%) e papel (35,5%)

Complexo soja: 8% (US$ 2,32 bilhões), sendo a soja em grão (77,9%) e farelo (16,7%)

Café: 6,3% da pauta (US$ 1,82 bilhão)

* São Paulo respondeu por 17% das exportações do agronegócio brasileiro em 2025

* 2ª posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%)

Fonte: Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento

 

VÁRIAS...

  • Irrelevância 1: O Brasil agora está sozinho na América Latina, segundo reportagem da agência Deutsche Welle. Os vínculos geopolíticos que, até mais recentemente, eram importantes na ONU ou no grupo Brics perderam grande parte de sua importância. Os EUA querem enfraquecer as Nações Unidas e estão se retirando aos poucos da entidade;
  • Irrevelância 2: O Brics também vem mostrando ser um tigre sem dentes. A Rússia e a China não conseguiram proteger um aliado próximo como a Venezuela. Além disso, o protesto de Moscou e da China contra a ação militar dos EUA acabou sendo meramente protocolar;
  • Irrelevância 3: Também na América do Sul, as chances de o Brasil aumentar seu peso geopolítico, por exemplo, atuando como potência regional, diminuíram. Isso porque a região está ideologicamente dividida;
  • Irrelevância 4: O Fórum Econômico Mundial promovido na semana passada em Davos na Suíça considerou a participação do governo brasileiro como “discreta”, com ausências notáveis de líderes de alto escalão do governo e da burocracia estatal;
  • Irrelevância 5: O evento reposicionou o agro e o meio ambiente como infraestrutura econômica global. Convenhamos, nem o presidente, seu vice ou qualquer um dos seus 38 ministros, incluindo os da Agricultura e do Meio Ambiente, reuniam conhecimento, expertise e interesse para defender o agro e o maio ambiente brasileiro;
  • COP30: TCU identifica falhas em licitação. Representação de deputados federais do PL apontou sobrepreço de 1.000% em uma cadeira, 650% em uma impressora e 180% em um frigobar alugados para os estandes;
  • "As evidências apresentadas, com sobrepreços que alcançam 1.000% em itens como mobiliário, configuram fortes indícios de abuso da posição dominante e violação aos princípios da economicidade e da moralidade administrativa", cita o relatório do TCU;
  • Cleptocracia é um governo cujos líderes corruptos usam o poder político para se apropriar da riqueza de sua nação, geralmente com o desvio ou apropriação indevida de fundos do governo às custas da população em geral;
  • A questão sobre se o Brasil vive uma "cleptocracia" (governo de ladrões) é um tema complexo, político e amplamente debatido, não existindo um consenso único. No entanto, dados recentes indicam uma piora significativa na percepção da corrupção e no funcionamento institucional, segundo o IA Google;


  • Nota publicada na Folha de S.Paulo desta última sexta-feira (23): “O Theatro Municipal de São Paulo será palco de um debate sobre os desdobramentos do acordo Mercosul-União Europeia e o papel do Brasil no comércio global. O evento, organizado pela AgroTalk Mind, ocorrerá no próximo mês;
  • Pelo menos 11países deverão marcar presença no evento. Além de participantes da América do Sul, estarão México, Japão, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Israel. Do lado brasileiro, participarão vários representantes do agronegócio, entre eles o ex-ministro Roberto Rodrigues”;

Presidente Lula esteve em Salvador para cerimônia com o MST — Foto: Ricardo Stuckert/PR

  • Governo anuncia pacote de R$ 2,7 bilhões para reforma agrária e a aquisição de diversas fazendas em São Paulo (sic), Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe, com “milhares de hectares” que serão destinados a assentamentos. Não foi informado o tamanho total das áreas;

João Pedro Gonçalves da Costa, ex-senador do Amazonas pelo PT, diretor de Governança da Terra do no Incra ao lado do presidente Lula da Silva

  • Diretor do Incra atuou em favor do projeto de Vorcaro que explora carbono de forma irregular;
  • Uma empresa de familiares de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) negociam a geração de créditos no mercado de carbono em uma área de assentamento extrativista em Apuí (AM) sem consulta prévia à comunidade. A iniciativa tenta repaginar projeto anterior de geração de ativos ambientais cancelado sob acusações de fraude fundiária;
  • Segundo a Folha de S.Paulo, o diretor de Governança da Terra do Incra em Brasília, João Pedro Gonçalves da Costa, cobrou celeridade do próprio órgão, no fim do ano passado, para que documentos relacionados a um TAC (termo de ajuste de conduta) apresentado pelos donos do projeto de carbono fossem avaliados;
  • O propósito era apresentar a iniciativa na COP30, em Belém (PA), como um grande projeto de exploração de carbono na Amazônia. Havia, inclusive, uma agenda já programada para apresentar detalhes do negócio. Para o Incra, no entanto, a geração dos créditos é irregular porque tem origem em terras da União e sem donos privados;
  • O ranking Leiden das universidades mais produtivas do mundo destronou Harvard, tirando-a do primeiro lugar e passando-a para o terceiro. O primeiro lugar foi para a universidade de Zhejiang e o segundo para a de Xangai;
  • A China capturou oito dos dez melhores lugares. A Universidade de São Paulo ficou em 17º lugar;
  • Opinião do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil: “Escândalos e investigações em curso no País podem pautar diretamente a dinâmica eleitoral deste ano. Toda eleição nacional deixa uma marca após seu fim. Os erros e desunião do segmento político da direita podem selar a vitória de Lula na urna. E, portanto, ser uma marca da eleição também”.

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 26/1/26)