Exportações de algodão crescem 22% em 2026
As exportações brasileiras de algodão superaram 2 milhões de toneladas nos oito primeiros meses de 2026 — Foto: Wenderson Araujo/CNA
Em agosto, foram embarcadas 106,3 mil toneladas, crescimento de 37,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
As exportações brasileiras de algodão superaram 2 milhões de toneladas nos oito primeiros meses de 2026, volume 22% maior que o registrado no mesmo período de 2025. Os dados mais recentes, divulgados na última semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que, em agosto, foram embarcadas 106,3 mil toneladas, crescimento de 37,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A receita com os embarques chegou a US$ 179,7 milhões, alta de 45,5%, enquanto o preço médio ficou em US$ 1,70 por quilo FOB, 6% acima de agosto de 2025. Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado mostra que, para além das oscilações mensais, o país mantém uma trajetória consistente de expansão no mercado internacional, e se consolida líder no fornecimento global.
Em agosto, a Índia se destacou entre os principais destinos do algodão brasileiro. O país respondeu por 25,9% dos embarques, seguido por Paquistão, com 16,5%; Bangladesh, 14%; Vietnã, 13,3%; e Turquia, 11%.
“A oferta robusta, a qualidade da fibra e a capacidade de atender compradores com diferentes perfis têm sustentado o avanço brasileiro no mercado internacional. Esse desempenho mostra a capacidade do país de ampliar sua participação no abastecimento da indústria têxtil mundial”, afirma, em nota, o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Na avaliação da entidade, o desempenho externo acompanha os avanços obtidos pela cadeia brasileira nos últimos anos em produtividade, qualidade da fibra, sustentabilidade, rastreabilidade e profissionalização. Esse conjunto de fatores contribuiu para ampliar a presença do produto brasileiro e a confiança dos compradores internacionais.
“Nosso desafio é continuar ampliando mercados e fortalecendo relações comerciais de longo prazo, mas também garantir condições para escoar uma produção crescente. O Brasil está bem-posicionado para atender uma demanda que valoriza cada vez mais origem confiável, sustentabilidade e rastreabilidade”, conclui Wajs (Globo Rural, 10/9/26)

