24/10/2025

Faesp: Produtores cobram transparência e criticam senadora ex-ministra

Falsa idolatria: A influenciadora Cíntia Chagas, que chega a cobrar até R$ 100 mil por palestra, em evento da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP e Tirso Meirelles, presidente sub judice da entidade que persegue os associados dos sindicatos rurais de Ribeirão Preto e Araraquara negando a eles os repasses obrigatórios das taxas Senar

Produtores rurais paulistas cobram e mostram revolta e indignação com a falta de critérios que norteiam “a infeliz” gestão de Tirso Meirelles, presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP, cuja eleição em dezembro/23 foi anulada por fraude e irregularidades pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Eles também criticam a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) por recentes declarações contra o ex-presidente Bolsonaro cobrando dela no mínimo “coerência e gratidão.”

Cíntia Chagas

Segundo press release publicado no site www.faespsenar.com.br, “nesta terça-feira (21), a Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) se reuniu na zona sul de São Paulo para apresentação de resultados e debate da presença feminina no agronegócio paulista. As mulheres presentes ao encontro tiveram ainda uma palestra com a educadora, influenciadora digital e escritora Cíntia Chagas.”

Segundo o serviço de IA do Google, Cíntia Chagas cobra até R$ 100 mil por palestra e conseguiu mais de 5 milhões de seguidores nos últimos dois anos. Ela esteve recentemente envolvida em dois escândalos que tiveram forte cobertura nacional através das redes sociais e da mídia tradicional (Vide matérias abaixas transcritas dos blogs do jornalista Ricardo Feltrin, CNN Brasil e Metrópoles). Ambos os casos envolvem alegações  de agressões sofridas por ex-maridos.

No primeiro caso, ela foi condenada, em sentença transitada em julgado, ao pagamento ao ex-marido Luiz Fernando Garcia de indenização por danos morais de R$ 10 mil. No segundo caso, laudo judicial comprovaria que ela não sofreu violência física por parte do ex-marido o deputado estadual Lucas Bove (PL).

A delegada do caso Dannyella Gomes Pinheiro, titular da 3ª Delegacia de Defesa da Mulher da capital, “não teria levado em consideração laudo judicial que concluiu não ter havido violência física e indiciou o deputado por "violência psicológica" do mesmo jeito; e também por perseguição”, segundo o jornalista Ricardo Feltrin.

O advogado e produtor rural Paulo Junqueira, presidente do Sindicato e a Associação Rural de Ribeirão Preto e a Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo e líder do movimento de oposição “Nova Faesp”, questiona o critério para a escolha da professora e influenciadora Cíntia Chagas para proferir palestra em evento da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo Faesp/Senar-SP:

“Desconheço sua expertise em economia agropecuária e conhecimentos do agronegócio. O que me parece inverossímil, seria o investimento feito para pagar a palestra com recursos que nós produtores rurais recolhemos para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e que o Senar-SP não transfere para os sindicatos rurais de Ribeirão Preto e Araraquara, num processo claro e vergonhoso de revanchismo explícito imposto por Tirso Meirelles presidente sub judice da nossa federação e que tenta suceder ao pai Fábio Meirelles que presidiu a entidade por quase meio século, 48 anos para ser preciso”.

Barraco na Feira do Empreendedor

Nesta última segunda-feira (20), Tirso Meirelles, o presidente sub judice da Faesp/Senar-SP proferiu “palestra” na Feira do Empreendedor evento organizado e promovido pelo Sebrae-SP. Apresentando dados e informações equivocadas, ele mudou o protocolo da sua apresentação não permitindo que a pequena plateia que o assistia formulasse perguntas e o questionasse.

Sentado bem à sua frente, na primeira fileira, estava João Henrique de Souza Freitas, secretário municipal da Agricultura e vice-presidente do Sindicato Rural de Araraquara, integrante do movimento de oposição “Nova Faesp”. Sua presença incomodou Juliana Farah, companheira do presidente sub judice da Faesp Tirso Meirelles e diretora do Grupo Semeadoras do Agro.

Testemunhas a viram pedir que o secretário da prefeitura de Araraquara fosse retirado do recinto pois ela temia que ele formulasse perguntas que certamente constrangeriam Tirso Meirelles. Ao final do que seria uma palestra ficou a decepção das poucas pessoas que estavam no local pois, além de lhes cortarem o direito de perguntas, saíram do local com a certeza de não terem aprendido absolutamente nada.

Senadora é acusada de ingratidão e de alianças abjetas

Legenda: Tirso Meirelles, presidente sub judice da Faesp/Senar-SP, a senadora e ex-ministra Tereza Cristina e Carina Ayres, secretária da Agricultura e Abastecimento de São José do Rio Preto

Pelas redes socias circula texto no qual Teresa Cristina, senadora pelo Estado do Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, é duramente criticada depois de sugerir que “Bolsonaro deveria logo dizer que não é candidato e lançar um nome a estratégia. No texto (abaixo transcrito) ela é apontada como “ingrata” e “sem caráter definido”

A senadora e ex-ministra Tereza Cristina tem participado de eventos ao lado do presidente sub judice da Faesp/Senar-SP que teve sua eleição anulada por fraude e irregularidades pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região

Produtores rurais paulistas estranharam a aproximação da senadora e ex-ministra com o presidente sub judice Tirso Meirelles da Faesp/Senar-SP que representa a tentativa de perpetuação no comando da entidade da “Dinastia Meirelles”. “Ela escolheu o lado mais abjeto da representação do agro paulista e brasileiro. Há dúvidas e questionamentos se Tirso Meirelles é mesmo produtor rural. Isto porque há também decisão no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho de exibição de documentos que até o momento não foi cumprida”, afirmam.

O comentário se refere a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região obrigando Tirso Meirelles a apresentar os comprovantes dos 50 candidatos que integraram sua tentativa e anulada eleição em dezembro de 2023 a confirmarem que são, de fato e de direito, legítimos produtores rurais.

“A Ingratidão travestida de estratégia

A recente declaração da ex-ministra Tereza Cristina, sugerindo que Bolsonaro “deveria logo dizer que não é candidato e lançar um nome e a estratégia”, revela muito mais do que uma opinião política — mostra o quanto a ingratidão e o oportunismo ainda são moedas correntes na política brasileira.

Tereza Cristina foi uma das figuras mais prestigiadas do governo Bolsonaro, inclusive pelo próprio Bolsonaro, conduzindo uma das pastas mais importantes — a Agricultura — frise-se, com total confiança e respaldo do então presidente. Em um momento de turbulência política e desconfiança generalizada, Bolsonaro não hesitou em lhe entregar uma das cadeiras mais estratégicas do governo, justamente por acreditar em sua lealdade e competência.

Mas o tempo revela o caráter.

Hoje, a senadora parece esquecer que o mesmo presidente que a projetou politicamente, que a defendeu e lhe deu espaço em um governo constantemente atacado, foi também aquele que enfrentou acusações de machismo enquanto tratava Tereza com respeito, confiança e visibilidade pública.

Ao insinuar um afastamento político, Tereza Cristina entra para o time dos ingratos — aqueles que confundem cálculo com caráter, e pragmatismo com traição. Na política, a traição é muitas vezes normalizada, mas não deixa de ser um ato lamentável. O ingrato sempre busca o novo “porto seguro”, sem perceber que quem abandona a lealdade abandona também a própria dignidade.

Bolsonaro pode até ser tratado por alguns como um “vivo morto”, mas esquecem que ao seu lado ainda existem milhões de brasileiros que continuam acreditando nas propostas, nos valores e na força moral que ele representou — e representa — para grande parte do país.

Tereza Cristina talvez tenha esquecido que quem constrói carreira sobre a confiança de outro não pode destruir essa ponte sem carregar a marca da ingratidão.

Porque, no fim, a política muda, os cargos passam, mas o caráter permanece — ou se revela.

Ingratidão é o ato de quem não tem o caráter definido. E o caráter, quando é frágil, não resiste ao primeiro sopro de conveniência”

 

Notícia do Blog do jornalista Ricardo Feltrin

É o LAUDO JUDICIAL, que concluiu que Cíntia Chagas não sofreu violência física ou psicológica.

A delegada do caso, no entanto, ignorou o laudo e indiciou o deputado por "violência psicológica" do mesmo jeito; e também por "perseguição".

O canal apurou que, como sempre, houve pressão de "feministas" militantes sobre a delegada para que ela o indiciasse. O MP nem precisa ser pressionado.

De alguma coisa ele precisava ser acusado, pelo jeito.

A Vara onde o processo Cíntia-Bove está correndo é lembrada por ser uma das mais implacáveis contra homens no país. Inclusive contra os que são inocentes (Blog Jornalista Ricardo Feltrin)

Polícia indicia deputado Lucas Bove por violência contra Cíntia Chagas

Influenciadora afirma ter sido impedida de comentar o caso; defesa do político alega que os fatos foram distorcidos.

 

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) pelos crimes de stalking e violência psicológica contra a influenciadora e ex-esposa, Cíntia Chagas. O inquérito é conduzido pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

 

defesa de Cíntia, representada pela advogada Gabriela Manssur, afirmou que a denúncia do Ministério Público ainda não foi apresentada. Manssur também destacou que a influenciadora foi proibida de comentar sobre o processo por meio de medidas cautelares que, segundo ela, só poderiam ser aplicadas se houvesse investigação ou ação penal contra Cíntia, o que não existia.

 

“Essa tentativa perversa de inverter a realidade e transformar a vítima em acusada causou enorme constrangimento à Cíntia e já foi reconhecida pelo próprio Ministério Público, que requereu a imediata revogação dessas cautelares impostas contra ela”, disse a defesa em nota.

 

Por outro lado, a defesa do deputado, por meio de nota publicada nas redes sociais de Lucas Diez Bove, afirmou que Cíntia divulgou indevidamente informações sob segredo de justiça e distorceu os fatos. “Coincidentemente, no passado, a própria justiça reconheceu que Cíntia faltou com a verdade em acusações similares contra outra pessoa com quem se relacionou, condenando-a ao pagamento de indenização por isso”, afirmaram os advogados.

 

Ainda segundo a nota, a Polícia teria informado que não houve agressão física nem ameaça à influenciadora. “Serão novamente requeridas providências para apurar o recorrente vazamento de informações do processo, uma vez que tal atitude caracteriza delitos previstos nos artigos correspondentes”, finalizou a defesa.

 

Veja nota de defesa de Cíntia Chagas

 

O indiciamento de Lucas Bove por violência doméstica, especialmente por stalking e violência psicológica, é uma vitória importante — ainda que aguardemos a denúnica do Ministério Público. Respeito profundamente o trabalho da delegada, que tem atuado com imparcialidade e seriedade, mas entendo que a denúncia também deva englobar a violência física, que está comprovada nos autos.

 

Esse indiciamento também comprova o absurdo da censura imposta contra Cíntia. Ela foi proibida de falar sobre o processo por meio de medidas cautelares que só poderiam existir se houvesse investigação ou ação penal contra ela — algo que nunca existiu. Essa tentativa perversa de inverter a realidade e transformar a vítima em acusada causou-lhe enorme constrangimento e já foi reconhecida pelo próprio Ministério Público, que requereu a imediata revogação dessas cautelares impostas contra Cíntia.

 

É preciso lembrar que o segredo de justiça tem por finalidade proteger a mulher vítima de violência, e não blindar o agressor. Infelizmente, o que temos visto, não apenas no caso de Cíntia, mas também em outros, é a instrumentalização do sistema de justiça para perseguir, silenciar e processar mulheres que tiveram a coragem de denunciar. Isso gera medo, faz com que muitas desistam, se calem e até adoeçam. Essa distorção não pode ser normalizada.

 

Ninguém tem o direito de transformar em vilã uma mulher que denuncia violência, sobretudo quando essa violência é cometida por autoridades ou pessoas em cargos públicos. É exatamente nesses casos que o Estado precisa estar ainda mais atento, para que o poder não seja usado como arma de opressão contra as vítimas.

 

Veja nota de defesa de Lucas Diez Bove

 

O Deputado Lucas Diez Bove, através de seus advogados, esclarece que, mais uma vez, Cintia Chagas divulga, indevidamente e em completo desrespeito à ordem judicial imposta em seu desfavor, informações sigilosas vinculadas aos fatos mentirosos constantes em procedimento protegido sob segredo de justiça, visto que possui contra si medida cautelar que lhe proíbe, expressamente, de falar sobre os fatos ainda em andamento. E o mais grave é que distorce a verdade, como fez desde o início, tentando se favorecer e tirar proveito de suas falácias.

 

Aliás, difusamente do que falsamente espalhou, saliente-se que a Autoridade Policial foi taxativa em afirmar que NÃO houve qualquer agressão física ou ameaça à Cintia Chagas, o que somente veio a confirmar a estratégia vil com que agiu, sempre tentando manipular a verdade dos fatos criando ardilosa história que teria sido agredida fisicamente.

 

Coincidentemente, no passado, não esqueçamos que a própria Justiça reconheceu que Cintia faltou com a verdade em acusações similares contra outra pessoa com quem ela se relacionou, condenando ao pagamento de indenização por isso, inclusive.

 

Ademais, os fatos mencionados neste Inquérito Policial se confundem com outros em que o Deputado é a vítima e são oriundos da separação litigiosa ocorrida entre as partes. E, o nosso constituído confia na Justiça e aguardará o reconhecimento de não cometeu qualquer ato criminoso.

 

Derradeiramente, esclareça-se que novamente serão requeridas providências para apurar o recorrente vazamento das informações do processo.

 

Denúncia

 

A influenciadora Cíntia Chagas denunciou o ex-marido no dia 4 de setembro de 2024, por violência ocorrida durante o relacionamento.

 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), um inquérito policial foi instaurado pela 3ª DDM do estado após a influenciadora prestar queixas na polícia contra o ex-companheiro. Em decorrências das denúncias, uma medida protetiva foi solicitada para sua proteção.

 

Em 2024, a influenciadora se manifestou nas redes sociais sobre as possíveis causas que teriam levado seu casamento com o político ao fim. Segundo ela, o divórcio entre eles foi necessário devido a uma situação grave vivenciada por ela.

 

"Uma parcela considerável de pessoas vem me atacando, em todas as redes sociais, até hoje. O motivo? Alegam que, após me casar sob as bênçãos da Igreja Católica, desisti do casamento. Para que os ataques cessem, não vejo saída a não ser afirmar que precisei pedir o divórcio em decorrência de uma situação grave, lamentável e triste. Por favor, parem. ", escreveu Cíntia em uma publicação

 

Após a repercussão do caso, o deputado Lucas Bove (PL), eleito por São Paulo ao cargo em 2022, também recorreu às redes para falar do assunto. Ele comentou sobre as acusações feitas pela ex-mulher:

"Hoje meu coração está ferido, jamais esperava isso de quem tanto amei e cuidei. Para começar: eu jamais encostaria a mão para agredir uma mulher.", afirma o deputado na legenda da publicação.

 

Cíntia Chagas já foi condenada a indenizar outro ex por danos morais

Antes de denunciar Lucas Bove por violência doméstica, a influenciadora Cíntia Chagas já tinha acusado outro ex-marido de agressão.

 

Ex-esposa de Lucas Bove (PL-SP), Cíntia Chagas atualmente acusa o deputado estadual de agressão e até pediu a prisão preventiva do parlamentar. Anteriormente, a influenciadora e professora de português foi condenada a pagar indenização a outro ex-companheiro por danos morais. Após o fim desse relacionamento anterior, em fevereiro de 2021, ela também registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica. O caso acabou arquivado porque ela não representou criminalmente o ex-marido.

 

Na ação de danos morais, o psicólogo, empresário e palestrante Luiz Fernando Garcia, com quem Cíntia foi casada pouco mais de um ano, apresentou prints de posts em redes sociais, nos quais a influencer se referia a ele. As provas foram consideradas para a sentença que determinou, em terceira instância, o pagamento de R$ 10 mil ao ex.

 

Indenização por danos morais a outro ex

 

Na Justiça, Luiz Fernando Garcia pedia que Cíntia Chagas parasse de publicar qualquer fato em relação ao casamento ou à vida pessoal e profissional do ex-marido, autor da ação, “especialmente os que venham a atingir sua honra”.

 

O processo sintetiza que Cíntia – sem citar explicitamente o nome de Luiz Fernando – fez publicações nas quais o acusava de ter aplicado um golpe. Nos Stories, ela o chamava de “estelionatário”, “bandido” e “ladrão”.

 

“Um homem que conviveu comigo tem utilizado materiais meus (como um vídeo criado, roteirizado e totalmente escrito por mim) para dizer que eu sou o ‘case’ de sucesso dele. Em reuniões, ele apropria-se criminosamente de um piloto meu e coloca-se como escritor e roteirista”, escreveu a influenciadora. “Não satisfeito em me roubar financeiramente, tenta agora usurpar uma propriedade intelectual minha”, acrescentou.

 

A manifestação de Cíntia, juntada em abril de 2021, nega que o dano moral tenha ocorrido. Na peça, ela alegou que não citou o nome do ex-marido nas publicações apresentadas por ele à Justiça.

 

Cíntia pediu ainda que a Justiça considerasse o momento crítico de pandemia global para não aplicar a sentença. “Cabe destacar, em meio à pandemia, pedidos de danos morais devem ser vistos com parcimônia, afinal, todos foram pegos de surpresa e não tiveram tempo hábil para se adequar às mudanças drásticas impostas.”

 

Após recurso, a 9ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a influenciadora pague R$ 10 mil ao ex-companheiro.

 

A sentença em primeira instância, proferida pelo juiz Celso Lourenço Morgado, da 39ª Vara Cível de São Paulo, foi de indenização de R$ 20 mil. Depois, a 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação da influenciadora, mas reduziu a pena para R$ 10 mil ao ex-companheiro.

 

Cíntia recorreu até a terceira instância. Neste ano, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a indenização de R$ 10 mil foi mantida. Procurada, a defesa de Chagas informou que “está sendo avaliado o interesse na interposição dos recursos processualmente cabíveis”.

 

Também contatado pelo Metrópoles, Luiz Fernando destaca que Cíntia Chagas chegou a publicar, em 2020, um livro com a fotografia do então casal estampada na capa. O título da obra é Um Relacionamento Sem Erros (de Português): Aprenda com As Histórias da Professora Mais Divertida do Brasil.

 

“No livro, ela me enaltece de ponta a ponta, depois entrou com o processo [de violência doméstica], e depois não queria se separar mais”, argumenta o psicólogo.

Acusação anterior de agressão 

 

Assim como Lucas Bove, Luiz Fernando Garcia foi acusado de agredir Cíntia Chagas. O boletim de ocorrência foi aberto em fevereiro de 2021 e uma medida protetiva concedida. Eles não conviviam desde novembro de 2020.

 

No registro policial, feito na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, Chagas acusa Garcia de ser “agressivo e controlador”, e de oprimi-la por meio de “métodos psicológicos” que “conhecia por ser psicanalista”. Afirma ainda que ele “batia em objetos para não agredi-la”.

 

O registro foi encaminhado à 3ª Delegacia de Defesa da Mulher, no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. À época, Cíntia escolheu não representar criminalmente contra o ex-marido.

 

Nos autos da ação de danos morais, também há prints feitos por Cíntia de mensagens em que Luiz Fernando assume ter manifestado “as próprias frustrações de forma agressiva”. “O que aprendi: nunca mais irei ser agressivo com uma mulher”, reconheceu o empresário.

 

O caso foi arquivado pela Justiça porque ela acabou não representando criminalmente o ex-marido. As medidas protetivas também foram revogadas.

 

Lucas Bove e Cíntia Chagas

 

Na última sexta-feira (18/10), Cíntia Chagas pediu prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove, com quem foi casada por três meses. A defesa da influenciadora acionou a Justiça de São Paulo nesse mesmo dia, alegando que houve descumprimento da medida protetiva de urgência, com base na Lei Maria Penha.

 

Bove é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por violência contra a mulher, violência psicológica, ameaça, injúria e perseguição. Atualmente, o deputado está impedido de chegar a menos de 300 metros da ex-companheira. Ele também não pode ligar, enviar mensagens de texto, nem mencioná-la nas redes sociais.

 

Após pedidos de cassação do mandato de Lucas Bove serem protocolados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o político se defendeu publicamente. Ele afirmou que o “uso incorreto” da lei Maria da Penha pode prejudicar quem realmente precisa de proteção da Justiça (Metrópoles, 23/10/24)

 


Recebi mais apoio da esquerda do que da direita, afirma Cíntia Chagas na GloboNews

O ‘GloboNews Debate’, com Julia Duailibi, recebeu a jornalista e ativista feminista Manuela d’Ávila, ligada à esquerda, e a influenciadora e escritora Cíntia Chagas, associada ao discurso da direita elitista.

 

Violência doméstica foi um dos assuntos no debate sobre feminismo e o espaço de poder das mulheres, no GloboNews Debate desta terça-feira (2). As convidadas foram Manuela d’Ávila, jornalista e a influenciadora Cíntia Chagas.

 

Influenciadora vítima de violência doméstica diz que uma mulher pode ser conservadora e, ao mesmo tempo, defender pautas do feminismo

 

No momento mais surpreendente do programa, a apresentadora perguntou a Cíntia se ela recebeu apoio de esquerdistas após a revelação da violência doméstica praticada por seu então marido.

 

“Eu fui muito, muito bem acolhida”, respondeu. “Mais do que pela direita?”, perguntou Julia. “Infelizmente, mais”, afirmou a convidada após segundos de hesitação.

 

“Não que eu não tenha recebido apoio da direita. Recebi apoio de muitas seguidoras, abraços em palestras, até em três que fiz em Portugal. Recebi muito apoio, sim, mas as críticas vorazes que teceram contra mim vieram de mulheres de direita. Mas não tenho ressentimento porque eu fui uma delas.”

 

"As críticas vorazes que teceram contra mim vieram de mulheres de direita", afirma Cíntia Chagas

 

A influenciadora explicou por que algumas vezes usou as redes sociais para “acabar com a raça das feministas”.

 

“Agora, talvez mais madura, eu olho para trás e vejo que a raiva que eu tinha das feministas vinha da raiva que eu tinha daquilo que eu vivia na minha casa, no meu casamento. Então, eu precisava externar isso. Era um processo de negação”, explicou.

 

“O tempo todo eu falava bem do meu casamento para que eu mesma acreditasse que eu tinha dado certo. Por que o que a mulher conservadora quer? Ela quer dar certo na família, dar certo no casamento. Os piores vídeos que fiz contra feministas foram subsequentes a dias de agressões mais graves que eu sofri.”

 

A entrevistada defendeu que “a pauta do feminismo é suprapartidária, está acima de ideologia, está acima da política”.

 

"Há uma construção social de que a nossa felicidade se dará dentro de um relacionamento; há outras possibilidades", afirma Manuela d'Ávila

 

Manuela d’Ávila disse compreender a professora de oratória. “Essa coragem da Cíntia é talvez o fato mais importante que tenha acontecido para a gente debater a violência doméstica no Brasil no ano que passou. Primeiro porque ela conecta aqui uma dimensão que nós, mulheres públicas, temos nos esforçado muito para fazer as pessoas compreenderem.” 

 

A ex-deputada prosseguiu na análise. “Eu entendo as mulheres conservadoras, porque há uma construção social de que a nossa felicidade se dará dentro de um relacionamento. O que nós, feministas, afirmamos não é que essa não é uma possibilidade, mas que existem outras possibilidades e é preciso explorá-las.”

 

Em suas redes sociais, Cíntia Chagas recebeu numerosas mensagens de apoio, mas também críticas de quem a viu ‘trair’ a direita na GloboNews, canal demonizado pelos conservadores radicais (Portal Terra, 22/10/25)

 

 



Comissão Semeadoras do Agro da Faesp se reúne em evento prévio do CNMA

Foto Divulgação Faesp/Senar-SP

Encontro reuniu Sistema Faesp/Senar, sindicatos rurais paulistas, Sebrae Delas e o Congresso Mulheres do Agro para palestras e apresentação de resultados.

Nesta terça-feira (21), a Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) se reuniu na zona sul de São Paulo para apresentação de resultados e debate da presença feminina no agronegócio paulista.

O evento “Semeando Conhecimento e Liderança” uniu o Sistema Faesp/Senar, os sindicatos rurais paulistas, o Sebrae Delas e o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, numa demonstração e celebração da força feminina cada vez mais presente no campo.

Juliana Farah, presidente da Comissão, falou para uma plateia de presidentes e coordenadoras de sindicatos ruais, na véspera do 10º Congresso Nacional de Mulheres do Agronegócio (CNMA), a respeito do protagonismo crescente das mulheres no agronegócio, seja na liderança de propriedades rurais, seja reinventando o setor através do empreendedorismo, da ciência e da tecnologia.

“O que as Semeadoras do Agro têm realizado nestes três anos só é possível através dos sindicatos rurais e dos cursos do Senar-SP. É o elo entre esses dois entes que têm impactado a vida das mulheres e as tirado da invisibilidade”, afirmou.

Ela explicou que ainda há muitas pessoas que não conhecem o trabalho da Faesp e do Senar-SP e que é preciso fortalecer os sindicatos e sua importância junto à comunidade para que a sociedade compreenda o que efetivamente é feito e seus resultados ao homem e à mulher do campo.

“Nós temos convicção de que há muito a ser trabalhado, desenvolvido, realizado e transformado. O agro brasileiro é forte e seu papel para a economia e a sociedade passa efetivamente e cada vez mais pelas mãos das mulheres”, frisou a ex-secretária de Política para Mulheres e atual vereadora, Sonaira Fernandes.

Ana Flavia Silva, consultora de projetos especiais do Sebrae-SP, participou do encontro e destacou a parceria entre as entidades. “Para nós, do Sebrae-SP, estarmos juntos ao Sistema Faesp/Senar, e apoiarmos a Comissão Semeadoras do Agro é motivo de orgulho, dada a entrega e a capacidade de transformação empreendedora que estamos vendo brotar nesses anos”, concluiu.

Cíntia Chagas

As mulheres presentes ao encontro tiveram ainda uma palestra com a educadora, influenciadora digital e escritora brasileira Cíntia Chagas, conhecida por lecionar português de forma irreverente e por defender a língua portuguesa.

Cíntia contou como deixou de ser uma professora de cursinho e trilhou um caminho para independência financeira e o reconhecimento nacional, através da participação em programas jornalísticos, de entrevistas e até populares.

Em quase uma hora de palestra, ela interagiu com a plateia e contou de maneira divertida como perseguiu seus sonhos, como se manteve sempre motivada a alcançá-los e como são sinônimos de empreendedorismo, desde os aulões em forma de balada em Belo Horizonte aos dias de hoje.

O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, destacou o trabaho das mulheres e enalteceu a transformação que vem sendo imprimida com os módulos da Comissão semeadoras do Agro e do projeto “Semear é Cuidar”, que leva cuidados de prevenção ao câncer de mama e ao câncer do colo do útero.

“Quero agradecer a Cíntia pela história fascinante e rica de sua trajetória. Os exemplos de estudo, perseverança e planejamento de negócio que ela trouxe são incentivos a cada mulher que deseja empreender e tornar-se protagonista da sua vida.” (Assessoria de Imprensa da Faesp/Senar-SP; 22/10/25)