Faesp/Senar: Comissão para expulsão de líder da oposição sob suspeição
O que é Farsa? - SP Escola de Teatro
A Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar, através do seu presidente sub judice Tirso Meirelles, está convocando dirigentes sindicais rurais patronais paulistas para apurarem, no próximo dia 27 de março, a “responsabilidade de Paulo “Maximiliano” Junqueira Neto" e, “em consequência deliberar sua exclusão de representantes da Faesp nos termos do estatuto”.
Paulo Maximiano (esta é a grafia correta e não respeitada nem pelos membros da “Comissão Processante” e nem pelos membros da “Comissão de Sindicância Interna”) Junqueira Neto, advogado e produtor rural, preside o Sindicato Rural e a Associação Rural de Ribeirão Preto e a Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo.
É também fundador e coordenador do movimento “Nova Faesp”, criado com o objetivo de acabar com a dinastia Meirelles há cinco décadas no comando da maior federação de sindicatos rurais patronais do País e a campanha de Fábio Meirelles para transferir o cargo para o filho efetivando o que a Revista Oeste cunhou como “Uma Capitania Hereditária no Agronegócio” (revistaoeste.com/revista/edição-162/uma-capitania-hereditaria-no-agronegocio).
Os nem um pouco diligentes da Comissão Processante Armando Sérgio Prado de Toledo (Presidente), Arthur Migliari Júnior (Relator) e Feres Sabino (Revisor) bem como os membros da “Comissão de Sindicância Interna” (Juliana Canaan, Saimon Rosa e Thiago Soares), num robusto e volumoso dossiê de 189 páginas, tentam criar, através falsos argumentos e provas fabricadas, e até mesmo através de um “Relatório Técnico Factual” produzido pela consultoria “Grant Thornton” (Expertise em Consultoria Tributária e Contábil para Offshores, segundo o site https://www.grantthornton.com.br/) práticas ilícitas que teriam sido cometidas pelo produtor e líder rural Paulo Junqueira.
Eleição anulada por fraude e irregularidades
A “Comissão Processante” foi criada em 16 de janeiro de 2024 e, nesta data, a Justiça do Trabalho, em 1ª instância, já tinha anulada as eleições da Faesp/Senar que “elegeram” Tirso Meirelles, por fraude e irregularidades cometidas no processo eleitoral. Por unanimidade, pouco depois, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, manteve a mesma decisão. Em abril do ano passado, o TRT-2 chegou a suspender a tentativa de Tirso Meirelles em tomar auto posse em cerimônia pública no Theatro Municipal de São Paulo. Agora, o processo encontra-se em apreciação no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.
A origem da disputa eleitoral, perdida por Tirso Meirelles na Justiça do Trabalho, provocou o “Processo Nº 0001/2024”, cujo objetivo, de fachada, era a “Apuração de conduta de membro do Conselho de Representantes da Faesp”. Na verdade seguia a diretriz determinada por Tirso Meirelles de provocar ações de revanchismo explícito, como veremos a seguir. Antes, vale ressaltar que os mesmos argumentos que embasam o “robusto dossiê das 189 páginas”, foram derrubados na tentativa de atingir Paulo Junqueira através de imputação dos crimes de calúnia, injúria e difamação”, seguindo denúncia de Fábio e seu filho Tirso.
Isto porque, em decisão conhecida em 22 de janeiro deste ano, o juiz da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira, rejeitou a queixa-crime ajuizada pelos Meirelles, pai e filho. Houvesse bom senso e a aplicação do Estatuto e do Código de Ética da Faesp, que ocupam nada menos que 52 páginas do “Dossiê da Documentação Confidencial”, todas as dúvidas quanto a pretensos direitos dos Meirelles, que teriam sido transgredidos, estavam negados e esclarecidos na esfera da Justiça Criminal.
Membro da Comissão de Sindicância Interna tenta manipular e criar falso apoio

Saimon Rosa, assessor do presidente sub judice da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar, usou a estrutura da entidade para arregimentar apoios para defenestrar Paulo Junqueira, coordenador da chapa de oposição “Nova Faesp”. O anúncio de que tenha conseguido assinaturas de 57 dos 230 presidentes de sindicatos rurais paulistas é falso, pois em sua relação há pelo menos uma assinatura duplicada e há dúvidas se os signatários do documento são, efetiva e legalmente, produtores rurais. Foto Linkedin- Saimon Rosa - Reprodução
Já empossado como um dos membros da “Comissão de Sindicância”, o assessor do presidente sub judice Tirso Meirelles, Saimon Rosa, certamente por determinação do seu “chefe”, saiu a campo para produzir documentos de apoio e para defenestrar Paulo Junqueira. Sua atitude, que contrasta com o que se pode esperar de um membro isento e integrante de uma “Comissão de Sindicância Interna, ganhou matéria do Clipping e Site BrasilAgro (www.brasilagro.com.br):
Nas últimas horas, presidentes de sindicatos rurais paulistas, receberam mensagem enviada por Saimon Rosa (saimono@faespsenar.com.br), que se apresenta no Linkedin como “Assessor Especial da Presidência da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar e como “Analista de Arrecadação” da entidade. Em eventos promovidos pela entidade no interior paulista, Saimon Rosa tem se apresentado como “animador” não poupando rasgados elogios a Tirso Meirelles.
Saimon Rosa pede que presidentes de sindicatos de produtores rurais defenestrem Paulo Junqueira, advogado, empresário do agronegócio, presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação dos Produtores Rurais do Vale do Rio Pardo e um dos mais atuantes e respeitados produtores rurais paulistas e do Brasil
No texto abaixo, que transcrevemos na íntegra e que contém erros de português e de concordância, fica explícito o uso da entidade para tentar perseguir e intimidar o presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto Paulo Junqueira, que também é o líder da chapa de oposição “Nova Faesp” e que articula a intervenção na Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar uma vez que a eleição de Tirso Meirelles foi anulada pela Justiça do Trabalho:
“Bom dia, tudo bem? Precisamos da sua ajuda
Por favor, isso é extremamente confidencial, não passe para ninguém
Precisamos tomar providências quanto ao Presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, por isso preciso que faça um ofício para o Presidente da FAESP com a mesma idéia do texto abaixo e encaminhe no email:
presidencia@faespsenar.com.br com cópia para saimono@faespsenar.com.br
Senhor Presidente
Servimo-nos do presente para, na qualidade de Presidente do Sindicato Rural de ... , para verificar com Vossa Senhoria, quais foram as providências tomadas com relação ao Presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, Senhor Paulo Junqueira, que por diversas vezes denegriu à classe rural bem como os Presidentes dos Sindicatos Rurais, ao dizer que recebíamos “jabazinho” para participar da eleição da FAESP bem como diversos outros vídeos denegrindo a imagem da FAESP e dos Sindicatos Rurais.
Entendemos que foram anos de trabalho para fortalecer o Sindicato Rural e não ser justo que uma pessoa sem responsabilidade venha manchar toda a imagem de um trabalho.
Solicitamos imediatas providências diante de tantas irresponsabilidades. Atenciosamente”
Samuel Rosa conseguiu 257 “apoios”, número que subscreve o “Dossiê das 189 páginas”. Duas dúvidas, no entanto tiram qualquer credibilidade no documento produzido por ele: os subscritores são, de fato e de direito, e podem comprovar que são produtores rurais? E, porque, pasmem, há assinaturas repetidas, logo, o número de “257” apoiadores do “Dossiê”, é falso como o de uma nota de R$ 3,00!
Advogada e membro da Comissão de Sindicância impede participação de oposicionistas em evento do Senar

Juliana Canaan Almeida Duarte Moreira, assessora jurídica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar São Paulo. Foto Reprodução Linkedin
Mas não foi apenas Saimon Rosa que infringiu questões éticas envolvendo a Faesp/Senar. Isto porque, no último dia 11 de novembro do ano passado, durante o “2º Encontro de Coordenadores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar de 2024”, realizado no luxuoso Royal Palm Plaza Resort Campinas, dirigentes sindicais de algumas das mais importantes regiões do agro paulista, foram impedidos de participar do evento por determinação de Tirso Meirelles e acabaram chamando a Polícia Militar que registrou Boletim de Ocorrência.
Os dirigentes sindicais atenderam a convocação feita pela “Circular SENAR-AR/SP nº 50/24 de 31/10/2024, que trata do 2º Encontro de Coordenadores de 2024, que será realizado nos dias 11 e 12 de novembro, na cidade de Campinas”. O grupo formado pelo advogado Afonso Baldin, do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, Elias Peres coordenador do Sindicato de Ribeirão Preto, João Henrique de Souza, coordenador do Sindicato Rural de Araraquara, Antonio Custódio, coordenador do Sindicato Rural de Ibiuna, Fernanda Rivolti, coordenadora do Sindicato Rural de Jaboticabal e Nelson Gregorini, representante do Sindicato Rural de Fernandópolis, tentou participar do evento promovido pela Faesp/Senar.
Na secretaria do evento, o grupo foi informado por Mário Antonio Biral, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar São Paulo, de que não poderiam participar do evento alegando “dissidências políticas”. Em seguida, a advogada do Senar – São Paulo, Juliana Canaan Almeida Duarte Moreira, integrante da Comissão de Sindicância, reafirmou que não seria permitida a entrada dos coordenadores no evento.
Inconformados pela negativa os representantes dos sindicatos rurais acionaram a Polícia Militar que deslocou uma equipe ao resort e registrou Boletim de Ocorrência. Ao mesmo tempo, Tirso Meirelles fugiu do local, para estranheza dos hóspedes e funcionários do luxuoso resort. Estes dirigentes sindicais representam as duas maiores culturas do agro paulista.
A cana-de-açúcar representa 48,3% do Valor Bruto da Produção Agrícola do Estado. São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil e do mundo, e as suas usinas processam a cana para produzir açúcar e etanol. São Paulo é, também, o maior produtor de laranja do Brasil e do mundo, com cerca de 83% da produção nacional em 2021.
Consultoria reclama de ausência de informações

No dossiê “Documentação Confidencial”, nada menos do que 33 páginas são dedicadas ao “Relatório Técnico Factual”, produzido por uma consultoria, que em seu site se apresenta como “expertise em consultoria tributária e contábil para offshores, segundo o site https://www.grantthornton.com.br/. Mais uma vez, o nome do advogado e produtor rural está errado, e há troca do “Maximiano” por “Maximiliano”. Se o nome do “auditado” está errado, não se pode esperar compromisso confiável nas informações prestadas.
Mas, vamos lá: antes de mais nada, durante três dias seguidos (18/3, 19/3 e 20/3) tentamos contato com a assessoria de imprensa da consultoria através do e-mail 'gt@smartpr.com.br'. Antes, tentamos contato com a “sala de imprensa” da empresa, mas, até o momento, não obtivemos nenhuma resposta. Segundo a “Comissão de Sindicância Interna”, cinco foram as empresas escolhidas para dar “suporte e validação dos atos internos praticados pela comissão”: Deloitte, PwC, EY, KPMG e Grant Thornton.
A escolhida foi esta última que “é uma grande empresa de contabilidade e consultoria e faz parte de um...grupo chamado mid-tier-firms”. Na página 120 da “Documentação Confidencial”, os especialistas da Grant Thornton chegam a “importante” conclusão no parágrafo que trata de “Prática de grave violação do estatuto”, com a seguinte conclusão: “Informamos que não identificamos no referido estatuto social, uma parametrização para determinar o grau de violação, não sendo possível atribuirmos grau de violação as eventuais irregularidades”.
O mais importante, porém, consta à página 126 do relatório: “Os exames foram realizados apenas sobre o objeto da análise, ou seja, este Relatório Factual não constitui, para nenhum efeito ou em nenhuma circunstância, um exame, uma auditoria, uma revisão, compilação ou atestado das informações disponibilizadas pelo contratante (Faesp).” Nenhuma palavra ou referência ao fato das eleições de dezembro/23 terem sido anuladas por fraudes e irregularidades pela Justiça do Trabalho.
A consultoria também omite que em 2024 o presidente sub judice Tirso Meirelles cortou os repasses do Senar aos sindicatos de oposição, na ordem de 60% a 80%. E, que a partir de janeiro deste ano, os cortes chegam a 100% e que, mesmo ante decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para que a Faesp/Senar faça imediatamente os repasses dos cursos em andamento e dos já contratados segundo o Agravo de Instrumento Processo nº 2023687-98.2025.8.26.0000 apresentado pelo Sindicato Rural de Araraquara através do voto do relator Sá Moreira de Oliveira da 33ª Câmara de Direito Privado
Nenhuma referência às denúncias contra Saimon Rosa que usou a estrutura da presidência da Faesp para arregimentar apoio de grupo de pretensos dirigentes de sindicatos rurais e Juliana Cannan ou a decisão do juiz titular da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira, que rejeitou a queixa-crime apresentada contra Paulo Maximiano Junqueira Neto por Fábio de Salles Meirelles e por seu filho Tirso Meirelles. Como também a escandalosa escolha e contratação do Theatro Municipal de São Paulo para a auto posse do presidente sub judice Tirso Meirelles em 14 de abril do ano passado, que foi cancelada por decisão do TRT-2 (Da Redação, 21/3/25)

