05/08/2026

Faz o L e paga a conta: A vingança virou crise diplomática

Faz o L e paga a conta: A vingança virou crise diplomática

Por Paula Sousa

 

Fazer o L com nojinho do Bolsonaro parecia um plano genial, não é mesmo? O pessoal da Faria Lima e os "isentões" juravam que veriam o "Lulinha Paz e Amor" dos governos 1 e 2 de volta. Que ilusão cara. O que veio no pacote foi a pura vingança de um governo que decidiu usar a diplomacia brasileira como puxadinho de campanha eleitoral, destruindo pontes históricas de mais de 200 anos com os Estados Unidos para saciar o ego da elite aristocrática socialista de Brasília.

 

A verdade explodiu na cara do país quando o Departamento de Estado norte-americano revogou o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Enquanto a mídia tradicional brasileira tenta abafar o caso, omitindo o tamanho do vexame, a imprensa internacional jogou a merda no ventilador. A agência Reuters expôs em detalhes os bastidores da decisão em Washington ao publicar que a medida ocorreu "devido à recusa do Brasil em conceder a aprovação diplomática formal ao embaixador indicado pelo governo Trump para Brasília e à recusa de vistos a vários diplomatas americanos".

 

O funcionário do Departamento de Estado citado pela Reuters deixou escancarada a falta de reciprocidade do Itamaraty ao afirmar que "nossos diplomatas estavam sendo impedidos de realizar o trabalho rotineiro em comum entre os dois países e, portanto, nessas circunstâncias, com a longa demora e sem promessa de fim do impasse do acordo, tomamos medidas recíprocas". Ou seja, o Brasil tentou dar uma espetadinha diplomática e tomou um troco histórico.

 

Como bem destacou a jornalista e advogada Fabiana Barroso ao analisar o caso no canal da Revista Oeste, "é mais uma fase de conflito geopolítico e mais uma reação americana ao que a nossa gestão do executivo e o nosso Itamaraty vem fazendo". Ela apontou com precisão a picuinha da gestão atual ao travar o agrément de Daniel Perez — indicado por Donald Trump e alinhado ao influente Secretário de Estado Marco Rubio —, tudo porque a diplomacia brasileira não queria lidar com um representante crítico do autoritarismo latino-americano.

 

Essa postura de birra é a clássica "diplomacia de boteco". Lula passou meses disparando ofensas, ironias e provocações infantis contra a Casa Branca desde a posse de Donald Trump, vomitando frases de palanque sobre levar "jabuticabas" para os americanos ou querendo ensinar a eles sobre o "sangue de Lampião". O resultado? Uma piada internacional.

 

O correspondente internacional Ivan Kléber resumiu o tamanho do abismo ao destacar que "estamos na antessala do rompimento das relações diplomáticas", frisando que "não é comum os Estados Unidos tomarem esse tipo de iniciativa, nem com países hostis". O analista alertou que a gestão americana deixou claro que o Brasil cavou essa situação ao puxar a corda até arrebentar.

 

Enquanto arruma briga desnecessária com o maior parceiro comercial de produtos manufaturados e a maior fonte de investimentos do planeta, o governo brasileiro corre para o colo dos maiores opositores do Ocidente. Em plena crise, a Folha de S.Paulo noticiou que "Lula conversa com Putin e discute fornecimento de diesel e fertilizantes", isso sem contar as ligações amistosas para Xi Jinping.

 

O detalhe cômico e trágico: o Congresso americano avança com projetos que permitem taxar em até 150% os países que compram combustível da Rússia. E o que o “gênio e anão diplomático brasileiro faz”? Pede mais diesel aos russos, ignorando os riscos de destruição das nossas exportações.

 

Esse teatrinho anti-americano segue a mesma cartilha manjada e mofada de ditaduras fracassadas como Cuba, Venezuela e Nicarágua. A tática é óbvia: criar o caos externo, destruir a economia e depois culpar o "imperialismo malvadão" pela miséria que o próprio socialismo produz. Para a extrema-esquerda e para a burocracia estatal de Brasília, a crise é excelente, pois rende discurso eleitoral para inflamar a militância cega. Para o resto do povo — seja você de esquerda, centro ou direita —, a conta será cobrada em miséria, inflação e fome.

 

A analista Berenice Leite ressaltou a tragédia dessa escolha ao observar que essa crise coloca em risco "uma amizade de mais de 200 anos, relações comerciais cada vez mais prejudicadas", tudo impulsionado por um discurso ideológico superficial de soberania.

 

Há uma diferença brutal entre fazer negócios com a China e com os Estados Unidos. Para os chineses, vendemos soja e minério bruto e compramos produtos acabados — a clássica relação colonial que afunda indústrias e espalha estagnação. Já com os americanos, o Brasil troca produtos de alto valor agregado e atrai os investimentos que geram empregos reais no setor produtivo. Virar as costas para os EUA para virar quintal de matéria-prima chinesa é um abraço no subdesenvolvimento perpétuo.

 

A conta já começou a chegar e a escalada de punições não vai parar por aí. Notícias veiculadas pela Exame apontam que o "Governo Lula se prepara para sanções dos Estados Unidos em resposta a vistos negados", incluindo a temida aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras e a revogação em massa de vistos executivos.

 

O rombo pode ser ainda pior para o cidadão comum. Como noticiou o G1, "EUA tornam permanente exigência de caução de até US$ 20 mil para vistos de cidadãos de 50 países". Basta ver a lista dos latino-americanos afetados por essa medida: Cuba, Venezuela e Nicarágua. Colocar o Brasil nessa mesma sarjeta diplomática significa exigir uma garantia de cerca de R$ 100 mil para quem quiser viajar aos EUA, tornando a viagem inviável até para quem "fez o L" amando o comunismo, mas que adora ir aos EUA fazer comprinhas.

 

Para completar o isolamento, até os países vizinhos da América Latina já perceberam o perigo e começam a fechar o cerco nas fronteiras para evitar a entrada de radicais e ameaças à segurança interna. Quem fez o L, apoiou pautas extremistas, atacou democracias liberais e aplaudiu regimes autoritários no exterior agora descobre que as portas do mundo livre estão se fechando uma a uma.

 

Só quem ganha com essa palhaçada é Lula e a elite aristocrática de Brasília, protegida por gordos salários e privilégios pagos pelo pagador de impostos. A Faria Lima, que achou chique votar no populismo para se livrar da grosseria bolsonarista, agora assiste de camarote o país caminhar a passos largos para o isolamento financeiro. A vingança prometida está sendo entregue com juros e correção monetária, e quem pagará a conta do caos, da miséria e da piada diplomática é você.

 

Sobre a autora:

 

Paula Sousa é historiadora, professora com 8 anos de docência nas áreas de Humanas e pós-graduada em Gestão Pública. Com especializações que vão do Processo Legislativo e Finanças à Inteligência Artificial Generativa, é articulista e roteirista focada em geopolítica, história e socioeconomia — com produções para veículos como o Visão Libertária. É também palestrante e membro do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil (5/8/2026)