Governo já tem campanha pronta para faturar com o Oscar
O ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho foram recebidos por Lula, no ano passado, para exibição especial do filme 'O Agente Secreto'. Foto Ricardo Stuckert PR
Após semana difícil para o presidente Lula, possível vitória de ‘O Agente Secreto’ pode aliviar temporariamente a pressão sobre o governo
O governo federal já tem campanha pronta para faturar com o Oscar, que acontece na noite deste domingo, 15, em Los Angeles.
Após semana considerada desastrosa pelo Palácio do Planalto — com pesquisas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) empata com o presidente Lula no segundo turno, além do desgaste do caso de Lulinha, filho do presidente, na CPI do INSS, e o caso Master respingando no governo —, a cerimônia que pode render quatro estatuetas ao filme brasileiro ‘O Agente Secreto’ vem como um refresco para o governo Lula.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, deixou prontos dois vídeos, um caso o Brasil ganhe, e outro caso não seja premiado. A depender do resultado, porém, pode gravar nova mensagem “no calor do momento”, afirmam interlocutoras da ministra.
O tom da fala de Margareth deve ir na linha de celebrar o cinema brasileiro, pelo segundo ano consecutivo entre os melhores do mundo, e reforçar a importância do investimento do governo federal na cultura.
Ao parabenizar o sucesso do filme de Kleber Mendonça Filho no Oscar, ela deve dizer que eles “levaram a nossa cultura, a nossa língua e a nossa história para o lugar mais alto do cinema global, e com recursos federais de políticas públicas para a cultura”. A ministra vai assistir à cerimônia em Salvador, e Lula estará em Brasília.
Ao todo, o Brasil está presente em cinco categorias do Oscar deste ano. 'O Agente Secreto’ está indicado em quatro delas: Melhor Filme, Direção de Elenco, Filme Internacional e Melhor Ator, com Wagner Moura. Já na categoria de Melhor Fotografia, o País é representado por Adolpho Veloso, diretor de fotografia que trabalhou em 'Sonhos de Trem’ (Estadão.com, 15/3/26)

