20/03/2026

IGC prevê queda na produção global de milho e trigo em 2026/27

IGC prevê queda na produção global de milho e trigo em 2026/27

 Imagem IA Copilot

Órgão intergovernamental estimou a produção total de grãos em ⁠2,417 bilhões de toneladas métricas

 

O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) previu nesta quinta-feira que a produção mundial de grãos cairia em 2026/27, em parte por um declínio esperado na produção dos Estados Unidos, destacando também os riscos de conflitos no Oriente Médio.

 

"Espera-se que a oferta total se contraia pela primeira vez em quatro temporadas", disse o IGC em uma atualização mensal, observando ⁠que a queda reflete os declínios projetados tanto na área colhida quanto nos rendimentos.

 

O órgão intergovernamental estimou a produção total de grãos em ⁠2,417 bilhões de toneladas métricas, abaixo ⁠dos 2,470 bilhões em 2025/26 e abaixo do consumo ‌projetado de 2,440 bilhões.

 

A produção de milho nos EUA deve cair ⁠para 400,2 milhões de toneladas, ante 432,3 milhões em 2025/26, e a safra de trigo dos EUA deve cair de 54,0 milhões para ‌50,7 ⁠milhões.

 

O IGC previu ‌que a produção mundial de milho cairia para 1,303 bilhão de toneladas, ante 1,320 bilhão de toneladas em 2025/26, enquanto a produção ⁠global de trigo foi projetada ⁠para cair para 822 milhões de toneladas, ante 845 milhões na temporada anterior.

 

O relatório ‌também destacou a preocupação com os riscos para as cadeias de suprimentos agrícolas provocados pelo conflito no Oriente Médio.

 

"Embora se presuma que a maioria dos produtores de grãos e oleaginosas do ‌hemisfério norte esteja suficientemente bem coberta para o período de trabalho de campo da primavera, uma crise prolongada pode afetar as ⁠decisões de plantio em outros lugares no final do ano", disse o IGC, observando que partes da Ásia e da África dependiam especialmente dos suprimentos de fertilizantes do Golfo Pérsico.

 

"De forma mais ampla, uma interrupção prolongada poderia levar a uma reavaliação das taxas de aplicação de fertilizantes, com possíveis implicações para a produtividade e a qualidade da safra", acrescentou o relatório (CNN, 19/3/26)