Investimento para credenciar Embrapa em tratado de biotecnologia
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias - Lucas Landau/Divulgação
Por Mônica Bergamo
- Objetivo é credenciar estatal como autoridade internacional no armazenamento de microrganismos
- Avaliação no governo é que medida reforça soberania nacional na proteção de inovações tecnológicas
A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) anunciam nesta quinta-feira (23), na Feira Brasil na Mesa, em Brasília, um investimento de R$ 14,9 milhões para adaptar a Embrapa às exigências do Tratado de Budapeste, que define o patenteamento de invenções biotecnológicas.
A meta é credenciar a estatal como Autoridade Depositária Internacional para o armazenamento de microrganismos de interesse da agropecuária e da alimentação.
Com isso, o país espera criar um sistema de conservação de recursos genéticos ampliado. A avaliação no governo é de que a medida reforça a soberania nacional na proteção de inovações tecnológicas.
Em nota à coluna, o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, afirma que o investimento deve facilitar o registro de bioinsumos e publicações científicas de descobertas de novas espécies no país. "Com isso, o Brasil se tornará referência como depósito de material biológico na América do Sul e Caribe", diz Elias.
De 2023 a 2025, a Finep investiu R$ 8 bilhões em 640 projetos da cadeia agroindustrial, entre ICTs, empresas e cooperativas, quatro vezes mais do que o disponibilizado no triênio anterior, entre 2019 e 2022 (Folha, 23/4/26)

