17/07/2026

Lula cavou a falta e levou o tarifaço que sempre quis – Por Paula Sousa

Lula cavou a falta e levou o tarifaço que sempre quis – Por Paula Sousa

É de uma beleza quase poética. Sabe aquele jogador perna-de-pau que passa o campeonato inteiro correndo atrás do juiz, xingando a mãe do bandeirinha e cavando faltas inexistentes na área só para depois posar de mártir no microfone? Pois bem. Luís Inácio Lula da Silva operou o milagre de capotar uma Ferrari chamada Brasil no primeiro barranco geopolítico e, enquanto o motor ainda fumega, ele celebra a própria incompetência.

 

A verdade é nua, crua e dolorosa: o atual presidente conseguiu exatamente o que queria com o tarifaço de 25% dos EUA. Ele não sofreu um revés; ele desenhou a própria punição para usar como combustível eleitoral na campanha, tentando desesperadamente empurrar a culpa de sua negligência no colo do senador Flávio Bolsonaro.

 

A farsa da "soberania" contra o império e o silêncio diante do dragão

 

Para a claque esquerdista e para a imprensa amestrada, o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump é apenas "imperialismo". Mas o cinismo é tão constrangedor que chega a ser patético.

 

Enquanto a militância chora lágrimas de crocodilo pelos 25% dos americanos, o silêncio deles é ensurdecedor quando o chicote vem de Pequim. Sem qualquer alarde, a China simplesmente impôs um regime de cotas asfixiante que jogou uma sobretaxa violenta de 55% sobre o excedente da nossa carne bovina, elevando o imposto total a inacreditáveis 67%.

 

Você viu o Lula subir em algum palanque para reclamar disso? Viu o chanceler Mauro Vieira dar declarações indignadas sobre a soberania nacional ferida pela ditadura de Xi Jinping? Nada. Diante de Pequim, Lula é um manso cachorrinho de madame que abana o rabo enquanto o agronegócio brasileiro é fuzilado comercialmente. Lula e seus comparsas estão sem coragem de dar um pio sobre as tarifas que paralisaram frigoríficos e forçaram férias coletivas no Brasil profundo.

 

Como bem alertou o brilhante jornalista Diogo Schelp, por que ninguém na grande mídia fala desse tarifaço chinês que destrói nossos produtores? A resposta é óbvia: para os amigos do peito do Planalto, a humilhação vinda do Oriente é um afago ideológico.

 

O grande vexame: O dia em que o governo fugiu da mesa de negociações

 

A diplomacia lulopetista foi reduzida a piadinhas de quinta categoria e provocações infantis. Lula fez questão de destilar seu veneno contra Trump mais de 60 vezes em discursos públicos, enquanto o republicano tentava manter uma postura diplomática mínima. Mas a canetada mais poderosa do mundo está com quem tem o slogan America First.

 

Quando a histórica investigação da Seção 301 do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) abriu o prazo para que o Brasil apresentasse sua defesa, adivinhe o que o governo federal fez? Absolutamente nada. O ápice do amadorismo ocorreu na audiência pública crucial da Seção 301: o governo Lula simplesmente se recusou a enviar um único representante oficial sequer para defender os interesses da nação. Preferiram mandar cartas protocolares inócuas e brincar de "soberanos".

 

Quem de fato arregaçou as mangas, vestiu o terno e foi para Washington defender os produtores nacionais foi o senador Flávio Bolsonaro .

 

O senador agiu como o verdadeiro chefe de Estado que o Brasil hoje não tem. Flávio Bolsonaro foi pessoalmente dialogar com o USTR e com as autoridades americanas para mitigar os impactos da sobretaxa. Graças à sua interlocução direta com o governo Trump, o senador conseguiu garantir isenções vitais em setores como petróleo, gás natural, aço e celulose, evitando que a catástrofe econômica fosse ainda pior.

 

E qual foi a reação do Palácio do Planalto? O velho truque de quem não tem argumentos: atacar. Acusaram o senador de "traição à pátria" por fazer o trabalho que o Itamaraty de Mauro Vieira foi incapaz de realizar. Defender empregos e exportações brasileiras agora é crime para a esquerda? Patético.

 

Desmontando a desculpa esfarrapada do Pix

 

Para tentar salvar a própria pele perante o eleitorado, a máquina de propaganda do governo e seus analistas de crachá tentaram reduzir todo o tarifaço a uma suposta perseguição americana ao Pix. Mas essa narrativa barata não resiste a cinco minutos de fatos.

 

Como explicou de maneira cirúrgica o analista Frederico Junker, no podcast 15 minutos da Gazeta do Povo, o Pix é um avanço tecnológico brasileiro inquestionável, e o governo americano nunca quis "destruí-lo" ou "proibi-lo". A reclamação legítima das autoridades americanas — endossada pelo próprio presidente da Visa no Brasil, Rodrigo Curi — é sobre a falta de concorrência justa e reciprocidade. Os EUA exigem apenas que as bandeiras de pagamento americanas possam participar do modelo de integração e competir em igualdade de condições, sem barreiras protecionistas artificiais.

 

O Pix é apenas a cortina de fumaça conveniente para esconder uma lista imensa de escândalos reais que o governo prefere ignorar.

 

Os verdadeiros motivos do castigo: Censura, corrupção e trabalho escravo

 

Os americanos não inventaram pretextos. Eles investigaram o Brasil da mesma forma que fizeram com mais de 60 nações civilizadas que — ao contrário do nosso governo — enviaram representantes para negociar na audiência, como Coreia do Sul, Taiwan, Israel, Arábia Saudita, Noruega, Suíça, Reino Unido, Argentina, Chile e Bolívia. Enquanto os outros agiram com pragmatismo, o relatório detalhado do USTR escancara que o Brasil preferiu virar um pária internacional devido às seguintes razões:

 

  1. A Ditadura da Censura Digital: O relatório aponta diretamente as ordens secretas e inconstitucionais emitidas por tribunais brasileiros (capitaneados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF), que censuraram contas de cidadãos e forçaram plataformas como o X (antigo Twitter) e o Rumble a saírem do ar sob ameaças de multas abusivas.

 

  1. O Retorno Triunfal da Impunidade: O desmonte do combate à corrupção no país chamou a atenção da OCDE e da Transparência Internacional, onde o Brasil amargou pífios 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção em 2025. O STF anulou multas bilionárias de empresas envolvidas no maior escândalo de corrupção do planeta, destruindo a nossa credibilidade jurídica internacional.

 

  1. A Blindagem de Amigos Bilionários: O caso mais vergonhoso ocorreu no Ministério do Trabalho sob o comando de Luiz Marinho. O portal G1 e a agência Repórter Brasil denunciaram que o ministro pessoalmente avocou e anulou autos de infração de trabalho escravo em granjas fornecedoras da gigante JBS, provocando a demissão em massa de auditores fiscais do trabalho que se recusaram a participar da pizza. O recado para os EUA foi claro: para o PT, os amigos do rei estão acima da lei de direitos humanos.

 

  1. Outros Descalabros: Desmatamento ilegal descontrolado na Amazônia, tolerância estatal com o roubo de sinal de TV a cabo (o famoso "gato net") e privilégios tarifários concedidos a México e Índia em detrimento dos produtos americanos.

 

Como resumiu perfeitamente o embaixador Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da OMC (indicado originalmente por Dilma Rousseff, ou seja, insuspeito de qualquer viés ideológico de direita): o Brasil demonstra uma "miopia extraordinária" em suas relações internacionais. Enquanto países com governos de esquerda pragmáticos, como o Reino Unido de Keir Starmer, sentaram à mesa e fecharam acordos vantajosos, o Brasil preferiu se isolar para fazer política barata de rede social.

 

De Bruxelas a Washington: O preço da inépcia

 

E para quem acha que o problema é exclusivo com o "malvado" Donald Trump, a União Europeia também oficializou um veto total à carne brasileira. O motivo? O governo Lula foi incompetente demais para preencher relatórios técnicos exigidos pelo Artigo 118 sobre o controle sanitário de hormônios e antimicrobianos. Sobrou para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) correr contra o relógio para salvar as exportações antes do prazo final.

 

O veredicto foi dado de forma implacável pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Em uma publicação histórica e sem rodeios diplomáticos, Rubio escreveu:

 

" O presidente Lula e o seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé. Lula colocou o seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro. E estas tarifas de 25% são o preço a pagar por isso. "

 

Lula está cavando o nosso abismo. Ele aceita destruir empregos, isolar nossa indústria e sufocar o agronegócio por um único objetivo doentio: posar de vítima e "salvador da pátria" no palanque eleitoral. O Brasil sangra para alimentar o ego de um projeto de poder que odeia a nossa liberdade. É por isso que eleger Flávio Bolsonaro à presidência não é mais uma escolha política; é uma questão de sobrevivência nacional.

 

Enquanto Lula rasteja como um pária global, o senador Flávio já age com a estatura dos grandes estadistas do planeta. Ele tem trânsito livre com Donald Trump e lidera uma sólida aliança democrática ao lado de Javier Milei, Nayib Bukele, José Antonio Kast, Benjamin Netanyahu e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita.

 

Enquanto o atual governo dá as costas para o mundo livre, Flávio abre portas: já confirmou presença na posse de Keiko Fujimori no Peru — solenemente ignorada pelo Planalto — e mantém canais diretos com o recém-eleito Abelardo de la Espriella na Colômbia. Se como senador ele já faz a diplomacia que o PT destruiu, imagine como presidente? Chega de humilhação. É hora de extirpar esse atraso, resgatar a nossa dignidade e fazer o Brasil voltar a voar alto (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 17/7/2026)