Lula: Egocêntrico e narcisista quer usar ONU e COP30 para tentar se reeleger
Foto IA
“Um país que precisaria crescer 4% ao ano não consegue ultrapassar 2,5%. Com o PIB per capita crescendo 2,5%, levaremos mais de 28 anos para dobrar um PIB que já é medíocre. Ou seja, é claro que o País está tenso, irritado, agonizando. Eu diria até apavorado, vendo a pobreza crescer rapidamente. Não há como resolver essa situação porque se inventou uma teoria econômica segundo a qual o crescimento depende do Estado monopolizar setores vitais” – Bolívar Lamounier, cientista político
“Realizar a COP30 em Belém não é apenas um desafio logístico, é uma contradição moral, política e estrutural. Mais do que quartos em hotéis, falta coerência entre o discurso e a prática ambiental, especialmente num Estado com alguns dos piores índices sociais do Brasil. Vendida como marco, é a floresta reduzida a cenário de uma narrativa sustentável incoerente. E os papéis já estão definidos: protagonistas e coadjuvantes — entre o luxo flutuante e o lixo sufocante” - Jaques Paes é consultor, especialista em gestão e professor do MBA de ESG e Sustentabilidade da FGV

Por Paulo Junqueira
Nesta terça-feira (23), em Nova York (EUA), será realizada a 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, formada por 193 Estados-membros com o tema “Melhor juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”. Influenciadores petistas e esquerdistas têm usados as redes sociais nas últimas horas para propagar mais uma narrativa falsa, a de que o presidente Lula “será o primeiro líder mundial a discursar na abertura do evento enquanto o presidente dos Estados Unidos será o segundo”.
Ainda segundo eles, fartamente contemplados com recursos públicos para seguirem a estratégia nazista criada e implementada por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler e autor do mantra “Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”, neste seu 3º mandato Lula se consolida como “protagonista e líder político mundial”
De fato, Lula fará o discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU e este privilégio decorre da atuação do brasileiro Oswaldo Aranha, que presidiu a 1ª Sessão Especial da Assembleia em 1947, reunião histórica na qual começou a encaminhar a criação do Estado de Israel.
Ou seja, Lula apenas fará o primeiro discurso porque está presidente do Brasil e, mesmo porque, nada tem a ver com o tema “paz, desenvolvimento e direitos humanos, está muito mais alinhado com o HAMAS, do que com Israel”. Internamente nosso País está dividido graças a polarização imposta pelo seu governo que não tem nenhuma marca de desenvolvimento e muito menos respeito aos direitos humanos.
A política externa do nosso País está focada em alianças estratégicas com países dirigidos por notórios ditadores, fascistas e líderes de grupos de terroristas (A ver: Irã, Palestina, Venezuela, Cuba, Nicarágua, Rússia, China...) com regimes nada democráticos e que não estimulam nem a paz, nem o desenvolvimento e muito menos os direitos humanos.
COP30 tem 79 países inscritos; COP29 no Azerbaijão reuniu 198 países

Em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou que, sob a gestão de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento na Amazônia aumentou 482%. “As queimadas bateram recorde, e sua resposta tem sido o silêncio ou a burocracia”, criticou. Fonte: Agência Câmara de Notícias e Foto ABr
Depois de tentar mediar, sem êxito, o fim das guerras Rússia x Ucrânia e Israel x Palestina, Lula se voltou para o BRICS, a aliança intergovernamental composta por onze países de mercado emergente e foro político em relação ao seu desenvolvimento econômico e político-social. Lula ocupa a presidência do bloco neste exercício de 2025 e chegando a presidir a reunião da XVII Cúpula do BRICS nos últimos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.
Mas na visão dos “estrategistas” da diplomacia brasileira com notório viés ideológico de esquerda, a “cereja do bolo” na escalada global de Lula, seria a COP30, que começa em 49 dias em Belém (Pará) e que, ao que já se prenuncia, será um gigantesco fracasso sob todos os aspectos a começar pela sua organização e até chegar ao número de países participantes e aos temas que serão debatidos.
Diariamente as redes sociais e a mídia trazem notícias de agressões ambientais nas obras contratadas para a realização do evento, greves de trabalhadores, sobrepreços, serviços contratados sem editais formais e, para piorar, a falta de acomodações para as delegações visitantes. Navios transatlânticos usados para cruzeiros marítimos, projetados para oferecer lazer, entretenimento e acomodações de hotel em alto mar, serão desviados para Brasil para acomodar delegações estrangeiras.
Mas, seguem dois exemplos do retumbante fracasso que deve marcar a COP30 no Brasil:
- A COP29 foi promovida no período de 11 a 22 de novembro de 2024, em Baku, capital do Azerbaijão, país cuja principal atividade econômica está centrada no petróleo e gás natural. Com recursos da sua indústria petrolífera, o país conseguiu reunir delegações de 198 países, lembrando que a ONU reúne 193 Estados-membros.
Há 49 dias da COP30, segundo os organizadores, apenas delegações de 79 países confirmaram participação no evento de Belém. Mesmo assim, muitas destas delegações já confirmadas, reduziram o número de seus delegados em razão da falta de infraestrutura oferecida aos viajantes.

Belém encabeça ranking de esgoto a céu aberto das grandes cidades. Dados do IBGE se referem a características do entorno dos domicílios. Esgoto a céu aberto está presente em cerca de 44,5% do entorno dos domicílios de Belém, segundo IBGE. Foto: Ingrid Bico/G1 PA
Em artigo assinado neste domingo (21) no O Estado de S.Paulo, o consultor e professor Jaques Paes traduz, com assombro e precisão, o entorno da organização da COP30: “Nada mais simbólico do que sediar uma conferência climática global numa cidade onde o esgoto corre a céu aberto e a floresta dá lugar ao asfalto. A COP30 em Belém não é uma resposta à crise climática, mas uma encenação cuidadosa e impressionista. Enquanto se “discute o futuro”, o presente é assolado com retórica ambiental e tapumes institucionais. É como convidar o Corpo de Bombeiros para um coquetel, no meio do incêndio.”
- Reportagem publicada nesta última 5ª feira (18) no O Estado de S.Paulo e de autoria da jornalista Luciana Dyniewicz, traz a seguinte manchete: “COP dos CEOs: Setor privado esvazia conferência em Belém e concentra presença em eventos em São Paulo”. A justificativa, segundo a reportagem é que “diante de dificuldades logísticas de Belém, executivos de grandes empresas se reunirão em eventos em São Paulo na semana que antecede à conferência da ONU sobre mudança climática.”
A reportagem traz ainda as seguintes informações:
“Enquanto Belém sofrerá esse esvaziamento, São Paulo deverá observar um movimento intenso do setor privado nos dias que antecedem a conferência da ONU. Entre os grupos de WhatsApp do empresariado, circula o slogan “A COP também é aqui”.
São Paulo receberá, por exemplo, o Climate Action Innovation Zone, evento entre 6 e 9 de novembro no qual serão apresentadas soluções e inovações de empresas para a questão climática. O diretor-geral do International Finance Corporation (IFC), Makhtar Dipo, será um dos palestrantes do evento, que pela primeira vez desde 2021 não acontece na cidade-sede da COP.
Uma das organizadoras do Climate Implementation Zone (programação que faz parte do Climate Action Innovation Zone), Marina Cançado, fundadora da Converge Capital, afirma que o evento será realizado em São Paulo para mostrar para quem não vai para Belém o comprometimento do setor privado com a agenda climática.
Também nos dias anteriores à conferência de Belém, marcada para entre 10 e 21 de novembro, o setor privado deverá se encontrar em São Paulo para o Finance Forum (organizado pela Bloomberg Philanthropies e agendado para os dias 3, 4 e 5 de novembro) e o PRI in Person (conferência sobre investimento responsável), entre 4 e 6 de novembro.
No Finance Forum, a Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o setor privado influenciar as decisões que serão tomadas na conferência sobre o clima, participará com uma programação em que também apresentará soluções das empresas para o clima e o meio ambiente. A SB COP reúne entidades equivalentes à CNI de 43 países, representando 35 milhões de empresas.”
Fica explicitado que o setor privado ao transferir de Belém para São Paulo seus principais eventos, afasta-se da parca estrutura e logística planejada para sediar a COP30. E, ao mesmo tempo, convenhamos, há riscos para os empresários participarem de um evento que ligará o nada ao lugar algum.

Foto Divulgação
Para nosso alento os organizadores da COP30 convidaram Roberto Rodrigues para a função de Enviado Especial para Agricultura na COP30 e ele aceitou. Nosso respeitado professor e ex-ministro da Agricultura será um porta-voz universal para a agricultura e o agronegócio brasileiro na conferência.
Sua missão será apresentar uma pauta unificada do setor destacando o progresso do agronegócio brasileiro em sustentabilidade, tecnologia tropical e matriz energética renovável, e buscando convencer o governo e outros países da relevância dessa agenda para o desenvolvimento global.
(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo/ 22/9/25)

