Lula provoca tarifaços traindo os brasileiros para tentar seu 4º mandato
Lula terceirizou resposta ao governo dos EUA sobre o novo tarifaço: Na foto o Vice-presidente Geraldo Alckmin ao lado de aliados na defesa da estratégia de Lula de conseguir seu 4º mandato presidencial. Foto Reprodução Sputnik Brasil
O mundo e principalmente os brasileiros de boa fé acompanharam o anúncio, na última 4ª feira (15), do mais novo tarifaço imposto pelo governo americano. As retaliações anunciadas pelo governo Trump seguem os mesmos princípios anunciados há poucas semanas pela Comissão Europeia. O veto à importação de carne e outros produtos de origem animal excluiu o país da lista de exportadores autorizados e baseou-se na falta de garantias suficientes apresentadas pelo Brasil sobre o controle de antimicrobianos na pecuária.
Junto com o primeiro tarifaço, anunciado pelo presidente Donald Trump em 2 de abril do ano passado, os “estrategistas” do governo Lula – quase todos implicados e seus cúmplices dos escândalos e denúncias de corrupção revelados pela imprensa comprometida com a ética e a verdade – perceberam que as pesquisas sérias e mesmo as “patrocinada$$$...” apontavam que o discurso falso de soberania provocava a interrupção da sua queda na opinião dos eleitores.
Mesmo tendo a Presidência da República, a máquina administrativa a seu favor, gastos R$ 763 milhões em propaganda de janeiro a junho/26 e outros R$ 227 bilhões em “pacotes de bondades” as candidaturas de Lula e dos petistas sofrem e continuam sofrendo forte rejeição. O ativismo judicial que tem beneficiado o “sistema” do governo federal também começava a abalar a campanha de reeleição.
Sem nenhuma entrega real que beneficiasse a população sem comprometer a estabilidade econômica neste seu 3º mandato, a alternativa de provocar os tarifaços serviriam para tentar a tentativa da campanha Lula 4 de alçar voo. No dia 23 de setembro do ano passado, Lula se encontrou brevemente com Trump nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, logo após os discursos de ambos no evento, provocando a anunciada “química” entre ambos.
O ápice da boa relação ocorreu em maio de 2026, com uma reunião amistosa de três horas na Casa Branca. No entanto, o clima cordial se desfez poucas semanas depois na cúpula do G7, em junho de 2026, quando Trump classificou a relação como desagradável e o Brasil como "complicado", devido a discordâncias comerciais e tarifas.
Sempre de olho nas pesquisas, os “estrategistas” apostaram na autossabotagem e Lula passou a atacar Trump com o único objetivo de tentativa de sucesso eleitoral nas eleições que ocorrem em 4 de outubro, ou seja, daqui a 76 dias. Levantamento da CNN Brasil, revela que nas últimas semanas Lula fez 35 falas com viés de críticas ao chefe dos EUA.
Ao mesmo tempo dos tarifaços anunciados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, o governo da China estabeleceu uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira com a tarifa regular de 12%. Após o esgotamento desse volume, que já ocorreu, as exportações brasileiras passam a pagar uma sobretaxa adicional de 55%, o que, na prática, costuma inviabilizar a competitividade do produto no país asiático.
Frigoríficos brasileiros estão reduzindo ou suspendendo abates devido ao esgotamento das cotas de exportação para a China, além de restrições sanitárias impostas pela União Europeia. Para adequar custos, indústrias têm adotado férias coletivas, layoff e turnos alternados. Há um cenário de forte pressão sobre as margens de lucro a partir desse 2º semestre de 2026. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a combinação entre a redução das compras da China, as incertezas em relação ao mercado europeu tem levado a maior parte das empresas a operar no vermelho.
Palanque não pode sobrepor interesse do país em tarifaço
A jornalista e âncora da CNN Thais Herédia, avalia que o “governo Lula contra-ataca tarifaço e setores afetados calculam perdas. A resposta do governo tem cara de quem tá comprando briga feia, sob a estratégia de comunicação do Planalto, ou seja, de quem está cuidando da reeleição de Lula que sabe que ganha pontos quando enfrenta o bullying de Donald Trump e aposta nisso para lidar com a nova rodada de tarifas contra o Brasil. Que sim, tem caráter político e mais ainda, ideológico e carece de fundamento econômico.”
Ela avança em sua linha de raciocínio ao afirmar que “o excesso de politização da resposta brasileira pode causar mais problemas, como por exemplo, acionar a reciprocidade, estratégia que apenas a China adotou com os minerais críticos, vitais para economia americana. A conclusão desse processo comercial americano está longe de ser um capítulo superação da crise política entre Brasil e Estados Unidos. Ela é, antes de mais nada, o novo palanque eleitoral de Lula”.
Em editorial com o sugestivo título “Muita política, pouca diplomacia” publicado nesta última 6ª feira (17), o jornal O Estado de S.Paulo afirma que “Trump politizou as tarifas. Lula politizou a resposta. Nessa disputa, o Brasil apostou demais na força de seus argumentos e desperdiçou espaços de negociação que poderiam reduzir prejuízos. As oportunidades encolhem sempre que a política ocupa o espaço que deveria pertencer à negociação. Não basta defender boas razões. É preciso transformá-las em bons acordos. O governo já perdeu tempo demais. A eleição termina em outubro. O mercado americano, as necessidades.”
Na mesma 6ª feira, o jornalista Caio Junqueira em seu blog na CNN publica artigo com o título “Brasil e EUA escalam e Lula fatura” explica que “a estratégia do mote de defesa a soberania, usada pelo Planalto, é controversa ao ajudar a reeleição do petista mas também abrir caminho para uma retaliação econômica maior dos EUA. Por um lado, ela ajuda o governo a pavimentar a reeleição de Lula, mas por outro lado ela não resolve a situação dos setores econômicos brasileiros atingidos pelo tarifaço, de empresários a empregados, e pior, e abre caminho para uma retaliação econômica maior dos Estados Unidos.”
O colunista Fernando Schuller, na edição do O Estado de S.Paulo deste último sábado (18) afirma que “o governo entendeu, a partir de dados de pesquisa, que a retórica em torno da soberania era boa politicamente” ao lembrar que “Lula recuperou, em meados do 2º semestre do ano passado, boa parte da sua popularidade e avaliação positiva em grande medida a partir da retórica na defesa do interesse nacional, atribuindo à oposição, especialmente à família Bolsonaro, as tarifas, em parte por culpa no cartório do próprio dos próprios membros da família, que foram aos EUA, que pediram retaliações e defenderam aquelas tarifas ao longo do ano passado.”
Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington e Londres aconselha o governo a evitar retaliações e criar canais de negociação. “O Brasil recusou todos os convites americanos, para participar de estudos de trabalho para minerais estratégicos e para participar do escudo das Américas. Por outro lado, houve uma ação de empresários, que conseguiu colocar 2.100 produtos em exceção às tarifas. Mas isso foi fruto de negociação do setor privado, que conseguiu mostrar ao governo Trump o impacto das tarifas na economia americana e para as empresas locais. Não foi uma ação do governo brasileiro.”
Ele também argumenta que “Essas novas medidas tarifárias vão entrar em vigor em 22 de julho e ainda têm os 12,5% que os EUA prometem aplicar a países que eles consideram ter problemas de condições de trabalho. Ainda não há data para essa taxa começar. Quando isso acontecer, o governo teria de conseguir um canal de negociação e pedir a negociação. Reconheço que é muito difícil, porque eles pedem concessões unilaterais. E existe essa negociação com os empresários. Vamos precisar dessa diplomacia empresarial, para que o governo trabalhe junto com ela para reduzir os danos das tarifas.”
IA Google
Consultado se o tarifaço dos EUA ajuda a alavancar campanha de Lula à reeleição a resposta é afirmativa:
“Sim. O tarifaço imposto pelo governo norte-americano tem impulsionado a imagem do presidente Lula nas redes sociais e reforçado seu discurso de defesa da soberania nacional às vésperas da eleição, o que tem prejudicado opositores associados ao clã Bolsonaro. A estratégia do Planalto de colar no adversário a imagem de "entreguista" ou de alguém que trabalha contra o país encontrou grande respaldo entre eleitores moderados.”
“Na prática, o governo Lula reagiu ao anúncio elevando o tom e sinalizando a adoção de processos legais e da Lei de Reciprocidade, além de cogitar levar a disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC). Enquanto a campanha usa a crise para inflar o sentimento patriótico, a equipe econômica busca amortecer os danos práticos. A manutenção da isenção para grandes (Redação 20.7.27)

