Lula tremeu diante do mestre da guerra - Por Paula Sousa
Trump e Lula. Foto Andrew Harnik-Getty Images
O teatro mambembe da diplomacia lulista sofreu um vexame global em Coala Lumpur. O aguardado encontro entre o "líder" brasileiro e Donald Trump não foi apenas um fracasso para a mídia paga e desesperada; foi uma aula de geopolítica na qual o presidente brasileiro, que se porta como machão no palanque, revelou-se um covarde na presença de um verdadeiro mestre negociador.
O que se viu não foi uma reunião de chefes de Estado, mas um encontro de mestre e pobre coitado, onde as bravatas ideológicas e a valentia de fanfarrão sumiram. Lula, o valentão de palanque que só é corajoso diante de microfones autorizados e eleitores fiéis, tremeu na base. Toda aquela retórica sobre "imperialismo ianque" e defesa de ditadores amigos como Maduro evaporou mais rápido do que pingo de chuva em asfalto quente.
A lição de estratégia de Trump
A humilhação começou logo no apertar de mãos. O presidente Trump, aplicando os ensinamentos de Robert Greene ("Oculte suas intenções") e o princípio de Sun Tzu de "derrotar o inimigo sem lutar", jogou a bomba com a serenidade de quem toma um café. Na cara de Lula, e com todas as câmeras ligadas, elogiou Jair Bolsonaro, o adversário político mais odiado pelo lulopetismo, chamando-o de "honesto" e "admirável".
Imagine o constrangimento! Lula viajou milhares de quilômetros, colocou o terno mais caro e ensaiou o sorriso forçado para ouvir o quê? O elogio rasgado a Bolsonaro! Foi o equivalente político a ir a um encontro para ouvir o parceiro dizer que sente saudade do ex, que ele era "incrível". A mídia desesperada tentou abafar, traduzir errado e vender pastel de vento, mas o recado de Trump, mestre na arte de programar mentes, foi claro: "Estamos de olho, sabemos quem é honesto e sabemos quem é o farsante."
A comitiva de peso e o recado velado
A presença de Marco Rubio, Scott Bessent e Jamison Greer ao lado de Trump não era apenas protocolar, era um recado cifrado que Lula, em sua arrogância de "líder transplantado e corrupto", foi incapaz de decifrar.
- Marco Rubio: Filho de refugiados cubanos, conhece muito bem o histórico de amizades de Lula. Ele não se encanta com ex-metalúrgicos que posam de revolucionários. O recado de Rúbio, sobre "problemas com o modo como seus juízes tratam o setor digital americano", é a tradução diplomática para: "Sabemos da censura, das prisões e do abuso de poder do STF. E sim, estamos de olho."
- Scott Bessent: O homem que assina as sanções (Lei Magnitsk). Sua presença na reunião dizia: "As sanções continuam e posso aumentar a pressão a qualquer momento, seu vendedor de tapete."
- Jamison Greer: O executor da Seção 301, o famoso "tarifaço" contra o Brasil. Ele não estava ali para negociar o preço do frango, mas para garantir que o poder de barganha fosse zero.
Trump, o Mestre da Guerra, usou a estratégia de "Atinja-os onde dói" de Robert Greene. O ponto fraco de Lula e sua trupe é a vaidade política e a legitimidade internacional. Trump foi lá e destruiu os dois sem sequer revogar um decreto.
A fuga de Lula e a bomba para Mauro Vieira
A diferença de postura foi grotesca. Enquanto Trump, o líder que não precisa de ambiente controlado, enfrentava os repórteres sem medo, Lula – o acostumado a perguntas ensaiadas e ambiente controlado – surtou. Mandou calar a imprensa, disse que "tinham pouco tempo" e que estavam "atrapalhando a reunião".
Assim que a humilhação acabou, Lula, o "corajoso" que posa de macho para seus eleitores, enfiou o rabinho entre as pernas e fugiu da mídia, deixando a bomba nas mãos do “Zé Ruela” ambulante da diplomacia brasileira, Mauro Vieira. O desconforto e a falta de conteúdo na entrevista de Vieira – o tradicional "foi positivo, muito produtivo" que se traduz para não deu em nada – mostraram o fiasco completo.
O que ficou claro é: Lula mentiu na cara de Trump. Ao ser questionado sobre a perseguição judicial, o mandatário jurou que o Judiciário brasileiro é "totalmente independente". É o mesmo que Pablo Escobar garantindo que o cartel era só um negócio de família. Ninguém ali acreditou. Trump não vai revogar as sanções, nem tirar o tarifaço. Ele sabe que a ligação entre Maduro, o tráfico nas Américas e o governo Lula é íntima. O envio do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do planeta, para o Caribe não é turismo, é o aviso de que o cerco contra os "amigos do pó" está se fechando.
Lula, o machão no microfone, foi à Malásia para ser o "tchutchuca" na mesa de negociação. Na frente de um líder de verdade, de um mestre da guerra que faz Hamas tremer e a China recuar, o nove dedos se tornou o "bêbado da rodoviária" que ninguém dá atenção. A única coisa marcada no encontro de 50 minutos? Um segundo round de humilhação. Lula não foi à Malásia representar o Brasil; foi abanar o rabo e ganhar um tapinha do dono. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 27/10/2025)

