27/03/2026

O banquete nojento do crime – Por Paula Sousa

Imagem Reprodução Instagram

 

Esqueça a picanha e a cervejinha porque a única coisa que o descondenado serviu na mesa do brasileiro foi a humilhação em prato fundo. Enquanto você, trabalhador que sustenta o luxo da Janja e do marido, luta para fechar o mês, o "pai dos pobres" resolveu mostrar quem manda de verdade: o crime organizado e a fome.

 

O Brasil de 2026 não é um país; é um cativeiro ideológico onde a realidade foi substituída por mentiras oficiais e o "amor" virou a senha para o assalto aos cofres públicos e à sua dignidade.

 

Para quem acreditou na conversa mole de que o Lula e o Bolsonaro eram farinha do mesmo saco, o despertar veio com gosto de sangue e ração de cachorro. Não estamos falando de erros de percurso, mas de um projeto de poder que escanteia o cidadão de bem para estender o tapete vermelho para as facções criminosas. O que a mídia tradicional tenta batizar como "gafe", qualquer pessoa com um pingo de caráter enxerga como uma confissão escancarada de inépcia e maldade.

 

O tapete vermelho para a criminalidade

 

Não há como começar por outro lugar senão pelo espanto. Em uma cerimônia oficial, diante de autoridades e câmeras, o ser abjeto que ocupa o mais alto cargo da República não apenas tropeçou nas palavras; ele escancarou uma meta de gestão. Ao celebrar a aprovação de uma lei, Lula disparou: o Brasil será um dos países “mais respeitados no mundo no crime organizado”.

 

A Revista Veja tentou suavizar, chamando de "nova gafe". Mas pare um segundo e pense: quem, em sã consciência, tem o crime organizado no vocabulário de metas de respeito internacional? O ato falho (ou lapso freudiano) acontece quando o controle do "policial interno" falha e a verdade nua e crua escapa.

 

E não é apenas força de expressão. Enquanto o discurso flerta com o submundo, os números do TCU, revelados pelo Metrópoles, mostram a inépcia administrativa que serve de adubo para as facções. O governo gastou apenas 54% dos recursos previstos para combater o crime. Ou seja: metade do dinheiro que deveria prender bandido ficou mofando na gaveta (ou foi para o bolso de algum aliado). É incompetência ou estratégia?

 

Para completar o cenário de terror do trabalhador honesto, o Itamaraty, segundo o G1, manifestou oposição ao governo americano para que o PCC e o CV não fossem classificados como organizações terroristas. O argumento? Proteção aos "coitadinhos". Enquanto o cidadão se tranca em casa com três cadeados, o governo usa a diplomacia para garantir que as contas bancárias de facções no exterior não sejam congeladas. É o Estado trabalhando como o departamento jurídico do crime.

 

Lulinha, a Fictor e seus negócios obscuros

 

A proximidade com o obscuro não para no Planalto. O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ressurge nas manchetes do Metrópoles vinculado à empresa Fictor, alvo da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.

 

O filho do presidente, em um movimento que exala privilégio e desfaçatez, viajou com a comitiva oficial para a China, apresentando sócios da Fictor como se fossem a vanguarda do empresariado brasileiro. Enquanto você luta para pagar o boleto do MEI, o "Conselhão" do pai abre as portas do mundo para quem a PF olha com lupa. A promessa era um Brasil para todos, mas parece que o "todos" tem sobrenome e conexões bem específicas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

Sobrou para o Totó: A "dieta chinesa" da inflação

 

Se a segurança pública é um pesadelo, a economia virou um deboche. A picanha de 2022 virou o cachorro de 2026. Em um evento em Anápolis, rodeado de empresários chineses, Lula conseguiu a proeza de ofender uma cultura milenar e aterrorizar o brasileiro médio no mesmo fôlego. Segundo a Folha de S. Paulo, ele sugeriu que os chineses "não têm problema" com os gastos elevados com animais de estimação porque, bem... eles os comem!

 

A frase não foi dita no vácuo. Ela surgiu como uma tentativa desesperada de justificar por que o IPCA-15, conforme o Correio Braziliense, saltou para 0,44% em março, puxado justamente por alimentos e bebidas. O ovo subiu, o leite subiu, o feijão subiu. E qual a solução do "Pai dos Pobres"? Criticar o brasileiro que gasta com ração para o cachorro.

 

A mensagem subliminar é nojenta: "Está achando a carne cara? O seu pet é uma fonte de proteína disponível". É o suco da abjeção. Um presidente que culpa o povo pelo endividamento, ignorando que é o seu próprio governo que gasta como se não houvesse amanhã, gerando a inflação que corrói o salário mínimo.

 

O teatro da mídia e a lavagem cerebral

 

O que mais causa náusea não é apenas a fala do mandatário, mas o silêncio cúmplice e o "pano" passado pela mídia tradicional. Se o antecessor dissesse 1% do que Lula diz sobre "respeito ao crime" ou "comer cachorros", o mundo estaria acabando em editoriais sobre a ameaça à democracia. Com Lula, a imprensa atua como um corretor ortográfico de luxo, transformando atrocidades em "deslizes" e má gestão em "desafios conjunturais".

 

O IBGE, agora sob nova direção, "pare" (do verbo parir...) números que parecem saídos de uma peça de ficção. Tudo é redondinho, tudo está na meta, mas o povo, na gôndola do supermercado, sabe que a conta não fecha. A inflação de alimentos é o imposto mais cruel que existe, porque o rico investe em juros altos para lucrar, enquanto o pobre deixa de comprar a mistura para não passar fome.

 

O peso do voto e a realidade cruel

 

É revoltante saber que o voto do trabalhador que acorda às 5h da manhã tem o mesmo peso de quem comemorou a vitória de Lula dentro das celas de segurança máxima. O Brasil tornou-se um lugar onde a honestidade é punida com inflação e a malandragem é premiada com cargos e viagens internacionais.

 

Lula não cansa de falar besteiras porque ele sabe que tem um exército de fanáticos prontos para aplaudir qualquer deboche e uma mídia pronta para traduzir seus insultos. Mas a realidade é teimosa. O "amor" que venceu não coloca comida na mesa, não prende bandido e, agora, olha para o seu animal de estimação com segundas intenções.

 

Se você fez o “L” esperando o paraíso, o que recebeu foi o convite para um banquete onde você não é o convidado, você é o prato principal. E se reclamar da conta, prepare-se: o próximo passo, segundo a lógica presidencial, talvez seja trocar o seu almoço pelo seu melhor amigo de quatro patas.

 

Dá enjoo? Deveria dar. Porque um País que aceita ser liderado por quem "deseja o respeito do crime organizado" já desistiu de si mesmo (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 27/3/2026)

 



Lula cita gastos com cães e diz que "na China não deve ter esse problema"

Casal Janja e Lula. Foto Reprodução Blog CNN

 

Segundo o presidente, quem tem um cão precisa "levar no dentista para cuidar da boca dele" e "ninguém aceita que se dê mais resto de comida para o cachorro".

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa quinta-feira (26) que brasileiros têm tido cada vez mais gastos com animais domésticos, como cães e gatos.

 

Em seguida, ao se dirigir a um representante de uma fábrica chinesa, Zhu Huarong, Lula disse que os chineses não devem ter "esse problema" de gastos com os pequenos animais.

 

"Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro", declarou o presidente em evento de reinauguração do parque fabril da montadora de veículos Caoa, em Anápolis (GO).

 

Na China, o consumo de carne de cachorro ainda ocorre em alguns períodos do ano, mas entre uma parcela restrita da população. A maior parte dos chineses já rejeita a prática, e, com o crescimento do número de cães como animais de estimação, a venda de carne de cachorro chegou a ser proibida em algumas regiões.

 

Lula comentou, ainda, que teve cachorro a vida inteira. "Quando eu casei com a Marisa, eu fui morar numa casa de 33 metros quadrados. Eu, a mãe da Marisa, a Marisa, três filhos e duas cachorras. Eu tive uma dálmata que teve 11 filhotes, e tinha que dar mamadeira para os filhotes porque as tetinhas dela não davam para amamentar tudo. Eu levantava de noite para dar", disse.

 

Ainda segundo o presidente, quem tem um cachorro precisa "levar no dentista para cuidar da boca dele" e "ninguém aceita que se dê mais resto de comida para o cachorro". "Agora, os cachorrinhos têm que dormir com a gente. Tem que tá limpinho, dar banho uma vez por semana, levar no veterinário. E tudo isso é um sequestro do nosso salário. E a gente só se dá conta no final do mês", criticou.

 

A fala do chefe de Estado aconteceu enquanto ele comentava o aumento dos gastos dos brasileiros após o início da Guerra no Oriente Médio, destacando o gasto mensal com os pets. Segundo Lula, o governo tem se esforçado para reduzir os impactos financeiros na população (CNN, 26/3/26)