10/02/2026

O caminho de Flávio à vitória em 2026 – Por Paula Sousa

O caminho de Flávio à vitória em 2026 – Por Paula Sousa

Foto Reprodução Blog Gazeta do Povo

 

A política brasileira vive um momento de revelação que as salas climatizadas das redações tradicionais e os gabinetes palacianos tentam, a todo custo, ignorar. Enquanto a propaganda oficial se esforça para pintar um país de prosperidade, o termômetro das ruas e o silêncio das prateleiras de supermercado contam uma história bem diferente. O resultado dessa desconexão entre o discurso e a realidade acaba de ganhar números: o senador Flávio Bolsonaro não apenas se consolidou como o principal herdeiro da vontade popular conservadora, mas alcançou um empate técnico que faz o sistema tremer.

 

A força da identidade: O povo escolheu Bolsonaro

 

A última pesquisa do Instituto Meio/Ideia, divulgada neste início de fevereiro de 2026, traz uma mensagem clara: o eleitor não quer substitutos ou "terceiras vias" fabricadas por conveniência mediática. O crescimento de Flávio Bolsonaro é um fenômeno de autenticidade. Ele aparece com 14% na pesquisa espontânea, um número expressivo que demonstra um voto já cristalizado, que não depende de listas ou sugestões.

 

Muitos tentaram projetar nomes alternativos, figuras que suavizassem o discurso para agradar a todos, mas o que os dados mostram é que a direita brasileira tem um DNA definido. Flávio carrega não apenas um sobrenome, mas a representação de um projeto de país que milhões se recusam a abandonar. Quando os nomes são apresentados no cenário estimulado, ele salta para os 30%, deixando claro que o capital político de Jair Bolsonaro encontrou seu sucessor natural.

 

O poder da soma: A vitória matemática no segundo turno

 

A estratégia da oposição para 2026 é um jogo de paciência e inteligência. No primeiro turno, a fragmentação entre nomes como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado pode dar a ilusão de que o atual governo respira aliviado. Entretanto, ao somar as intenções de voto desses candidatos, a oposição ultrapassa a marca dos 43%, superando o teto que o atual presidente parece ter atingido.

 

Diferente da esquerda, que já despejou todo o seu arsenal e depende de figuras pequenas como Aldo Rebelo ou Renan Santos (que juntos não somam força relevante para o atual mandatário), a direita possui uma reserva de votos gigantesca para herdar no segundo turno. A realidade é que, em um confronto direto, a distância entre Lula e Flávio desapareceu. Com Lula marcando 45,8% e Flávio 41,1%, dentro de uma margem de erro de 2,5 pontos, o Brasil está diante de um empate técnico real. A eleição não está apenas aberta; ela está pendendo para a mudança.

 

O calcanhar de Aquiles: Segurança e a verdade das prateleiras

 

O governo atual tenta manter a aparência de estabilidade através de pacotes de auxílio e uma comunicação cara. Mas a verdade tem um custo, e o brasileiro o paga diariamente. O calcanhar de Aquiles de Lula não é apenas a segurança pública — tema em que o sobrenome Bolsonaro detém autoridade absoluta diante do avanço da criminalidade —, mas a economia real, aquela que não aceita maquiagem estatística.

 

Por mais que se tente dizer que o povo está feliz, o cidadão sente o aperto quando entra no supermercado. A inflação dos alimentos, que corrói o poder de compra, e a sensação de que o dinheiro acaba antes do mês, são fatores que nenhum programa de compra de votos consegue apagar. O eleitor percebe que a abundância prometida ficou nas promessas de campanha, enquanto o custo de vida e os juros elevados são a herança presente. É no caixa do mercado e no asfalto inseguro que a narrativa oficial desmorona.

 

A estratégia do futuro: União e cautela

 

Flávio Bolsonaro tem se mostrado um articulador equilibrado, dialogando com o mercado financeiro e com os setores produtivos, sem abrir mão dos valores que o trouxeram até aqui. Ele representa a continuidade de uma ideia que sobreviveu a todas as tentativas de cancelamento e isolamento.

 

A jornada rumo a outubro de 2026 será muito difícil, exigindo resiliência diante de um adversário que já demonstrou não impor limites aos seus métodos para se manter no poder. No entanto, os números atuais revelam uma verdade que nenhuma narrativa fabricada consegue soterrar: o Brasil anseia pelo retorno da ordem e da prosperidade. A chama da mudança permanece acesa, impulsionada por um povo que aprendeu a distinguir a propaganda oficial da realidade que enfrenta nas ruas. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 10/2/2026)