O campo não pede favor. Pede condições para produzir!
Por Rodrigo Simões
O campo brasileiro atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Secas prolongadas, enchentes, perdas de safra, aumento dos custos de produção, juros elevados e oscilações de mercado comprometeram a capacidade de pagamento de milhares de produtores rurais em todo o país.
Nesse cenário, a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122 pelo Senado Federal representa mais do que uma medida econômica. Representa esperança. Esperança para quem acorda cedo, enfrenta riscos diários e continua carregando nas costas uma das atividades mais importantes para o Brasil: a produção de alimentos.
UM RESPIRO PARA QUEM SUSTENTA O BRASIL
A aprovação do projeto cria condições para a renegociação de dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos e outras adversidades econômicas.
A medida chega em boa hora.
Não se trata de privilégio. Trata-se de reconhecer uma realidade que milhares de famílias rurais enfrentam diariamente.
Quando o produtor perde uma safra, não perde apenas uma colheita. Perde receita, compromete investimentos, empregos e muitas vezes coloca em risco a continuidade da própria atividade.
PRODUZIR NUNCA FOI TÃO DESAFIADOR
O agro brasileiro continua sendo uma potência mundial.
Mas quem está dentro da porteira sabe que os desafios cresceram.
Custos de produção elevados, eventos climáticos cada vez mais frequentes e dificuldades de acesso ao crédito criaram um ambiente de enorme pressão para o produtor.
Por isso, medidas que garantam previsibilidade e condições de recuperação são fundamentais para a manutenção da atividade produtiva.
O CAMPO NÃO PEDE FAVOR
Existe uma diferença importante que precisa ser compreendida.
O produtor rural não pede tratamento especial.
Pede condições para continuar trabalhando.
Pede segurança jurídica.
Pede crédito acessível.
Pede políticas públicas que compreendam a realidade de quem produz.
O Brasil depende do campo muito mais do que muitas vezes se imagina.
SEGURANÇA ALIMENTAR COMEÇA NA PROPRIEDADE RURAL
Existe uma expressão que deveria estar presente em todas as discussões sobre desenvolvimento: segurança alimentar.
Ela não começa nos supermercados.
Não começa nas cozinhas.
Não começa nas cidades.
A segurança alimentar nasce no campo.
Nas mãos de quem planta.
Nas mãos de quem cria.
Nas mãos de quem produz.
Sem produção rural forte, não existe abastecimento seguro.
Sem abastecimento seguro, não existe estabilidade econômica nem social.
SÃO PAULO TEM DADO EXEMPLO
Quando o assunto é segurança alimentar, o Estado de São Paulo tem desempenhado papel de destaque nacional.
Sob a liderança do governador Tarcísio de Freitas e com a atuação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Estado vem fortalecendo programas, ampliando políticas públicas e investindo em ações que conectam produção, abastecimento e proteção social.
São iniciativas que demonstram uma compreensão moderna e responsável sobre o tema.
Segurança alimentar não é discurso.
É gestão.
É planejamento.
É política pública séria.
QUEM ALIMENTA O BRASIL PRECISA SER PROTEGIDO
A renegociação das dívidas não resolve todos os problemas do setor.
Mas representa um passo importante.
Permite que produtores reorganizem suas atividades, retomem investimentos e mantenham empregos em milhares de municípios brasileiros.
Quando um produtor permanece produzindo, toda a cadeia produtiva permanece viva.
ATENÇÃO À TRAMITAÇÃO
A aprovação pelo Senado é uma etapa importante.
Mas o setor produtivo acompanha atentamente os próximos passos da tramitação.
O momento exige responsabilidade e compromisso das instituições.
O campo precisa de soluções efetivas e não apenas de boas intenções.
FORTALECER O AGRO É FORTALECER O BRASIL
Poucos setores têm tamanho impacto sobre a economia nacional quanto o agronegócio.
O agro gera empregos.
Movimenta cidades.
Atrai investimentos.
Produz riqueza.
E, acima de tudo, garante alimento na mesa de milhões de brasileiros.
Fortalecer o produtor rural significa fortalecer toda a sociedade.
MAIS DO QUE UMA QUESTÃO ECONÔMICA
O debate sobre o projeto aprovado pelo Senado vai muito além de números e planilhas.
Estamos falando de famílias.
De empregos.
De produção.
De abastecimento.
Estamos falando da capacidade do Brasil continuar produzindo alimentos para seu próprio povo e para o mundo.
E quando o assunto é comida na mesa, responsabilidade nunca pode ser opcional.
Porque quem produz alimento merece respeito.
Merece apoio.
E merece condições para continuar fazendo aquilo que sustenta o Brasil todos os dias.
(Rodrigo Simões, Jornalista • Administrador de Empresas, Pós-graduado em Gerente de Cidades – FAAP, 2× Vereador por Ribeirão Preto • Presidente da Câmara (2017), Ex-Presidente da FUNTEC, Colunista – BrasilAgro, Apresentador do Podcast Clube do Povo; 15/6/26)

