O estado obeso e o trabalhador esmagado - Por Paula Sousa
Imagem Reprodução Facebook
O mito do bilionário malvado
Vivemos em um país onde se precisa parcelar o supermercado em três vezes — e ainda há quem culpe o bilionário por isso. É o delírio coletivo da mediocridade: a crença de que o sucesso de alguém é a causa da miséria do outro. Elon Musk cria carros elétricos, foguetes e empregos; Jeff Bezos faz o mundo receber livros e comida em 24 horas; Bill Gates colocou um computador em cada casa; Steve Jobs colocou um estúdio no bolso de cada um.
E o Estado brasileiro? Conseguiu transformar até os Correios em uma piada cara e ineficiente. Enquanto o setor privado inventa, produz, entrega e gera dignidade, o Estado arrecada, desperdiça e ainda se faz de vítima.
Mas o esquerdista típico não vê isso. Ele não olha para o rico e pensa “quero chegar lá”. Ele pensa: “ninguém mais deveria chegar lá”. Não porque ama o pobre, mas porque odeia o bem-sucedido. Sua ideologia é um elogio à mediocridade — um nivelamento por baixo disfarçado de “justiça social”.
O trabalhador enganado pelo Estado
A esquerda adora dizer que defende o trabalhador, mas se o amasse de verdade, o libertaria. As leis trabalhistas brasileiras são tão velhas quanto as ideias que as sustentam. Criadas sob inspiração da Carta del Lavoro de Mussolini, são a herança direta do fascismo: o Estado como “protetor” que, na prática, sufoca a livre iniciativa, as pequenas empresas e o próprio trabalhador.
Enquanto o empresário luta para não falir pagando impostos, encargos e burocracias, o trabalhador é enganado com promessas vazias e direitos que não pagam o aluguel. A CLT não protege: ela aprisiona. Transformou o emprego em um privilégio escasso, a produtividade em crime, e o empreendedor em inimigo público.
O Estado paternalista não quer que o cidadão prospere. Quer que ele dependa. E quanto mais dependente o povo, mais gordo o parasita.
Como o próprio pai dos pobres disse: "se o povo estudar mais e ganhar mais, não vota mais em mim". Sem pobres, Lula seria o pai de quem?
A inveja travestida de justiça social
O comunismo começa onde a virtude termina: na inveja. Primeiro, o ressentimento. Depois, a vitimização. Por fim, o ódio. O ciclo é previsível.
O comunista olha para quem venceu e cria uma fábula para justificar o próprio fracasso. Se alguém prosperou, foi porque “teve privilégios”. Se alguém construiu algo, foi “explorando o outro”. É mais fácil odiar do que tentar.
O brasileiro médio — com QI abaixo de um macaco treinado — prefere reclamar enquanto aposta em joguinhos de azar, em vez de estudar, trabalhar ou empreender. E quando alguém dá certo, ele não se inspira: ele se revolta. A inveja é o verdadeiro combustível da mentalidade esquerdista.
Enquanto Flávio Augusto, com 19 anos e uma gravata emprestada, fundava a Wise Up e depois a vendia por R$ 877 milhões, milhões de “críticos do capitalismo” ainda esperavam o próximo auxílio do governo.
Luciano Hang, Paulo Junqueira, Tallis Gomes, Afrânio Barreira, Roberto Justus, Sidney Oliveira, Silvio Santos — todos esses nomes têm algo em comum: criaram riqueza onde o Estado só cria miséria.
Mas para a esquerda, são “vilões”. O verdadeiro herói é o político que nunca gerou um único emprego na vida, mas decide o destino de quem gera milhares.
O Estado gordo e o povo anêmico
Em 2025, o governo Lula já arrecadou três trilhões de reais em impostos. Três trilhões. Segundo a ONU, esse valor seria suficiente para acabar com a fome no mundo 85 vezes.
Mas no Brasil, metade da população não tem acesso a saneamento básico.
E o motivo é simples: o atual governo não produz. Ele consome. Ele é o parasita que se alimenta do sangue do cidadão produtivo — e ainda o culpa pela anemia.
O Estado brasileiro é a pior empresa do país: cobra caro, entrega mal e não aceita concorrência. Enquanto Elon Musk tenta chegar em Marte, o governo não consegue fazer um semáforo funcionar direito.
E, ainda assim, quer ensinar “justiça social” e “redistribuição de riqueza”
A ironia suprema da história é que o fascismo — o espantalho favorito da esquerda — nasceu do mesmo berço ideológico que ela.
O fascismo defendia um Estado inchado, controlador, sindicalista, anticapitalista, inimigo da livre iniciativa e da concorrência. Mussolini foi socialista antes de ser ditador, e apenas trocou o nome da causa, não sua essência.
O Estado forte, a censura, a perseguição de opositores, a idolatria ao “coletivo”, a burocracia que sufoca o indivíduo — tudo isso é fascismo.
E tudo isso é exatamente o que a esquerda defende hoje.
O verdadeiro fascista moderno veste vermelho, grita “democracia”, mas sonha com um Estado que decide o que você pode falar, comprar, produzir ou pensar.
A mentira que sustenta a pobreza
O brasileiro foi treinado para odiar quem tem sucesso e amar quem o explora.
Ensinaram nas escolas que o empresário é “fascista”, mas esqueceram de dizer que o fascismo foi criado por socialistas.
Ensinaram que o Estado é “protetor”, mas não contaram que ele vive às custas do suor de quem trabalha.
Ensinaram que os ricos “devem pagar mais”, mas ignoraram que são eles que mantêm de pé a economia que o Estado sabota.
O resultado está diante de todos: um país sufocado por impostos, leis obsoletas e discursos moralistas feitos por quem nunca produziu nada.
Conclusão: o inimigo veste terno e cobra impostos
O verdadeiro explorador não está no topo da Forbes — está em Brasília. O atual governo tem aumentado impostos como se não houvesse amanhã.
O verdadeiro burguês opressor é o Estado. Um parasita disfarçado de salvador, um carrapato institucional que mama no bolso do cidadão e culpa o “capitalismo” pelo que ele próprio destrói.
Enquanto o empresário acorda cedo para gerar riqueza, o Estado acorda tarde para confiscar. Enquanto uns criam, o outro regula. Enquanto uns constroem, o outro destrói.
E enquanto o brasileiro continuar acreditando que o problema são os bilionários — e não o Estado — continuará pobre, ressentido e governado por parasitas. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 10/10/2025)

