07/05/2026

O fim do jogo: O Lula 3 já acabou – Por Paula Sousa

O fim do jogo: O Lula 3 já acabou – Por Paula Sousa

Foto Reprodução Revista Oeste

 

Se você abrir as redes sociais ou conversar na fila do pão, a sensação é de que o País já virou a chave. Mas, se você entrar nos gabinetes acarpetados de Brasília ou na redação de certas revistas estrangeiras, parece que eles ainda estão tentando entender por que o motor do "carro popular" do PT parou de funcionar. A verdade dói, mas precisa ser dita: o Lula 3 acabou antes mesmo de terminar, e o sonho de um Lula 4 está se transformando no pesadelo de um "Dilma 2".

 

O elo que liga o desespero dos institutos de pesquisa, a inflação da cesta básica no Nordeste e a paralisia do Congresso Nacional é um só: a desconexão total entre o projeto de poder da esquerda e a realidade de um povo que não aceita mais ser enganado por ideias mofadas.

 

A tsunami de pesquisas e o desespero do establishment

 

O jornalista Lauro Jardim trouxe uma informação que acendeu o alerta vermelho: estamos sendo inundados por um "tsunami" de pesquisas eleitorais. São quase duas por dia! Por que tanto dinheiro gasto para medir a temperatura de uma eleição que ainda parece longe? A resposta é simples: o establishment está em choque. Eles não conseguem entender como o "encantador de serpentes" perdeu o seu brilho.

 

Essas pesquisas públicas que vemos são apenas a "amostra grátis". O verdadeiro mercado está nos relatórios fechados para bancos e grandes investidores. Eles querem saber quando o navio vai afundar de vez. E os dados não mentem. Como apontou o portal Real Time Big Data, em números divulgados agora em maio de 2026, a rejeição de Lula bateu na casa dos 52%. Para um governo que prometeu "picanha e cerveja", entregar 40% de avaliação negativa é o mesmo que servir um prato vazio e cobrar a conta com juros.

 

A esquerda vive numa bolha de mentiras criadas por eles mesmos. Eles acreditam nos próprios trackings internos que dizem que o Lula está subindo, mas a realidade das ruas — e das pesquisas sérias — mostra que Flávio Bolsonaro já aparece numericamente à frente no segundo turno (44% a 43%). O PT achou que, ao tirar o nome de Jair Bolsonaro da urna, o bolsonarismo morreria. Esqueceram que o bolsonarismo não é um CPF, é um sentimento de cansaço contra o Estado inchado.

 

O "imposto cruel" e a traição ao Nordeste

 

Talvez o ponto mais emblemático dessa derrocada seja o que a revista The Economist — carinhosamente apelidada por muitos de The Ecomunist pelo seu viés ideológico. Eles mandaram repórteres para Guaribas, no Piauí, e Nova Pádua, no Rio Grande do Sul. O objetivo era entender a polarização, mas acabaram expondo a maior ferida do PT: o custo de vida insuportável.

 

Lula sempre tratou o Nordeste como seu curral eleitoral exclusivo, mas ele subestimou a inteligência do povo. O governo vive de slogans: "Gás para Todos", "Luz para Todos"... mas na prática, é "Inflação para Todos". A cesta básica nas capitais do Nordeste está subindo quase 10% ao ano. Para quem vive de Bolsa Família, isso é uma sentença de fome. E aqui mora a ironia: o povo lembra que, no governo Bolsonaro, mesmo com uma pandemia global, o valor do auxílio subiu e a economia não sufocava o consumo básico como agora.

 

A inflação é o imposto mais cruel que existe porque ela não pede licença; ela simplesmente rouba o poder de compra de quem tem menos. Enquanto a elite 'progressista' paulistana, os artistas globais do Rio e a aristocracia socialista de toga em Brasília sobrevoam o caos de helicóptero, o trabalhador de Guaribas sente o impacto do feijão disparando no prato. É o abismo entre o Brasil dos privilégios e o Brasil da sobrevivência.

 

O PT continua tentando vender ideias de 130 anos atrás — o Estado como o grande provedor de tudo — em plena era da Inteligência Artificial e da informação descentralizada. Eles não perceberam que o sertanejo agora tem smartphone. Ele não depende mais da rádio local ou da TV Globo para saber o que está acontecendo. Ele compara preços, compara gestões e percebe que está sendo usado.

 

O fantasma de Dilma e o aviso de Eduardo Cunha

 

Se há alguém que conhece as entranhas do poder em Brasília, esse alguém é Eduardo Cunha. Em sua coluna no Poder 360, ele foi cirúrgico: o Lula 4 será a repetição do Dilma 2. E todos sabemos como isso termina.

 

Lula cometeu um erro fatal de soberba. Ele se elegeu com o discurso da "Frente Ampla", posando de estadista que iria pacificar o país. Assim que subiu a rampa, jogou a frente ampla no lixo e passou a governar como um "chefe de facção", priorizando o rancor e a vingança contra adversários. Ele prometeu democracia, mas entregou o ministério para a extrema-esquerda e cargos para quem o apoiou na cadeia.

 

O resultado? O Congresso Nacional lhe deu as costas. O Lula 3 é um governo zumbi: ele caminha, mas não tem alma, não aprova projetos relevantes e sofre derrotas humilhantes, como a derrubada de vetos e a rejeição de nomes para o STF. Cunha lembra que Dilma, em 2014, tentou usar bancos públicos para maquiar o orçamento e garantir a reeleição — o famoso "gol de mão". Lula está fazendo o mesmo, gastando o que não tem para tentar manter uma popularidade artificial.

 

Se Lula ganhar em outubro de 2026 — o que as pesquisas mostram ser cada vez mais difícil —, ele entrará em um mandato já velho, sem apoio parlamentar e com a necessidade de fazer o maior arrocho fiscal da história para cobrir o buraco que ele mesmo cavou. É o roteiro perfeito para um impeachment inevitável. O povo não vai aceitar pagar a conta da "quebradeira" petista pela segunda vez em uma década.

 

A barreira tecnológica e a falência das instituições

 

Um dado fascinante da pesquisa da Real Time Big Data mostra que o reduto de Lula agora se resume à "velharia" que ainda fica presa na frente da TV Globo recebendo lavagem cerebral. Entre os jovens e os adultos até 59 anos, a vantagem está com Flávio Bolsonaro. Por quê? Porque essa geração consome informação na internet. Eles veem os vídeos sem cortes, acessam dados reais e não caem mais no teatro das teses de doutorado que tentam reescrever a história dizendo que o impeachment de Dilma foi "golpe".

 

Aliás, a desconfiança do brasileiro atingiu níveis alarmantes. 55% da população não confia no STF e 52% não confia na imprensa tradicional. O brasileiro médio percebeu que existe um consórcio tentando manter o sistema vivo a qualquer custo. O uso da palavra "democracia" virou um escudo para autoritarismos, e o povo sacou a jogada. Quando o STF se torna um ator político, ele perde a sua única moeda de troca: a autoridade moral.

 

O Brasil quer ser o País do presente

 

Por muito tempo, o povo acreditou na frase "o Brasil é o país do futuro". Hoje, a pesquisa mostra que a maioria não concorda mais com isso. Por quê? Porque estamos cansados de esperar por um futuro que nunca chega porque o Estado sempre nos puxa para trás.

 

O brasileiro entendeu que o Bolsa Família é necessário para quem precisa, mas também concorda (segundo a pesquisa) que ele tem sido usado para desestimular o trabalho e garantir votos. O brasileiro quer emprego, quer empreender, quer menos imposto e mais liberdade.

 

Ele quer um presidente que acredite em Deus e nos valores da família, e não um que apoie ditaduras pelo mundo enquanto tenta prender a oposição em casa.

 

Lula está preso ao passado. Ele ainda acha que está em 2003, quando o boom das commodities mascarava os problemas estruturais do país. Hoje, a economia do Brasil sob Lula é vista como pior do que a pandemia de Covid por 44% da população. Não há narrativa que resista ao bolso vazio.

 

O jogo não está ganho, mas o rei está nu

 

Apesar de todo esse cenário de colapso, lhes trago um alerta: o jogo não está ganho. A esquerda é profissional em usar a máquina pública, as "emendas" e o apoio de setores do Judiciário para tentar virar o tabuleiro no último minuto. Eles têm o "dedão na balança".

No entanto, o clima de "Tchau, Querida" paira no ar. A arrogância de Lula, que não consegue esconder o rancor nem em seus discursos oficiais, isolou-o em uma redoma de vidro. Ele governa para o cercadinho do PT enquanto o Brasil real, o Brasil que produz, o Brasil que acorda cedo no Nordeste e no Sul, já está olhando para a frente.

 

O PT já deu o que tinha que dar. Suas ideias são fósseis em um mundo de chips. Eles tentam controlar a narrativa, mas a informação descentralizada os atropelou. Lula pode até tentar se segurar nas cordas do STF ou em pesquisas de tracking furadas, mas a realidade é implacável: o povo quer mudar, o Congresso já mudou e a história não perdoa quem tenta repetir o erro esperando um resultado diferente.

 

O fim da era Lula não será apenas uma derrota eleitoral; será o encerramento de um ciclo onde o Estado achava que era dono do cidadão. O Brasil cansou de ser o "país do futuro" de um passado que nunca funcionou. O presente é de liberdade, e ele não passa pelo PT (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 6/5/2026)