15/01/2026

O maior inimigo da direita é a sua própria imaturidade – Por Paula Sousa

O maior inimigo da direita é a sua própria imaturidade – Por Paula Sousa

Imagem O Pensador

A situação do Brasil é insustentável. Todos nós sentimos o peso de um País que parece caminhar a passos largos para o abismo. Estamos, com razão, indignados com a perseguição e a verdadeira tortura psicológica e jurídica pela qual o presidente Jair Bolsonaro está passando. É um sentimento de revolta legítimo, mas é exatamente neste momento que a direita brasileira precisa decidir se quer ser um movimento político sério ou um grupo de discussão infantil em redes sociais.

 

O que vimos recentemente — ataques coordenados ao governador Tarcísio de Freitas e sua esposa por causa de interpretações maldosas de redes sociais — é a prova de que parte da direita ainda age pelo fígado, e não pela cabeça. Se não houver um amadurecimento urgente, o Brasil e o Estado de São Paulo serão entregues de bandeja para a esquerda e para o centrão por pura birra.

 

Pragmatismo não é traição

 

Tarcísio de Freitas foi o melhor e mais fiel ministro de Jair Bolsonaro. Como governador, ele vem realizando o melhor trabalho da história do Estado de São Paulo. Seus resultados são incontestáveis. No entanto, ele tem sido alvo de "fogo amigo" simplesmente porque não vive com o celular no rosto fazendo declarações inúteis ou comentando cada vírgula do noticiário.

 

Precisamos entender de uma vez por todas: nem tudo precisa ser comentado nas redes sociais.

 

Vivemos hoje sob um estado de exceção. Um governador que gere a maior economia do País precisa pensar muito bem no que dizer e em quais lutas de fato valem a pena travar publicamente. Tarcísio é pragmático. Ele entende que a gestão técnica e a entrega de resultados são a maior defesa contra o avanço da esquerda. Muitas coisas devem ser, e são, tratadas no particular. A falta de exposição diária no Instagram não é sinal de deslealdade, é sinal de inteligência emocional.

 

A armadilha da mídia esquerdista

 

É vergonhoso ver influenciadores de direita caindo em armadilhas óbvias montadas pela imprensa progressista. A mídia sempre tentou desgastar a relação entre o presidente Bolsonaro e Tarcísio. Eles plantam a discórdia, criam narrativas de "traição" e, incrivelmente, conseguem fazer com que a base bolsonarista compre essa briga.

 

Como é possível que um eleitorado que critica quem acredita em "picanha e cervejinha" seja enganado tão facilmente por fofocas de rede social? A desonestidade de alguns influenciadores que vivem de cliques e curtidas está cegando o movimento. Eles preferem queimar um aliado valioso para ganhar engajamento do que manter a união necessária para vencer o sistema.

 

O próprio Flávio Bolsonaro, que conhece a realidade dos fatos e a estratégia política da família, já defendeu Tarcísio publicamente dessas acusações sem fundamento. Da mesma forma, Michelle Bolsonaro curtiu uma postagem do governador sobre economia por não ver maldade alguma no conteúdo, e, mesmo assim, precisou vir a público explicar o óbvio. Se o filho e a esposa do presidente — as maiores lideranças do movimento — defendem o governador, por que "apoiadores" de teclado insistem em continuar com essa perseguição? Isso não é patriotismo, é sabotagem.

 

O risco real da desunião

 

Se a direita continuar com essa tendência de "autocombustão", o preço será alto. Quando o PSDB, o centrão ou a esquerda voltarem ao poder em São Paulo porque a direita decidiu destruir seu melhor quadro político, não adianta reclamar. Aqueles que hoje fazem birra de criança por causa de uma curtida ou de um compartilhamento da Michelle Bolsonaro serão os responsáveis diretos pela nossa derrota.

 

A direita precisa crescer. Precisa estudar, entender como o poder funciona e parar de reagir de forma histérica a cada postagem de rede social. A política séria é feita com estratégia e sangue frio, não com ataques impulsivos a quem está do nosso lado.

 

Conclusão: É hora de agir com a cabeça

 

Não temos mais tempo para infantilidades. Ou a direita amadurece e passa a apoiar quem realmente entrega resultados e mantém a fidelidade em ações — e não apenas em palavras — ou continuaremos sendo atropelados. Tarcísio nunca se lançou candidato a nada fora de seu mandato; ele está focado em governar. Michelle e Flávio Bolsonaro estão fazendo o seu papel no jogo político.

 

O nosso foco deveria estar em combater quem destrói o País, e não em queimar os nossos próprios governadores e lideranças. Tenham cuidado com o que consomem de influenciadores que só buscam o caos. O Brasil precisa de uma direita inteligente, unida e, acima de tudo, emocionalmente estável. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 15/1/2026)