O milagre de Milei e o abismo de Lula: A vitória da liberdade
Por Paula Sousa
A esquerda global adora uma narrativa fantástica, mas a realidade tem o péssimo hábito de atropelar a ficção socialista. Enquanto a imprensa chapa-branca brasileira passava pano para o desastre kirchnerista e previa o caos na Argentina, Javier Milei fez o que qualquer economista sério faria: desligou a impressora de dinheiro e passou a motosserra no Estado parasitário. O resultado? Um verdadeiro milagre econômico construído com transparência, verdades duras e respeito às leis da economia.
Para entender a magnitude do feito de Milei, basta olhar a tragédia que ele herdou. O governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner entregou uma Argentina destruída, com uma inflação anual estratosférica de 211,4% em 2023 — a maior taxa global —, reservas internacionais líquidas no terreno negativo, um déficit fiscal de 5% do PIB e a pobreza saltando de 35,5% para mais de 44%. O modelo socialista de Fernández apoiava-se na receita clássica do fracasso: gastar o que não tem, imprimir pesos sem nenhum lastro para cobrir o rombo e tentar conter a catástrofe represando preços e impondo o infame "cepo cambial", gerando desabastecimento generalizado.
O governo Lula 3 segue rigorosamente essa mesma cartilha intervencionista, repetindo passo a passo os mesmos erros estruturais. A equipe econômica apoia-se na expansão desenfreada do gasto público, no endividamento galopante e na elevação contínua de impostos para sustentar um Estado hipertrofiado. Além disso, retoma o uso de bancos públicos para crédito subsidiado, pressiona por juros baixos no canetaço e apela para o estímulo artificial do consumo via déficit recorrente.
Milei assumiu em dezembro de 2023 sem enganar ninguém. Ao contrário dos demagogos que prometem picanha e entregam azeite a preço de ouro, avisou que o remédio seria amargo. Nos primeiros meses, o "sinceramente de preços" e a desvalorização do peso oficial fizeram a inflação mensal disparar para 25,5% e a pobreza ultrapassar temporariamente os 52% — o banho de sangue inevitável para absorver anos de inflação reprimida pelo kirchnerismo. A oposição peronista e a militância disfarçada de jornalismo comemoravam o suposto colapso do liberalismo, mas a dor durou pouco e a cura veio a jato.
Ao implementar o "Déficit Zero" no primeiro mês, Milei cortou subsídios, eliminou obras públicas desnecessárias e acabou com o financiamento monetário do Estado. Como bem analisou o economista Fernando Ulrich, a base monetária estabilizou na casa dos 41 trilhões de pesos e o agregado M2 (M2 é um indicador econômico que mede a quantidade total de dinheiro disponível e em circulação na economia de um país) congelou nos 127 trilhões. Sendo a inflação um fenômeno monetário, o índice de preços mensal desabou para a faixa de 1,5% a 2,6%.
Os dados oficiais do INDEC, do Banco Central da Argentina (BCRA) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) esmagam as narrativas da imprensa. No primeiro trimestre de 2026, o PIB argentino cresceu 2,3% na comparação anual e 0,7% sobre o trimestre anterior, impulsionado pela pesca (+27,5%), agronegócio (+18,1%) e mineração (+12,3%), com a atividade econômica atingindo a máxima histórica de 156,3 pontos. As exportações em volume saltaram 45%, gerando o maior superávit comercial desde 2009. Com o RIGI (Régimen de Incentivos para Grandes Inversiones) e a Ley Bases, o capital privado voltou em massa para Vaca Muerta e para o lítio.
O efeito social foi imediato: a pobreza despencou para 28,2% em 2025 e atingiu a marca histórica de 20%, o menor nível em sete anos, superando o próprio Brasil. A dívida líquida caiu quase 5% do PIB — mais de 23 bilhões de dólares abatidos —, o risco-país recuou para a casa dos 500 pontos e a S&P elevou a nota de crédito argentina. Os depósitos privados em dólares saltaram de 15% para 33% do M2 total, provando o retorno da confiança no sistema financeiro.
Atropelando o bordão esquerdista de que "cortar gastos deprime a demanda", o consumo per capita atingiu o maior nível desde 2017. Até a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, declarou em Buenos Aires que a Argentina vive um cenário "muito mais saudável", sem necessidade de auxílio financeiro extra.
Enquanto a economia argentina cresce 5,5% ao ano — o dobro do ritmo brasileiro —, Fernando Haddad foi ao X alegar que Milei "ferrava os mais pobres e deprimia a economia", ignorando que o Brasil sob Lula 3 afunda em impostos. O canal ICL chegou ao ridículo de inventar que os argentinos comiam carne de burro por causa da fome, respondendo a processos por fake news. Enquanto a esquerda vive de dogmas, o FMI e o Peterson Institute for International Economics (PIIE) celebram o ajuste libertário como exemplo de recuperação rápida.
A chave do sucesso de Milei foi ouvir a máxima que meu pai sempre dizia: "Precisamos encostar em árvores que dão frutos". Ele rejeitou a entrada nos BRICS, congelou diálogos com a China autocrática, cortou laços com ditaduras falidas como Rússia, Venezuela e Cuba, e alinhou-se aos EUA de Donald Trump, a Israel e ao mundo livre. Em contraste vergonhoso, Lula joga o Brasil na lata do lixo geopolítico ao abraçar regimes autoritários, transformando o país em um pária internacional.
A diferença de rumo reflete a diferença de modelos. No Brasil, tivemos um vislumbre de prosperidade no governo de Jair Bolsonaro e na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia. Mesmo enfrentando uma pandemia e o impacto da guerra na Ucrânia, a equipe cortou impostos, aprovou a Reforma da Previdência, criou o Marco do Saneamento, reduziu a burocracia, cortou gastos, diminuiu o número de ministérios e colocou o país na rota de recuperação em "V", provando que o capital privado vem com liberdade e segurança jurídica.
Lula 3, contudo, provou ser pior do que uma pandemia. Em três anos, o governo fez a dívida bruta ultrapassar R$ 10 trilhões (78,7% do PIB) — um aumento de mais de 7 pontos —, impondo uma fatura de juros de R$ 1 trilhão por ano (~10% do PIB). A inadimplência atingiu o nível alarmante de 81,7 milhões de pessoas e o setor produtivo sofreu recordes de empresas em recuperação judicial. Como apontou Adalberto Piotto na Revista Oeste, enquanto Milei atrai capital liberando o mercado, o governo Lula joga o Brasil no buraco da gastança descontrolada.
Para blindar o país contra futuros saqueadores da pátria, Milei apresentou no Congresso a lei do "Grilhão Fiscal". A regra altera a Carta Orgânica do Banco Central, proibindo a emissão de moeda para financiar o Tesouro, e institui um shutdown automático em caso de déficit público persistente. Se houver déficit recorrente, o presidente, o vice, os ministros, secretários, deputados e senadores ficam proibidos de receber salários até o equilíbrio ser restaurado, mantendo intocados os investimentos em saúde, segurança e aposentadorias. Imagina implementar isso no Brasil? A Esplanada dos Ministérios ficaria vazia em cinco minutos.
A força moral de Milei incomoda profundamente a esquerda latino-americana. Em sua visita ao Brasil para a conferência do PL, discursou sem papas na língua, criticando abertamente Lula e as decisões do ministro Alexandre de Moraes. A esquerdalha exigiu um pedido de desculpas, mas Milei não se curvou. A Lula e seus assessores restou apenas tentar ridicularizar o presidente argentino — o refúgio infantil dos derrotados que não conseguem encarar os fatos.
A Argentina voltou a voar porque escolheu a liberdade, a responsabilidade fiscal e a verdade. Com o apoio ostensivo de Javier Milei e Donald Trump, o pré-candidato Flávio Bolsonaro lidera a oposição para resgatar o Brasil do abismo fiscal em 2026 e 2027. A Onda Azul da Liberdade está varrendo o socialismo da América Latina. O remédio pode ser amargo no começo, mas a cura é definitiva. O milagre argentino prova que o capitalismo de livre mercado é o único caminho para a prosperidade — e a história não perdoará os que insistirem no erro socialista.
Sobre a autora:
Paula Sousa é historiadora, professora com 8 anos de docência nas áreas de Humanas e pós-graduada em Gestão Pública. Com especializações que vão do Processo Legislativo e Finanças à Inteligência Artificial Generativa, é articulista e roteirista focada em geopolítica, história e socioeconomia — com produções para veículos como o Visão Libertária. É também palestrante e membro do Instituto Cultural Voluntários pelo Brasil (3/8/2026)

