O pacto de Lula: Brasil sob a sombra do terror – Por Paula Sousa
Enquanto você divide o seu salário em três vezes para pagar a conta do supermercado, o submundo do crime organizado brasileiro opera em dólares, euros e criptoativos, com conexão direta com as moscas mais varejeiras do terrorismo global. O Brasil, antes conhecido pelo samba e pelo futebol, sob a batuta de Luiz Inácio Lula da Silva, converteu-se no escritório de contabilidade e no hub logístico oficial da barbárie mundial. Não se trata de teoria da conspiração de redes sociais; trata-se de dados policiais, investigações federais e relatórios de inteligência internacional que o atual governo tenta, de todas as formas, esconder debaixo de um tapete vermelho estendido para ditadores.
A linha de produção do dinheiro sujo: A Operação Hawala
Em maio de 2024, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados conduzida pelo delegado Pedro Brasil, deflagrou a Operação Hawala. O nome da ação faz referência ao milenar e informal sistema de transferência de valores do Oriente Médio baseado puramente na confiança mútua e na compensação à margem dos bancos oficiais. O resultado? A descoberta de um esquema que lavou mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024.
O detalhe mais escandaloso não é a quantia, mas a mesa de negócios. Sentados lado a lado, operando sob o mesmo guarda-chuva financeiro e de forma corporativa, estavam as três maiores facções do narcotráfico brasileiro:
- Primeiro Comando da Capital (PCC)
- Comando Vermelho (CV)
- Terceiro Comando Puro (TCP)
Na linha de frente da lavagem, a polícia identificou três irmãos de origem libanesa que atuavam na região de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira. A investigação revelou transações diretas desses operadores com um indivíduo formalmente listado e sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), o órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos que monitora financiadores da Al-Qaeda. Durante as interceptações, surgiram também menções explícitas ao grupo xiita Hezbollah.
No submundo, a rivalidade sangrenta das ruas do Rio e de São Paulo dá lugar à cooperação pacífica quando o assunto é mandar dinheiro para financiar jihadistas no Oriente Médio. O PCC envia a cocaína para a Europa e, segundo dados obtidos pela Europol, recebe em troca carregamentos de armas vindas do Paquistão — reduto histórico de atuação da Al-Qaeda.
Da lavagem de dinheiro aos coletes explosivos
Se você ainda acredita no mantra do Partido dos Trabalhadores de que essas facções são apenas um "problema doméstico e social de falta de educação", a realidade de 2026 bate à sua porta com estilhaços. O Brasil não é mais apenas um porto seguro para lavagem de dinheiro; é uma plataforma ativa para atentados terroristas.
Recentemente, em janeiro de 2026, a Polícia Federal realizou uma prisão chocante em Bauru, no interior de São Paulo. Com o apoio crucial de informações compartilhadas pelo FBI, a PF prendeu um homem suspeito de integrar o Estado Islâmico (ISIS). O indivíduo estava na fase de atos preparatórios finais para realizar um atentado suicida em solo nacional. Na residência dele, foram apreendidos materiais específicos para a montagem de um colete explosivo.
Isso se soma à Operação Trapiche, deflagrada pela Polícia Federal no final de 2023 com desdobramentos ao longo de 2024. A ação desarticulou uma célula do Hezbollah que recrutava brasileiros para realizar atentados contra prédios, templos e sinagogas da comunidade judaica no Brasil. Não estamos mais falando de "ataques isolados", mas de um processo contínuo que começou a ser monitorado de perto desde a Operação Hashtag, em 2016, quando simpatizantes do ISIS planejavam ataques nas Olimpíadas do Rio.
O cinismo diplomático e o medo do PowerPoint
Diante desse cenário catastrófico, como reage o governo Lula? Com o mais puro cinismo de quem não quer ver o que está escancarado. O atual presidente e seus aliados insistem em tratar o PCC e o Comando Vermelho como meros grupos de criminosos comuns.
A grande contradição moral explodiu recentemente. O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou em suas redes sociais um anúncio reforçando seu total alinhamento com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Ocorre que a própria ONU classifica formalmente a Al-Qaeda como organização terrorista. Pela regra mais simples de transitividade lógica: se a Al-Qaeda é terrorista, e ela está associada ao PCC e ao Comando Vermelho em esquemas milionários, as facções brasileiras são, necessariamente, organizações terroristas.
Como o governo Lula e o STF pretendem escapar dessa cilada retórica? A resposta é o silêncio obsequioso. O ministro das Relações Exteriores de Lula, Mauro Vieira, chegou a faltar a uma convocação obrigatória da Comissão do Congresso para explicar suas declarações absurdas de que classificar o PCC e o CV como terroristas "abriria espaço para os Estados Unidos invadirem o Brasil". O pretexto da soberania nacional é usado como escudo para blindar o crime organizado. A sua ausência na comissão foi tão grave que os parlamentares pediram a abertura de um processo por crime de responsabilidade contra o chanceler fujão.
O verdadeiro medo do governo não é uma invasão militar americana, mas sim o rastreamento financeiro global do Tesouro dos EUA. Quando um grupo é classificado como terrorista, a inteligência financeira americana mapeia cada centavo, cada empresa de fachada e cada operador. O pânico de Lula e seus aliados é que esse "PowerPoint" financeiro internacional traga à tona os elos de figuras do alto escalão político com o crime organizado e com as ditaduras do Foro de São Paulo.
O eixo do crime na América Latina: Tudo junto e misturado
A leniência de Brasília não é incompetência; é método e alinhamento ideológico. Como apontado pelos jornalistas e analistas políticos Francisco Escorcim, Fabiana Barroso e Luís Ernesto Lacombe no programa Última Análise da Gazeta do Povo, o Brasil do PT caminha de mãos dadas com o que há de mais podre na geopolítica sul-americana.
O jornalista Leonardo Coutinho, em sua obra "Hugo Chávez, o Espectro", já provou como a ditadura venezuelana, desde os tempos de Chávez e agora sob o controle de Nicolás Maduro, fundiu-se diretamente com o tráfico de drogas, o contrabando de armas e o apoio a grupos terroristas do Oriente Médio, além das FARC na Colômbia.
Enquanto Argentina e Paraguai aceitaram a proposta de cooperação dos Estados Unidos para monitorar e asfixiar o crime organizado na Tríplice Fronteira, o governo de Lula recusou a ajuda. Preferem deixar a fronteira brasileira aberta e desprotegida a permitir que a inteligência ocidental descubra quem realmente lucra com essa rota.
Se Lula for reeleito em outubro, o Brasil cruzará uma linha sem volta, consolidando-se de forma definitiva no eixo das ditaduras mais violentas e sangrentas do planeta. O voto nas urnas decidirá se continuaremos isolados do Ocidente democrático, rebaixando oficialmente o nosso país a um porto seguro e cúmplice para extremistas internacionais. O perigo não é mais uma projeção para o futuro; é uma ameaça imediata que se concretizará se permitirmos a continuidade desse projeto de poder.
A alternativa para a Segurança Nacional
O combate eficaz a essa hidra de várias cabeças não virá de quem é condescendente com o crime. O senador Flávio Bolsonaro já desponta como a liderança política capaz de conduzir essa reação necessária. Para manter o Brasil e o continente americano protegidos, o plano envolve o alinhamento estratégico com o que há de mais avançado em inteligência global: as agências dos Estados Unidos e de Israel.
Essa cooperação foca no combate ao crime de forma técnica e implacável:
- Mapeamento de Fluxos Financeiros: Utilização de tecnologias de ponta para congelar bens e fechar as torneiras das empresas de fachada ligadas ao tráfico e ao terror.
- Compartilhamento de Informações: Integração direta com a inteligência israelense e americana para antecipar ações de células extremistas antes que os coletes de Bauru sejam detonados em nossas cidades.
- Soberania Compartilhada no Combate ao Crime: Entender que o crime transnacional exige uma resposta transnacional, sem os melindres ideológicos que o PT utiliza para proteger aliados escusos.
Votar no atual projeto de poder é aceitar a normalização do medo e o avanço silencioso de um paraestado criminoso sobre as nossas famílias. O povo brasileiro não pode aceitar viver sob as regras impostas por traficantes mancomunados com terroristas. O resgate da nossa soberania real exige coragem para enfrentar o crime de frente e fechar, de uma vez por todas, os canais de financiamento que alimentam o terror global. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 16/7/2026)

