12/03/2026

O "pai dos pobres" vai quebrar a Petrobras e o seu bolso? – Por Paula Sousa

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A Abicom e o InfoMoney denunciam que a defasagem do preço da gasolina já chega a 49% e o diesel a 85%. Foto Reprodução Blog Revista Veja

 

Prepare o lombo, brasileiro. Se você achou que o amor venceria a inflação, a realidade acaba de dar um "mortal carpado" na sua conta bancária. Enquanto o governo tenta fazer malabarismo com os números, o preço do combustível nas bombas já começou a subir e o diesel simplesmente sumiu em várias regiões.

 

A desculpa que o governo Lula irá usar? A guerra no Oriente Médio. A verdade que dói? Uma gestão com DNA comunista que prefere ver o país desabastecido a admitir que o populismo econômico é uma bomba relógio.

 

O teatro dos preços: Por que segurar o valor é receita para o desastre

 

A política de "segurar preços" da Petrobras sob o comando do PT é o exemplo clássico de como destruir uma economia de forma didática. O raciocínio dos gênios no poder é simples: "Se a gente não aumentar o preço, o povo não reclama". Só que o mundo real não funciona na base da canetada.

 

Quando o petróleo sobe no exterior e a Petrobras mantém o preço artificialmente baixo aqui dentro, acontece um fenômeno que até uma criança entenderia:

 

  1. Déficit monstruoso: A Petrobras compra caro lá fora e vende barato aqui. O prejuízo é bilionário e quem paga, via impostos ou sucateamento da estatal, é você.

 

  1. Racionamento forçado: Como o preço está "congelado", todo mundo corre para estocar. A Petrobras, vendo que vai quebrar, começa a limitar as cotas. É o que o portal Terra destacou: "Petrobras raciona diesel para evitar que empresas formem estoque".

 

  1. Desabastecimento: Quando se limita o produto em vez de ajustar o preço pelo mercado, o diesel não vai para quem mais precisa, mas para quem chegou primeiro. O resultado? O G1 e a Folha de S.Paulo já confirmaram: produtores do Rio Grande do Sul (responsáveis por 70% do nosso arroz) interromperam a colheita por falta de combustível.

 

"Eu não bebo gasolina": O mito de quem não entende de prato de comida

 

Sempre tem aquele militante que solta a pérola: "Não me importo com o dólar ou com a gasolina, eu não bebo combustível". Pois bem, vamos explicar para quem tem dificuldade cognitiva: Tudo o que você come chega até você em um caminhão. Se o diesel sobe, o frete sobe. Se o frete sobe, o preço do arroz, do feijão e da carne no mercado dispara. Mas no cenário atual é ainda pior: se não tem diesel para o trator colher o arroz no Sul, o alimento nem chega ao mercado.

 

O resultado é a prateleira vazia e o pouco que sobra custando o olho da cara. O "estômago" do brasileiro sente o preço do combustível muito antes do tanque do carro.

 

A farsa da soberania: O Brasil não é dono do próprio petróleo?

 

Lula adora encher a boca para falar de "soberania nacional". Mas a realidade é outra: o Brasil produz petróleo, mas nossas refinarias foram projetadas para um tipo de óleo que não é o que extraímos em abundância (o nosso é pesado, e precisamos do leve para misturar).

 

Resultado? Exportamos o bruto e importamos o refinado. Dependemos totalmente do mercado internacional. Se o Estreito de Ormuz fecha ou o Irã entra em guerra, o Brasil fica de mãos atadas porque o governo nunca investiu na modernização real e estratégica das refinarias, preferindo usar a estatal como cabide de emprego e fonte de subsídio populista.

 

Claudio Dantas já alertou: o diesel no Brasil dura apenas mais 15 dias. Estamos vivendo de migalhas internacionais enquanto o 'presidente da paz' se recusa a tomar medidas técnicas. Além disso, bater de frente e ofender o presidente dos Estados Unidos não tem sido uma boa ideia.

 

O perfil comunista de controlar tudo

 

O que o Lula está fazendo — segurar preços e intervir na oferta — é o comportamento padrão de regimes que afundaram, como a Venezuela. O mercado é um mecanismo vivo de alocação de recursos. O preço alto é um sinal de alerta: "Economize, o recurso está escasso".

 

Quando o governo esconde esse sinal, ele cria uma falsa sensação de normalidade até que o sistema colapsa. A Abicom e o InfoMoney deixam claro que a defasagem da gasolina já chega a 49% e o diesel a 85%. Isso significa que o preço real deveria ser quase o dobro! Quando essa represa romper — e ela vai romper — a explosão de preços vai varrer o que sobrou do poder de compra do brasileiro.

 

Como poderia ter sido feito diferente?

 

Um governante sério teria se precavido. Como?

 

  • Fundos de Estabilização: Criar reservas financeiras em tempos de bonança para amortecer choques de guerra, sem quebrar a estatal.

 

  • Diversificação de Importação: Não ficar refém apenas de rotas de risco.

 

  • Transparência: Em vez de mentir que "está tudo bem", ajustar gradualmente conforme o mercado internacional, evitando o choque térmico econômico que veremos agora em 2026.

 

Lula prefere a "desculpinha" da guerra. É conveniente. Mas a culpa não é só dos mísseis no Oriente Médio; é da mão pesada de um governo que prefere ver a Petrobras sangrar para garantir sua reeleição.

 

Resumo da opera: O pior está por vir

 

No Recife, a gasolina já passou de R$ 7,00, segundo o Pernambuco Notícias. E isso é o "barato", viu? O O Globo reporta que o mercado está desorientado com o barril do petróleo beirando os US$ 120. Se o governo continuar "brincando de Deus" com a economia, prepare-se para o racionamento, para a inflação de dois dígitos nos alimentos e para ver a Petrobras destruída novamente.

 

O "pai" está destruindo o país, e a conta vai chegar na sua mesa, quer você "beba" gasolina ou não. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 12/3/2026)