O Plano de Trump e a Solidão dos "Amigos do Rei" – Por Paula Sousa
Enquanto o mundo assiste a uma mudança de ventos vinda do Norte, o Palácio do Planalto parece ter sido tomado por uma névoa de silêncio e, claro, muita "preocupação diplomática". O anúncio de que o governo de Donald Trump deve designar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras caiu como uma bomba no colo de quem prefere tratar o crime organizado com "carinho" e diálogos cabulosos.
A notícia, ventilada por veículos como UOL, CNN Brasil e Gazeta do Povo, não é apenas uma mudança de etiqueta. É um xeque-mate. Ao classificar essas facções como terroristas, os EUA acionam a máquina do Departamento de Estado e do Tesouro para congelar bens, barrar vistos e sufocar o sistema financeiro desses grupos. Mas, curiosamente, o governo brasileiro parece ter perdido a voz. Por que será que declarar que quem mata, explode e sequestra é "terrorista" causa tanto desconforto na nossa atual gestão? Para o PT, a esquerda, a mídia e o STF, terroristas são idosas com a Bíblia nos braços ou mulheres escrevendo em estátuas com batom.
A "dica" que virou vácuo
Trump deu a chance. Segundo fontes próximas à Casa Branca, houve um aviso prévio para que o Brasil tomasse a dianteira e declarasse essas facções como terroristas. Seria uma jogada de mestre para mostrar que o país é sério. Mas o governo Lula, fiel ao seu estilo de "passar pano" em nome de uma suposta soberania que só protege a bandidagem, preferiu o silêncio.
Como bem destacou a CNN Brasil, o Brasil foi um dos grandes ausentes na conferência realizada no Comando Sul dos Estados Unidos, em Miami. Enquanto líderes de países "decentes" como Argentina, El Salvador e Paraguai se reuniam para formar o "Escudo das Américas", o Brasil, junto com Colômbia e Uruguai — a tríade da esquerda "paz e amor" com o crime —, resolveu que tinha coisas mais importantes para fazer.
O medo tem nome e sobrenome
A valentia do atual presidente parece terminar onde começa a fronteira com os EUA. Onde está o "sangue de cangaceiro" que tanto se propaga? O Metrópoles já aponta que o encontro de Lula com Trump, previsto para março, segue sem previsão. O motivo? O cheiro de medo é palpável. Lula, que adora posar de líder global ao lado de ditadores e teocracias autoritárias, parece ter "medrado" diante de um governo que não aceita conversa fiada com narcoterroristas.
Lula chama Trump de covarde, mas é ele quem se esconde quando o assunto é combate real ao crime. Afinal, como enfrentar aqueles que, segundo muitos analistas, formam a base de controle social em diversas regiões onde o Estado não entra? Atacar o PCC e o CV seria, para a esquerda, atacar o próprio mecanismo de desestabilização que eles tanto usam para se manter no poder. É o benefício mútuo: os traficantes entram com o dinheiro e o terror, e os esquerdistas entram com a proteção jurídica e a omissão deliberada.
O narcoterrorismo e a conexão global
A visão americana, detalhada por figuras como Pete Hegseth (secretário de guerra) e Marco Rubio, não é de que o PCC é apenas uma "quadrilha de bairro". Eles entendem que o dinheiro do tráfico na América Latina financia grupos como Hezbollah e Hamas. E aqui no Brasil, o que vemos? Um governo que chora pelo destino de aiatolás e líderes terroristas no exterior, enquanto ignora o fato de que 52 milhões de brasileiros vivem sob o controle de facções criminosas.
A Gazeta do Povo e o UOL mostram que a ofensiva militar de Trump pode ser inclusive unilateral. Ou seja, se o governo brasileiro não quer limpar o próprio quintal porque "ama" seus eleitores do crime, os americanos estão prontos para agir. É a diferença entre quem governa para o cidadão e quem governa para manter a estrutura do crime organizada em pé.
Consequências para o bolso do brasileiro
Não se engane: a covardia de Lula terá preço. Quando os EUA emitem alertas de que o Brasil é um território infestado por organizações terroristas, o investidor estrangeiro foge. O UOL destaca que as empresas americanas serão alertadas sobre o risco de fazer negócios por aqui. E de quem é a culpa? Do Trump, que aponta o problema, ou do Lula, que se recusa a resolvê-lo? Óbvio que Lula usará essa desculpa para se fazer de vítima.
A recusa em classificar o PCC e o CV como terroristas mostra que a prioridade deste governo não é a segurança. É a manutenção de um "Estado 2.0", onde o bandido cobra taxa, vende internet cara, controla o gás e, no final do dia, ainda recebe um afago do governo federal.
O Escudo das Américas vs. o tapete vermelho para o crime
Enquanto o "Escudo das Américas" se organiza para impedir a interferência estrangeira e o avanço dos cartéis, o Brasil de Lula prefere ficar isolado, abraçado com o que há de pior na geopolítica mundial. A esquerda latino-americana se beneficia do caos. O tráfico gera instabilidade, a instabilidade gera corrupção, e a corrupção é o oxigênio dessa gente.
O artigo da Reuters é enfático: para os americanos, a força militar é a única maneira de derrotar os cartéis. No Brasil, o governo prefere "diálogo". É o diálogo do fuzil contra o cidadão desarmado. É a covardia de quem não tem coragem de olhar para o crime e dizer: "acabou a festa".
Trump está chegando com o "Tomahawk" da justiça financeira e militar. Lula, por sua vez, parece estar preparando o "Imagine" de John Lennon, esperando que os traficantes resolvam virar monges budistas por livre e espontânea vontade. É uma piada de mau gosto, onde o palhaço é o povo brasileiro e o dono do circo é quem senta na cadeira da presidência com medo de um tuíte de Washington.
A verdade é nua e crua: o governo atual não combate o crime porque o crime é o seu maior capital. Sem a desordem, a narrativa de "vítimas da sociedade" cai por terra. E sem essa narrativa, a esquerda não tem onde se apoiar. Resta saber até quando o Brasil aceitará ser governado por quem tem mais medo de Trump do que de quem mata brasileiros todos os dias. (Paula Sousa é Historiadora, professora e articulista; 10/3/2026)

