09/03/2026

O plano desesperado: Lula quer Bolsonaro de volta? – Por Paula Sousa

O plano desesperado: Lula quer Bolsonaro de volta? – Por Paula Sousa

Lula e Bolsonaro, em montagem de imagens - Ricardo Stuckert e Evaristo Sá AFP

 

A esquerda brasileira entrou em modo de pane total. Sabe aquele momento de um filme de terror em que o vilão percebe que a lanterna acabou a pilha e o monstro está logo ali na frente? Pois é. O "monstro", para eles, atende pelo nome de realidade — e ela vem cavalgando forte nas pesquisas e nos escândalos de corrupção que nem a blindagem do STF consegue mais esconder.

 

A "marreta" do Datafolha e o peso da fé

 

Vamos começar pelo que dói no bolso e no ego: as pesquisas. O Datafolha, aquele porto seguro da esquerda que sempre parece dar um "jeitinho" nos números para favorecer o companheiro, soltou dados que deixaram o Palácio do Planalto em silêncio fúnebre. Mesmo com o esforço hercúleo de atrasar a divulgação em dois dias — provavelmente "martelando" os números para ver se o Lula subia — o resultado foi um “empate técnico” com Flávio Bolsonaro.

 

Mas aqui entra o pulo do gato. Se você calcular certo, os números mostram outra história. O Datafolha insiste em usar uma amostra de apenas 28% de evangélicos, baseada em um Censo que conta crianças de 10 anos! Na vida real, o eleitorado evangélico é mais jovem, cresce 0,68% ao ano e já deve estar batendo nos 36%. Quando se ajusta essa distorção, o resultado é claro: Flávio Bolsonaro tem 50,4% contra 49,6% de Lula.

 

A esquerda sabe disso. Eles têm pesquisas internas, as "sérias", que mostram o desastre iminente. Por isso, já começaram a ventilar o nome de Fernando Haddad. O roteiro é manjado e copiado dos vizinhos: o "poste" que tenta salvar o legado quando o líder está derretendo. Foi assim com Alberto Fernández na Argentina (que destruiu a economia e tentou empurrar o Sérgio Massa) e com Joe Biden nos EUA, que foi "escanteado" para dar lugar à Kamala Harris. O PT está apenas seguindo a cartilha do desespero global da esquerda.

 

A santa aliança PT/STF e o "batom na cueca"

 

O que sempre denunciamos ficou escancarado: o Brasil não é governado por um presidente, mas por uma coligação PT/STF. Foi essa aliança que tirou o Lula da cadeia com desculpas jurídicas que não resistiriam a uma prova de Direito da primeira série. O projeto sempre foi tirar Bolsonaro a qualquer custo.

 

Só que essa "santa aliança" começou a feder. O caso do Banco Master é o "batom na cueca" que ninguém consegue apagar. O colunista Fabiano Lana, do Estadão, foi cirúrgico: "A responsabilidade sobre sequência de denúncias do caso Master recai sobre o Planalto, visto como em santa aliança com o STF". Não adianta a Tábata Amaral ou o pessoal do “choquei” tentarem colar o nome de Bolsonaro nisso. O patrocínio da Brazil Conference (onde Tábata e João Campos brilharam) veio de onde? Pois é.

 

A pressão está tão grande que o Lula, em sua infinita "esperteza", já começou a queimar seus aliados. Perdeu a confiança em Guido Mantega, despachou Lewandowski e assistiu à saída estratégica de Barroso. O plano agora é sacrificar Alexandre de Moraes. Por quê? Porque o STF virou uma âncora que está puxando o governo para o fundo do mar.

 

O xadrez da "mente brilhante": Trazer Bolsonaro para a luta?

 

Aqui entramos na teoria mais deliciosa desse caos: Lula pode estar trabalhando para anular a condenação de Jair Bolsonaro e devolvê-lo ao jogo. Parece loucura? Para uma mente normal, sim. Para a "cabeça de minhoca" do descondenado, faz todo o sentido do mundo.

 

Lula acredita piamente que o único adversário que ele consegue vencer é o Bolsonaro, devido à rejeição que a mídia construiu sobre o ex-presidente. Ele olha para o Flávio Bolsonaro, que tem o nome do pai, mas não a rejeição, e entra em pânico. Flávio está em uma trajetória ascendente, enquanto Lula bateu no teto. Ninguém mais "descobre" o Lula; quem gosta dele, gosta, quem não gosta, tem ojeriza.

 

Então, o plano seria: desacreditar Moraes, anular as condenações de Bolsonaro (usando o Fux ou o Toffoli como instrumentos) e trazer o Capitão para o ringue. Lula acha que repetirá 2022. Pobre coitado. Ele esquece que agora ele é o vidraça. Em 2022, ele prometia picanha; em 2026, ele entrega inflação, impostos sobre compras da China e uma economia que, segundo o próprio Guido Mantega, está uma "merda".

 

Se o Lula realmente conseguir soltar Bolsonaro para enfrentá-lo, ele estará assinando sua própria aposentadoria política com uma surra épica. Bolsonaro voltaria com a narrativa da perseguição confirmada, enquanto Lula ostenta o título de presidente que quebrou o país pela terceira vez.

 

A desculpa da ingenuidade: O "eterno inocente"

 

O que mais irrita qualquer brasileiro com dois neurônios funcionais é a tentativa de Lula de se fazer de ingênuo. Lauro Jardim, n'O Globo, vive soltando notinhas de que "Lula foi enganado por fulano" ou "Lula perdeu a confiança em sicrano".

 

Ora, vamos ser sinceros: se o Lula é tão fácil de ser enganado assim, se ele é esse "vovô bondoso" que não vê as maracutaias debaixo do seu nariz (desde o Mensalão, passando pelo Petrolão e agora no caso Master), então ele não tem condições mentais de ser presidente. O Brasil precisa de um líder, não de um boneco de ventríloquo que serve de desculpa para os crimes alheios. Se ele é manipulável, é um perigo; se ele sabe de tudo, é um criminoso. Em ambos os casos, o lugar dele não é na cadeira presidencial.

 

O fim da linha para os "isentões"

 

Se você ainda é um daqueles que votou "pela democracia" ou que faz o "L" discretamente para não passar vergonha, olhe para o cenário:

 

  1. A economia está definhando.
  2. O governo vive de joelhos para o STF.
  3. O PT está tentando desesperadamente trocar o candidato porque sabe que o "chefe" é um produto vencido.

 

O desespero da esquerda é o sinal mais claro de que a verdade está vencendo a censura. Eles tentaram prender, silenciar e perseguir, mas a informação descentralizada destruiu o monopólio da narrativa.

 

O MDB já avisou: a chance de ser vice do Lula é zero. Eles sentiram o cheiro de queimado e estão pulando do barco.

Lula pode tentar o golpe que quiser, pode tentar trocar Moraes por outro fantoche ou até trazer o Bolsonaro de volta achando que vai ganhar no grito. Mas o sentimento das ruas não mente. A surra será pedagógica.

 

A esquerda está desesperada porque perdeu o controle do povo. E quando o povo perde o medo, o ditador perde o sono. Preparem a pipoca, porque o fim desse terceiro mandato promete ser o encerramento melancólico de uma era de mentiras.

 

O Brasil não aceita mais ser enganado por quem jura inocência enquanto assalta o futuro das próximas gerações. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 9/3/2026)